Sem estratégia

CuriosoCélia, Cidália, CMMG9 Comentários


Hoje é notícia o facto de a câmara ter suspendido o PDM por causa da zona industrial. Como não conseguiram terminar a revisão do PDM ao longo destes três anos de mandato, não têm outra alternativa que não seja a de suspender o PDM. Mas este assunto fez-nos lembrar um outro que também não viu ainda a luz do dia, a carta educativa. Esta carta é “o instrumento de planeamento e ordenamento prospectivo de edifícios e equipamentos educativos a localizar no concelho, de acordo com as ofertas de educação e formação que seja necessário satisfazer”. A esse respeito, há quatro anos a Cidália afirmava que “A decisão política tem que partir de todo o executivo e daquilo que quer para o futuro: requalificação das escolas ou construção de centros escolares de raiz. A Câmara não se pode dar ao luxo de mandar fazer estudos para deitar para o lixo, mas sim tomar primeiro a definição política da educação para o concelho, e depois a Carta Educativa ser adaptada” a propósito da discussão da carta educativa. É uma afirmação com a qual facilmente se concorda, mas o que aconteceu desde o longínquo dia 21 de Novembro de 2016, dia em que fez essa afirmação? A resposta é simples: nada! A Célia não foi capaz de concluir a carta educativa e, ao contrário daquilo que a Cidália afirmou em 2016, não se conhece aquilo que o executivo quer para o futuro. Ao longo destes três anos de mandato não se conseguiu perceber qual é afinal a “politica de educação para o concelho”. Se é verdade que em 2016 era apenas vereadora e poderia ter poderes limitados (apesar de ter o pelouro da área em questão), desde que foi eleita presidente passou a poder ter a capacidade de definir essa política educativa. Mas não o fez. Hoje, três anos depois de ter sido eleita, continua-se sem saber qual a política educativa e, por arrasto, continua-se sem se ter a tão necessária carta educativa. Como a revisão do PDM vai sendo empurrada com a barriga, lá se perderão mais quatro anos sem que se defina uma estratégia para o concelho.


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9 Comentário em “Sem estratégia”

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    Sejamos sinceros e honestos connosco próprios, estamos a exigir demasiado. É um assunto demasiado complexo e trabalhoso, para a fraquíssima competência de quem teve no passado e de quem tem no presente, a responsabilidade deste “dossier”.

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    Acrescento, o PDM está em vigor desde 1995!
    A sua actualização deveria ser de 10 em 10 anos. Por isso é fácil fazer contas do atraso.
    Existe no portal da CMMG uma secção de revisão do PDM com data de 2013…
    Não há costas largas para este problema.
    Acho curioso, desde que “descobriram” esta brincadeira da suspensão do PDM tem sido um verdadeiro festival!

    Em vez de tratem do problema com uma vacina vão dando griponal consoante os sintomas…

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    A preocupação da Cidália enquanto Vereadora com o Pelouro da Educação e agora como Predidente foi de boicotar todos os avanços da carta educativa, para ela a existência de uma carta educativa é um impecilho para as suas vontades de navegação á vista e fazer favores a este ou àquele Diretor de Agrupamento, que o diga o Cesário!

    1. Avatar

      Confirmo o boicote permanente! O Cesário faz-lhe sombra. A Cidália, mimada, não pode ser contrariada, senão afasta e difama.

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    A Célia vive noutro mundo. Um mundo onde a cultura é vender peixe na banca, nada mais. Acho estranho os eleitos periféricos do seu partido não terem uma visão e acção críticas para esbater esse contraste com o fervilhar cultural em autarquias contíguas, mesmo durante esta situação pandémica.

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    É como o regulamento de apoios ao ASSOCIATIVISMO deve ficar pronto daqui uns 10 anos
    Célia vale zero

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    Fico surpreendido que a revisão do PDM, definida de 10 em 10 anos como manda a Lei, possa ser ignorada pelas Câmaras. Não há sanções por parte da tutela? Os munícipes são obrigadas a definir a sua conduta presente e futura em termos de gestão do (seu) território com uma fotografia com 25 anos. Depois vêm as empresas, com os interesses legítimos, e suspende-se o PDM!

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