Perigo e inconsciência

CuriosoCMMG16 Comentários


Há muito que temos vindo a receber informações que nos têm deixado preocupados. Hoje chegou-nos uma informação que leva a que todos tenhamos que pensar duas vezes antes de ligar o 112. É público que os bombeiros recebem dinheiro da autarquia. Quanto a isso nada há a dizer e todo o que possa ser dado é pouco. Quando ligamos para o 112 estamos à espera que quem nos possa socorrer o faça em condições de salvar uma vida. Pois bem, não contem com isso! Há muitos anos foi definido que o horário de trabalho deve ser de oito horas porque é o tempo que foi considerado como aquele durante o qual uma pessoa está em condições de fazer aquilo que lhe é pedido. Para além desse tempo, tudo o que possa surgir deve ser considerado trabalho extra ou voluntário e, ainda assim, tem limites. No caso dos bombeiros, para que o possam ser eles têm que dar 200 horas por ano para a corporação a que pertencem. Significa isso que têm que dar cerca de 3 horas por semana ao longo do ano. Não é nada de mais e só temos que lhes agradecer o sacrifício. Mas aqui no concelho não é assim. Quando um bombeiro lhe for prestar auxilio, seja no combate a um incêndio, um desencarceramento ou uma questão de saúde pergunte sempre há quantas horas está com a farda vestida porque isso poderá determinar a capacidade que o bombeiro poderá ter para lhe prestar auxilio. A corporação tem estado sem comandante, liderada pelo segundo comandante. A direcção tem estado mais preocupada em contar os rolos e papel higiénico e pouco têm prestado atenção ao que realmente interessa. Semanalmente há bombeiros que fazem mais de 18 horas seguidas de serviço. Sendo obrigados a apenas fazer 3 horas por semana, fazem muito mais do que isso, colocando as suas vidas em perigo e, pior que isso, colocando as vidas daqueles a quem vão prestar auxilio em perigo. A direcção nada parece querer saber do assunto e o comando menos ainda, desde que tenham pessoas fardadas para sair sempre que o telefone toca. A questão colocar-se-á quando uma qualquer assistência corra mal e alguém possa vir a questionar a direcção, o comando ou mesmo o bombeiro relativamente à sua capacidade para estar a prestar o serviço. Não é apenas aquele que deixa a vítima na beira da estrada sem auxilio quem faz mal, é também aquele que, sem ter condições, se assume como tendo. Alguém confia num médico que está de serviço 18 horas e acha que está em condições de prestar auxilio? Com os bombeiros é igual. Não é concebível que o comando dos bombeiros possa permitir que um qualquer membro da corporação possa fazer mais do que aquilo que a lei prevê que devem fazer. Menos compreensível é que a câmara continue a subsidiar uma entidade que viola os direitos dos elementos da corporação e que não permite assegurar que prestem um bom serviço. Alguém confiaria num bombeiro que chegasse à sua beira e dissesse que “eu tenho já quase 18 horas de serviço, sem dormir, sem descansar, mas vou tentar fazer o meu melhor para o salvar“? Entender-se-ia se fosse numa situação de incêndio. de emergência em que não há mãos a medir, mas fazer disto o dia-a-dia, como acontece aqui no concelho, não é concebível. Por isso, da próxima vez que um bombeiro chegar à sua beira para lhe prestar auxilio, pergunte primeiro quantas horas ele ou ela já tem acordado e de serviço porque dessa resposta pode resultar o seu futuro. E, quanto à autarquia, seria interessante que pudessem debruçar-se sobre este assunto antes de atribuírem os apoios. À presidente, como chefe da protecção civil, ficaria bem que pudesse saber se aqueles que vestem a farda estão em condições físicas e psicológicas para prestar o auxilio que lhes é pedido. Quanto à direcção… bom, daí pouco há que esperar senão que terminem o mandato. Ao comando seria de esperar que zelassem pelos seus subordinados, mas outros valores parecem levantar-se, tais como sejam carimbar as máscaras ou contar rolos de papel higiénico. Quanto a nós, se alguma vez precisarmos de auxilio, claramente que vamos querer saber se quem nos vem prestar auxilio está em condições para o fazer porque, trabalhar 18 horas e esperar que se tenha o mesmo desempenho, já nem em Fátima se pede isso, cujos milagres terminaram há muito.


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16 Comentário em “Perigo e inconsciência”

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    Ora. Pensei que lhe tinha dado uma diarreia de meses. Andou sem assunto acerca dos bombeiros que até eu, cheguei a deprimir com saudades suas. Adiante… Não vou sequer perder tempo a explicar como as coisas se passam de verdade, porque isso já você sabe. Entre as suas fontes e as coisas que você fuma existe muita informação. Digna ou não fique com ela. Mas não me deixo de preocupar consigo. Porque ou passa muito tempo na casa de banho ou fuma merdas lilases, ao ponto de parecer ridículo. Aconselho vivamente a permitir-se a ser um caso de estudo. Não ligue é 112. Um desses bombeiros pode não estar apto pra perceber que você só é louco e ainda o enfiam dentro de uma gaveta com uma etiqueta no pé.
    A sua frustração é tanta que chego a divertir-me com ela. E se me divirto.

    Que nunca precise de um homem desses. Que nunca precise.

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    1. Curioso

      Caro Anónimo. Que foi escrito que não corresponde à verdade? Note que a culpa do que escrevemos não é dos operacionais. Esses fazem bem mais do que lhes devia ser exigido.

  2. Avatar

    Quando li o titulo, PERIGO E INCONSCIÊNCIA, pensei…boa…é o fim do Largo!! Mas nao…enganei me! Ainda nao foi desta que pseudo-politicos frustrados, se afastam de vez do que é a vida social da Marinha Grande.
    Macacos, Afonsos e Curiosos…gente que nao se conseguindo afirmar no meio da sociedade, tentam á força denegrir o que de bom a nossa Terra ainda tem. Os nossos soldados da Paz! Tentando confundir as pessoas…sem esclarecer que a Direcção dos BVMG enquanto associação, em nada interfere com o COMANDO E OS ELEMENTOS DE COMANDO E CORPO DE BOMBEIROS.
    Ganhem vergonha…Jornalixo da Minha Cidade.
    Guerras politicas de frustrados e mal sucedidos politicos locais, que nao olham a meios para atingir os fins.
    Sao verdadeiramente o NOJO da nossa cidade.
    So espero que um dia quando os BVMG forem chamados a essa Rua…tenham bem memorizado o numero da porta…e que demorem muito até aí r, quem sabe por estarem ocupados a contar rolos de papel!
    Ou que se por acaso, quem sabe num escritorio repleto de papeladas, surgir alguma coisa…deixem arder!
    Tenham VERGONHA!!!

    1. Curioso

      Caro Anónimo. É pena que não leia o que escrevemos. Em momento algum criticámos os elementos da corporação. O que escrevemos apenas descreve o que nos parece ser o abuso que existe sobre esses homens e mulheres que fazem horas e horas de serviço quando não o deviam fazer, colocando-se eles próprios em perigo. Quando um soldado da paz caí todos o choram, mas não se lembram daquilo que ele passou ou as condições com as quais teve que viver. Mas essa parte parece não importar!

  3. Avatar

    É evidente que sobre o comando e o corpo dos bombeiros nada ha dizer, são incansáveis, ninguem tem uma unica critica. Ja quanto à associação e sobretudo o presidente há muito a contar.
    É evidente que vem USAR os bombeiros para saltar para outro lado. Se não estou enganado vai querer ir para o mesmo sitio que foi o Alvaro Pereira.
    É isto que o bombeiros não mereciam

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  4. Avatar

    Acaba de ser esclarecido o porquê de tanta dor. O problema não é a Associação, nem tão pouco o seu funciomento. O unico objetivo é denegrir a imagem de alguém, neste caso o Presidente. Alguém anda com medo que vá para outro lugar?
    Têm medo das suas capacidades? E esse alguém, mediucre, frustrado pessoalmente e politicamente, covarde, submisso, que mente descaradamente para tentar atingir os objetivos da sua cor politica. É triste o que se faz para atingir objetivos. Pelos comentários publicados é notório o bom trabalho desenvolvido pela associação. Claro que não podem agradar a todos. Mas quando alguém precisa é para o 112 que liga.
    Parabéns aos Bombeiros da Marinha Grande e à sua direcção.

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  5. Avatar

    Anónimos das 9:13 e das 12:15, qual Valada qual Constâncio, qual quê! Vocês são uns génios.
    O que vale é que para certas pessoas está tudo bem.
    Vocês são como a abelha e a mosca.
    Por mais que a abelha explique à mosca que a flor é melhor que o lixo, a mosca não a entenderá porque sempre viveu no lixo.

    1. Avatar

      Caro anónimo gostaríamos todos de perceber o que o Valada e o Constâncio foram chamados para este assunto pois qualquer um deles não tem qualquer problema de ser chamado mosca desde que seja a m……da a falar. O respeito é uma caracteristica ao alcance só de alguns mas a educação devia de ser um dever. Este assunto é grave quando o ligam à politica pois todos os elementos dos bombeiros merecem todo o respeito da comunidade porque sem o trabalho deles muitos de nós já não estariam aqui para contar o resto da sua historia em vida. Tantos temas para comentar logo tinham que ir falar dos bombeiros. Suicídio de opinião.

  6. Avatar

    Interessante ver como ninguém se preocupa com o que é relatado. E os bombeiros que fazem todas essas horas que o texto refere? Esses não importam para nada desde que a população esteja servida. Egoístas.

  7. Avatar

    E que tal perguntar na Instituição se é verdade. Apresente-se e alguém o deve esclarecer. Um conselho de amigo: Mude de informador(a) é melhor para si e para a comunidade. Assim não diz asneiras que só o prejudicam.

    1. Curioso

      Caro Anónimo. Não precisamos. Sabemos e temos prova do que afirmamos. E as contas são simples. Faça a conta ao quadro, considere que têm que fazer 200 horas ano e veja se dá para terem sempre pessoal a fazer noites e fins de semana. É uma questão matemática.

  8. Avatar

    Continua a misturar tudo. Não pode misturar assalariados com voluntários. E essas horas que fala são referentes a voluntários. E quem lhe dá a informação só lhe dá a que lhe convém. E se tem provas apresente. Alguém tem ser responsabilizado de tal injustiça.

  9. Avatar

    Mas as contas não são assim tão lineares. Os assalariados fazem o horário obrigatório, e recebem horas extras se as fizerem. Depois disso passam a ser voluntários. São os voluntários que marcam as horas que querem fazer, nunca é imposto nenhum horário de voluntário. Em algumas situações marcam essas horas depois das horas de serviço, mas dormem no quartel e só são chamados para situações de emergência, se já todos os outros tiverem saido. Aliás quantas vezes nós ouvimos na TV os médicos a dizer que fizeram banco e estiveram 16, 18, e ás vezes até falam de 24h de serviço.
    Só passa a assalariado quem já era bombeiro voluntário. Pode até trabalhar numa fábrica das 8h às 18h e depois ir fazer o seu serviço de voluntário nos bombeiros

    1. Curioso

      Caro Anónimo. E nós dissemos alguma coisa diversa disso?! O que refere está correcto o que não significa que seja lógico que alguém faça 45 horas seguidas. Estará a pessoa que o faça em condições de prestar um bom serviço, ainda que o faça de boa vontade e convicto/a que está a 100%? Não há super homens! Quanto ao não terem que fazer, isso só mesmo os elementos da corporação poderão dizer.

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