Bombeiros

Há uns dias foi aprovada mais uma verba significativa de dinheiro para as corporações de bombeiros aqui no concelho. Todo o que seja dado é bem gasto. Os voluntários ou funcionários que andam na primeira linha do apoio à população merecem tudo isso e mais. Mas, nesta quadra de Natal, espera-se que possa haver alguma compensação, ainda que simbólica, aos que durante o ano dão o seu tempo e vida privada em prol dos outros. Daqui a uns dias haverá eleições para uma nova direcção e a que termina sai sem que tenha conseguido marcar a sua governação, senão pelo corte das árvores! Claro que podem dizer que pagaram os leasings que existiam, mas nem uma lembrança foi dada aos voluntários nesta quadra! Atribuíram um ‘premio’ aos funcionários de trinta e poucos euros, mas para os voluntários nem um cêntimo foi dado. Como há a pandemia, não há festas, mas isso poderia ter sido substituído por algo, mais que não fosse uma caixa de bombons. Mas nada! Daqui a uns dias vais haver eleições e a esperança é a de que a nova direcção possa ser um pouco mais sensível. Mas, quanto à nova direcção, e falando pela única lista conhecida, é estranho que uma associação como a que gere a corporação seja sempre governada por ‘paraquedistas’ que parece quererem ali ter um trampolim para alguma coisa mais do que aquela função. Não deixa também de ser estranho que as direcções tenham tido sempre como membro, e a nova lista irá pelo mesmo, alguém que também é funcionário! Claro que nada impede que assim seja, mas é estranho tanto mais que se trata da pessoa que tem a cargo os ‘recursos humanos’ e a ‘gestão financeira’ diária. Um funcionário ter essa qualidade e ao mesmo tempo a de ‘patrão’ dá sempre para que se possam colocar dúvidas. Mas fica a esperança que a nova direcção possa começar a saber explicar o que acontece com o saldo da ‘caixa das esmolas’, de modo a que todos possam saber o que entra e sai (sem que queiramos levantar suspeitas, mas apenas para se saber); que possa saber-se se alguém, longe do quartel, tem acesso às imagens do que ali se passa e possa começar a explicar-se porque motivo parece que os poderes estão centralizados numa única pessoa que, para além de funcionário, tem sido e parece continuar a ser membro da direcção. Quando se fala em promiscuidade, ser-se ‘patrão’ e empregado ao mesmo tempo, poderá permitir entender-se bem a definição do termo. Seja como for o futuro, o passado mostra que a direcção cessante não marcou a diferença senão pelo esquecimento dos voluntários.


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13 comentários

  1. É nos bombeiros, é na Câmara, e deve ser em muitas outras instituições. A mim não me choca nada, se as pessoas forem competentes, isentas, fizerem o seu trabalho com honestidade, sem o exercício despótico de poder, ou à sombra da bananeira. Não vejo porque é que alguém na condição de funcionário não possa fazer parte da direção de uma associação, desde que com integridade e ética. O problema é quando não é assim. Sobre as esmolas, não entendo onde quer chegar, mas se for realmente o que está a insinuar, é algo a corrigir pela nova direção, não é? Se houver seriedade?

    • Caro Anónimo. Fazer de Olívia patroa e Olívia empregada… E como é em relação aos demais trabalhadores? O ‘colega’ que manda? E em termos de contrato, é como trabalhador ou ‘gerente’? Misturar água com azeite não dá boa mistura.

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  2. Á mulher de César não lhe basta ser séria é preciso também que o pareça.
    Onde está a segregação de funções?
    Os estatutos permintem-no? Então que se alterem os estatutos, tão simples quanto isto.

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    • Estão-se a esquecer, ou melhor, não interessa porque faz parte do grupo dos invejosos que há quem mande mais e tambem é funcionário. O mais bem pago. Passa o tempo sentado à secretaria, no intervalo dos cigarros, a fazer que trabalha. Esse manda mais que a direção e comando juntos. E que tal, agora que vão mudar os órgãos sociais  mudar também o comando. Mas um comando externo sem vicios nem telhados de vidro. Um comando ao serviço da população e não para se servir.
      A memória é curta e só interessa lembrar as coisas menos boas. Tanto quanto sei, houve aumentos de ordenados, não interessa, começou a haver pagamentos pelos serviços de voluntariado, também não interessa, foi criado um regulamento interno para proteger os funcionários, (que aqui foi publicado) – já agora o curioso está em falta ficou de dizer o que estava mal feito nesse documento – mas não interessa. Espera-se que o novo presidente se saiba impor e por esse funcionário na linha, se andar a navegar fora dela, e já agora os outros também.
      Sou daqueles que anualmente dou um donativo, não esmola,  e o mesmo é colocado em recetaculo devidamente identificado e lacrado. Mas também sei que dantes era entregue directamente onde se marcam os serviços ou no comando, nunca tive acesso a entregar na direcção. Será por isso que faz confusão. Eu vou continuar a dar o meu DONATIVO.

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      • Comparar um sujeito que nem somar umas contas sabe a um profissional com uma carreira de 30 anos é só, apenas só, afundar-se ainda mais no esterco.
        É sinal de rassabiamento puro, de quem não conseguiu tudo o que quis mesmo já conseguindo mais do que devia.
        É o cerco a apertar, porque sente-se que são muito poucos os que confiam em martelinhos de São João. Fazem barulho mas não magoam.
        Desviar um assunto, uma crítica, um lixo de escrita (chame-lhe o que mais lhe aprouver) para outras pessoas, demonstra uma certa cobardia. Medo?
        O conselho é velho. Aceite! Talvez doa menos.

      • Comprar um sujeito que nem somar umas contas sabe a um profissional com uma carreira de 30 anos é só, apenas só, afundar-se ainda mais no esterco.
        É sinal de rassabiamento puro, de quem não conseguiu tudo o que quis mesmo já conseguindo mais do que devia.
        É o cerco a apertar, porque sente-se que são muito poucos os que confiam em martelinhos de São João. Fazem barulho mas não magoam.
        Desviar um assunto, uma crítica, um lixo de escrita (chame-lhe o que mais lhe aprouver) para outras pessoas, demonstra uma certa cobardia. Medo?
        O conselho é velho. Aceite! Talvez doa menos.

  3. Comparar um sujeito que nem somar umas contas sabe a um profissional com uma carreira de 30 anos é só, apenas só, afundar-se ainda mais no esterco.
    É sinal de rassabiamento puro, de quem não conseguiu tudo o que quis mesmo já conseguindo mais do que devia.
    É o cerco a apertar, porque sente-se que são muito poucos os que confiam em martelinhos de São João. Fazem barulho mas não magoam.
    Desviar um assunto, uma crítica, um lixo de escrita (chame-lhe o que mais lhe aprouver) para outras pessoas, demonstra uma certa cobardia. Medo?
    O conselho é velho. Aceite! Talvez doa menos.

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  4. E qual seria o texto que escreviam se soubessem que a verba atribuída aos bombeiros fosse para andar a dar prendas de natal? Assim é facil, têm sempre razão para dizer mal

    • Não me apercebi nunca desta página comentar negativamente quando eram dadas lembranças no natal aos bombeiros, e pelo que me consta, só este ano não foram presenteados os voluntários. Têm sido sempre, mas penso que estão de saída. Resta saber se saem todos os que dizem que não prestam.

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