Cidália

Quem assiste às reuniões de câmara não pode ter deixado de perceber o quão ciosa do tempo de intervenção dos vereadores a Cidália é. Chega ao ponto de lhes cortar a palavra. Ontem os vereadores falaram e também ela falou. Usou o tempo para dizer aquilo que quis, sem que fosse a dar respostas. Leu um texto que alguém lhe preparou e disse o que quis. Claro que pode fazê-lo. A questão é que para ela o relógio não funciona. Desde que começou a falar até ter terminado a ler o texto a Cidália esteve bem mais do que os 8 minutos que qualquer elemento do executivo tem durante aquele período. Até se compreenderia que ultrapassasse o tempo, como sempre o faz, se é para dar respostas às questões colocadas. Fazê-lo a ler uma declaração política não tem justificação. Claro que como é ela quem controla o tempo dos outros, deveria também fazê-lo a si, mas pelo que percebemos o regimento é para cumprir apenas quando interessa e não porque tem que ser cumprido. Se se tratasse de alguém que não usa o poder como se fosse seu, até acreditaríamos que nas próximas reuniões iria conceder o tempo que fosse necessário, uma vez que ela própria abriu o precedente, mas como se trata da pessoa que é, iremos voltar a vê-la controlar os tempos dos demais eleitos.


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6 comentários

  1. Post certeiro. E com provas. A Cidália esteve quase 13 minutos a falar, sem dar respostas a ninguém e a ler uma declaração política que o Nelsinho Araújo lhe escreveu e mandou ler. Para os demais eleitos a música é outra. E por falar em música, gostei ontem de ouvir o Brito e a Alexandra num momento de bom humor. Bem precisamos, que isto com a carrancuda e arrogante da Cidália é mesmo uma tristeza.

  2. Um destes dias a Cidália ainda se engana e lê em público a tal carta, de 25.6.2018 do Nelson em que, nuns momentos de rara lucidez, escreveu preto no branco o que é a verdadeira Cidália á frente da Câmara.

  3. Ora pois, a Cidália ainda irá ler esta missiva escrita pelo seu chefe do gabinete e que a retrata na perfeição é antiga mas sempre actual

    Camaradas e Amigos
    Há seis meses atrás propus-me avançar com uma lista à CPC do PS da Marinha Grande por entender que devia assumir essa responsabilidade perante uma candidatura alternativa que se perfilava de uma forma pouco transparente e que denunciava vir a ser o princípio da instrumentalização dos Órgãos Partidários para fins pessoais (fossem de ambição para o futuro ou de ressabiamento sobre o passado recente).
    O resultado foi o que todos conhecemos.
    A verdade é que o PS na Marinha Grande, pelo menos, desde 2015 que não está bem.
    A divisão criada a quando da disputa federativa Sales / Medeiros deixou marcas até aos dias de hoje.
    Pretendia eu alcançar a união do Partido e a sua revitalização, tarefa que se demonstra quase impossível tal é a desmobilização generalizada dos Militantes e Simpatizantes em relação ao Partido.
    Pretendia eu reforçar o apoio político ao Executivo na Câmara, mas também essa tarefa me parece cada vez mais difícil quando o Executivo, mormente a Presidente, não manifesta disponibilidade para escutar a voz do Presidente da CPC que é também o seu Chefe de Gabinete.
    E este é o ponto chave da minha mensagem hoje a todos vós que me acompanham na Comissão Política.
    Neste momento o Executivo está em «roda livre» e sem qualquer estratégia definida para a Governação.
    As decisões são tomadas de uma forma arbitrária, ao sabor das urgências diárias, sem calendarização de prioridades, sem agendamento político de grandes questões, sem discussão interna.
    O fracasso das negociações com a CDU é também sintomático.
    A verdade é que a Oposição pressente a falta de interesse e de empenho da Presidente em assumir compromissos, em delegar competências… quando nem nos seus próprios Vereadores ela tem confiança plena e manifesta.
    O Partido precisa, hoje, mais que ontem, e menos que amanhã, de ter força política não apenas para fora, como também para dentro.
    Se sempre me assumi como candidato para «defender» o Executivo, para dar força e suporte a um Executivo minoritário, e não permitir que este fosse partidarizado, a verdade é que não posso ser cúmplice desta estratégia de «apagamento» do Partido perante o seu Executivo.
    O Partido precisa de reconquistar o seu espaço e de se afirmar perante o seus Eleitos.
    2021 está já aí à porta e por este andar não vamos longe…
    Para além disso, não posso ainda deixar de lamentar tudo quando aconteceu quer na Federação quer no Congresso Distrital em relação às eleições para os Órgãos Distritais e Nacionais.
    A Marinha Grande foi uma vez mais prejudicada e menosprezada por quem deveria olhar para nós com outro interesse e respeito.
    Fiz notar isso quer ao Presidente da Federação, quer à SGA em carta que lhe enviei e à qual nem resposta tive.
    Assim, e em consciência, não posso senão sair de cena.
    Irei apresentar a minha demissão da CPC e assim abrir a porta a que se realizem novas eleições para a CPC o mais brevemente possível.
    E ao contrário de outros, saio para não voltar a entrar, preferindo remeter-me à condição de Militante de base.
    Resta-me agradecer-vos por tudo, sobretudo pelo apoio incondicional que me deram sempre!
    Saudações Socialistas
    Nélson José Nunes Araújo
    Leiria – Marinha Grande

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