PS

Um pouco fora do âmbito territorial a que habitualmente nos dedicamos, há um assunto que, pelas pessoas envolvidas e pelas ligações que existem a elementos em funções na câmara, parece-nos que tem interesse, mais que não seja para que se possa perceber aquilo que nos rodeia. O povo diz que “diz-nos com quem andas, dir-te-ei quem és” e aqui parece-nos que há um padrão de comportamento que é comum. Como se sabe, o actual presidente da Federação Distrital do PS de Leiria é o actual presidente da câmara da Nazaré. Foi sobejamente apoiado por todos os que aqui estão na câmara. Chegou-nos informação que é interessante de referir. A câmara da Nazaré é uma das que está na lista negra dos municípios endividados. Ainda assim o Presidente da Federação consegue pagar, só no primeiro semestre deste ano, a um avençado mais de vinte e quatro mil euros. Tal avença vem já desde há uns anos. Nada disto teria relevância não fosse esse avençado ser um dos que integra o Conselho de Jurisdição Distrital que é, por assim dizer, o braço armado do presidente contra todos aqueles que lhe fazem frente. Mesmo quando houve o pedido de impugnação da lista de candidatos às eleições, quem apreciou o pedido foi o avençado da câmara da Nazaré, pago pelo outro candidato. Ou seja, dificilmente se conseguirá fugir da ideia de que o erário público serve para, por via da avença, pagar na Federação aquilo que o presidente necessita. Não admira que o lema tenha sido de que as promessas cumprem-se! É este o tipo de comportamento que, podendo ser legal, faz com que seja quase impossível acreditar-se na classe politica que usa e abusa de fundos públicos que não se conseguem dissociar dos objectivos partidários. Aqueles que apoiaram o Chicharro deverão achar esta promiscuidade que incomoda nada de mais, caso contrário não o apoiariam. Claro que nada disto teria para nós qualquer interesse não fosse o facto de quem temos na câmara ter sido e ser seu apoiante. Parece ser claro que as escolhas são sempre feitas pela cor do cartão de militante e não tanto por outras razões. Naquela câmara é assim; na Federação é assim e aqui na autarquia é igual. a cor partidária sobrepõe-se. Nem mesmo a afirmação do Caetano de que quis convidar um militante do PCP para a Assembleia Geral da TUMG consegue convencer que algum deles seja daltónico. A cor é tudo.


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2 comentários

  1. Um problema transversal a todas as cores. Os políticos estão cada vez mais autistas. O que conta é ganhar poder e não a forma como se chega a ele. É por isso que estamos a ver crescer cada vez mais o ódio e os partidos extremistas, porque as pessoas estão fartas destes esquemas mafiosos.
    Aqui como na Europa, é lamentavel que pareça que estamos condenados a repetir a história, que há 100 anos nos levou a uma guerra mundial ( mas hoje com uma realidade geopolitica mais complexa).
    E o que é que um político de uma câmara municipal em Portugal, seja esta ou outra, tem a ver com isto?
    Porque é o somatório de todas as pequenas partes que formam a grande avalanche que, infelizmente, nós vai varrer a todos.
    Porquê? Porque perante estes e outros indícios, quando formos votar daqui a um ano, voltamos a colocar lá a cruzinha, porque é o partido a que pertenço, como a um clube de futebol, em vez de dizer claramente não, metendo a cruzinha noutro lugar ou no boletim todo. Porque o somatório de todos os presidentes de câmara num pais pode fazer a diferença. Só quando colectivamente lhes tocar, é que ganharão noção que o poder somos nós que lhes damos, se quisermos. Mas claro que para isso é preciso que nós ganhamos consciência disso e acreditemos na mudança pelo exercício da democracia e da cidadania.

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