AMCéliaLuís Guerra

A dignidade que cada eleito atribui aos órgãos autárquicos vê-se também pela forma como interagem com eles. Ontem, na continuação da reunião de câmara isso ficou bem patente. A Cidália optou por ficar a 50 metros do local assim como o Caetano. O argumento de que se querem proteger e proteger os outros funciona de forma selectiva e quando lhes interessa. Para umas coisas fecham-se, mas para outras andam sem problemas. A Cidália continua a achar que o vírus se transmite pela internet ou escolhe os momentos em que pode ser mais confrontada para poder estar com alguém a receber informações, daí estar sempre com máscara. Mas a reunião de ontem ficou marcada pelo local de onde a Célia fez a transmissão, do quarto. Claro que se pode dizer que é uma divisão da casa como qualquer outra, mas não é. Estar presente numa reunião de uma Assembleia Municipal enquanto está no quarto de dormir é uma falta de respeito para com os eleitos, para com os eleitores e até para consigo própria. Conseguimos até já ver no futuro de onde irá estar a fazer a transmissão quando for a próxima reunião! Também é uma divisão da casa! Mas se é verdade que não esperamos muito da Célia em termos do que é a forma de se comportar, não deixa de ser estranho que o Guerra não tenha tomado posição quanto a isso, mais que não fosse em privado, numa chamada telefónica, alertando para a falta de respeito que é um eleito estar numa reunião de uma assembleia a partir do quarto onde dorme. A complacência do Guerra tem sido algo que se tem vindo a notar existir. Foi ontem com a Célia no quarto, com a Cidália a falar o tempo que quis e tem sido noutras ocasiões. Só não tem tido essa complacência quando se trata do ex-deputado Cruz! É claro que entendemos que o Guerra não tem agora a facilidade que tinha em afrontar o PS porque depois tem o sócio, ex-candidato do PS e marido da dona do dinheiro na câmara, a quem prestar contas. É habito dizer-se que não há coincidências, mas elas têm lugar quando menos se espera. Seja como for, parece ser claro que os eleitos com assento na câmara dão cada vez menos importância ao que se passa nas assembleias municipais e à necessidade de prestarem contas aos deputados.


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9 comentários

  1. Não creio que a benevolência do Guerra provenha das ligações societárias e afinidades familiares do sócio.
    Não poderemos esquecer as antigas ligações partidárias da Cidália – PCP/APU/CDU e de ambos (Cidália e Guerra) andarem de braço dado nas lides e nos ferozes ataques ao Partido Socialista.
    O que ficou desses tempos é que nos intriga ! Mas, por certo, haverá razões que a razão desconhece.

  2. A Presidente e vereadores do PS fogem da Assembleia Municipal e das reuniões de Câmara presenciais. Como são incompetentes precisam de quem lhe dê as dicas todas às escondidas do povo. E mesmo assim, é só asneiradas.

  3. O sócio do Guerra, o J.Cruz é, foi e sempre será do PSD. Até quando integrou as listas do PS à AM.
    E a Cidália, sempre foi do PCP, até ser recrutada pelo Pedrosa para o PS.
    A Célia é do PS porque o Pedrosa a “enganou”, mas é “apolítica”. Não gosta de política, nem de partidos polítcos.
    O Caetano sempre foi do PS, foi militante, deixou de o ser e voltou a sê-lo à 4 anos atrás.
    O Nélson diz que é do PS, que sempre foi do PS, mas a sua história de vida profissional diz-nos que é do oportunismo circunstancial. Antes a criticar o PS a favor do MPM, hoje a criticar o MPM e o PCP, a favor do PS que lhe permite ter um faustoso salário e um poder discricionário sobre a presidencia e a presidente de câmara. Tudo isto, sendo um zé ninguém profissionalmente, com tudo a provar na sua vida extra celibatária. Um embuste. E dos caros. Que vai ter consequências nefastas após a sua sombra deixar de pairar na câmara e no PS.

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