CMMG

Como tem vindo a ser afirmado pela presidente, a sua intenção é transformar a antiga FEIS numa escola (ainda que de ensino superior) e fazer da antiga Albergaria um alojamento para estudantes. Claro que, como em muitas situação, não passam de intenções já que nada se vê acontecer. A incapacidade de dinamizar o centro tradicional faz com que tente virar-se para algo que trará movimento, mas que pouco ou nada terá ser atractivo para quem nos possa visitar. A primeira vez que a Cidália falou no assunto fez referência ao IPL, mas começam a ouvir-se rumores de que a verdadeira intenção é colocar ali o ISDOM. Como acreditamos que ela fará tudo para evitar que o assunto entre em discussão pública, deveremos começar a ponderar o que ela quer fazer. Até que ponto aquele espaço deve ser usado para uma escola. A Cidália na última reunião rejeitou as competências na educação e saúde, com o argumento ‘fenomenal’ de que “Estamos a fazer obras nas escolas e no centro de saúde” e que por isso não se podem aceitar mais competências, como se uma coisa tivesse a ver com outra, mas teima em meter-se onde não é chamada e fazer algo que não tem lógica. Se a ideia dela avançar e fizer algum acordo com o IPL, não deixará de ser estranho ver-se um património histórico que poderia ser a alavanca para trazer gente ao centro, ser transformada num espaço de utilização sazonal de pessoas que comem em cantinas e que não vão ao centro para fazer compras, mas sim para estarem fechados em salas de aula e saírem para os seus quartos completar os estudos. Que benefício isso traria para o concelho no Verão, período em que não há aulas, ou nas épocas festivas em que os alunos aproveitam para ir às suas terras? Quererá a presidente fazer do centro tradicional aqui o que se vê acontecer em Coimbra nos períodos não lectivos, um autentico deserto? Mas há o outro cenário, o de poder ali querer instalar o ISDOM. Aí as coisas ficam ainda mais complicadas! Além dos problemas já referidos, caberá à autarquia gastar milhões para ceder um espaço histórico a uma instituição privada, cuja qualidade da docência é questionável, que tem por fim obter lucros e que está associada a uma instituição envolta em problemas ao longo dos últimos anos? Se de um lado os motivos são bastantes para que a ideia de ali se colocar uma escola seja descartada, com a segunda hipótese estaríamos perante uma completa aberração. Mas a verdade é que a presidente vai falando do assunto como se fosse algo que traria vantagens, sem que se consiga perceber quais são. Já a compra da Albergaria foi algo de benefícios duvidosos, já para não se falar que foi comprada para estar a ganhar pó. Porque é que os políticos com pouca competência têm sempre medo das discussões de ideias de forma aberta e querem sempre impor a sua vontade de forma pouco democrática?


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10 comentários

  1. Naquela cabeça de cata vento já passou tudo e já a ouvimos opinar de que nas instalações da FEIS deveria ser instalado o mercado municipal, depois a piscina municipal e agora a “universidade” da Cristina Simões.
    Essa mulher não sabe o que diz, porque não se aconselha com o seu Camarada Álvaro Orfão sobre o destino a dar àquelas instalações? Ele sim, tem ideias muito claras e inovadoras para instalação naquele espaço.
    Mas como a burrice é a estupidez sempre foi muito atrevida, lá teremos que aguentar os dislates da senhora que o PS nos deu e quer continuar a dar como Presidente.

  2. Li este comentário na pagina do Largo das Calhandrices do Fecebook, que partilho para reflexão:
    “Luis Nobre
    Quem escreve esta crónica não percebe a mais valia que uma população estudantil trás para uma cidade. Ainda estava à espera de apresentarem soluções viáveis alternativas. Mas esta página só serve para dizer mal independentemente de quem esteja nos destinos do concelho.”
    Não foi este senhor engenheiro que vendeu a Albergaria Nobre à Câmara?
    Mais comentário para quê?

    • Caro Observador. Poderá ler a resposta que demos: “Claro que uma população estudantil traz vantagens a um concelho, mas isso não significa que se queira usar um espaço histórico com potencialidades para o transformar numa escola. Tragam todas as universidades para o concelho que seremos os primeiros a aplaudir, mas não limitem a discussão do que fazer naquele espaço a uma simples ideia.
      Propostas para lá temos. Se o assunto for colocado em discussão publica dá-las-emos.”

  3. Festejámos os 250 anos da chegada dos Stephens à Marinha Grande. Parece-me que este ponto deveria ser a partida para qualquer ligação à indústria vidreira aquela que ali morreu em 31.Maio.1992 com Cavaco Silva. Com mobiliário existente para um estúdio para artes porque muito existe para aquela indústria. Peça únicas. Ainda existem muitos mestres na nossa cidade. Como a FEIS tem milhares de m2 poderiam ali nascer espaços individuais onde poderiam quem o pretendesse dedicar-se ao estudo ou à arte ou iniciar uma actividade que muitas vezes não aparece por falta de espaços. Quem quiser saber um grande exemplo pode ir a São João da Madeira e ver como ficaram as instalações da fábrica Oliva das máquinas de costura e depois de torneiras. Projecto ambicioso. Esta é apenas uma ideia. Um exemplo vivo e que muitos podem aproveitar. Esta forma também é ensino trabalhando.

  4. Ó sr. curioso, colocar a Cidália com aquele quadro por trás cheio de equações difíceis…será que quer fazer dela uma pessoa inteligente ?…não deveria colocar apenas umas contazitas de somar ?…tipo 2+2 …

  5. Aquela cabeça da senhora não dá mais.. divaga e conclui que nada fez, mas diz ser culpa da oposição que obstaculiza! Dilemas…

  6. Normalmente gosto dos posts do “Curioso”, mas sobretudo gosto dos seus bonecos, hoje não compreendo como pode colocar em pano de fundo todas aquelas complexas equações…em vez disso não deveria colocar atrás da Cidália, umas contazitas de somar, tipo 2+2 ?…

  7. Espaços arejados de coworking na área das indústrias criativas que acolham profissionais que trabalhem em áreas que tenham uma forte ligação às empresas da região, espaços para acolher pequenos escritórios de serviços, uma boa área de restauração com qualidade, um centro de juventude que permita aos mais jovens terem acesso a formação artística (música, dança, teatro, artesanato, artes plásticas, para citar as mais óbvias) que podem ser dinamizados por associações locais em instalações condignas… Querem mais? Abram a discussão e aí veremos quem tem visão e contributos para o futuro. Eu depois explicarei porque é que estes e outros projetos poderão ter um impacto significativo a longo prazo na comunidade e porque é que o planeamento estratégico é importante. E mais uma vez o comentário vai anónimo. Se um dia fizerem a discussão eu apareço.

  8. Oh Curioso, gosto muito dos bonecos com que você ilustra os seus textos.
    Mas este, por amor da Santa!!!! Não vê que aquelas equações no quadro são areia de mais para aquela camioneta? Coitada da Cidália, ela pouco mais tem do que o 9º ano e uma licenciatura tirada nas novas oportunidades!!!

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