Dificuldades ou reposição da normalidade?

CuriosoIndependentes14 Comentários


Há uns dias, no Parlamento, foi aprovada uma alteração à lei eleitoral. Se até agora os momento os movimentos podiam concorrer a todos os órgãos com o mesmo nome e o mesmo símbolo. Depois desta alteração os movimentos independentes têm que usar nomes e símbolos diferentes para cada órgão a que se candidatam. Por exemplo, não vamos mais poder ver o +C ou o MpM a concorrer a todos os órgãos autárquicos com a mesma identidade. Significa isso que não vai poder acontecer o que aconteceu nas últimas eleições, um grupo de cidadãos candidatar-se a todos os órgãos com o mesmo nome e símbolo. À primeira vista parece ser uma injustiça aquilo que foi aprovado, mas, bem vistas as coisas, é uma alteração que nos parece que até faz sentido. Os movimentos de cidadãos não são partidos e, como tal, não podem ter tratamento igual. Um grupo de cidadãos que se candidate e use um qualquer nome, já deixa de o poder usar após a eleição, o que significa que ficam sem identidade e sem responsabilidade perante os eleitores. Tanto assim é que não são conhecidas ‘assembleias’ desses movimentos no pós eleição para dar conta da sua actividade do mesmo modo como não são conhecidas eleições para se saber quem manda e o porquê de decidirem o que decidem durante o mandato. Significa isso que os eleitos ficam em ‘roda livre’ após as eleições. Não tendo os movimentos independentes uma estrutura definida quer antes quer após as eleições, tem lógica que um grupo de pessoas que ache que se deve candidatar o deva fazer apenas ao órgão ao qual se candidatam, caso contrário estariam a querer equiparar-se aos partidos, coisa que não querem ou não têm dimensão para ser. Basta vermos aquilo que acontece aqui na terra. É possível definir uma linha de pensamento comum no que diz respeito ao comportamento que cada eleito tem no órgão onde têm assento? São prestadas contas do que fazem ao longo do mandato a quem os elegeu? Sabe-se quem manda, qual a estrutura de decisão e o porquê de decidirem votar num sentido ou noutro em situações que vão para além dos seus programas eleitorais? É por tudo isto que nos parece que a alteração agora feita, se vem colocar mais dificuldade aos grupos de independentes, vem também repor alguma justiça entre o que são as estruturas organizadas dos partidos e os grupos que se criam ad hoc para as eleições que, depois de eleitos, ficam livres para fazer o que quiserem já que não lhes é possivel assacar qualquer tipo de responsabilidade. Se não têm estrutura organizativa, o logico é que os grupos de cidadão se candidatem ao órgão onde acham poder fazer a diferença em termos de governação local. Não se pode querer ser-se independente, mas ao mesmo tempo ter as benesses dos partidos.


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14 Comentário em “Dificuldades ou reposição da normalidade?”

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    Nada mais absurdo o explanado neste artigo de opinião. Só pode ser de alguém cuja linha de pensamento é contrária ao direito de grupos de cidadãos independentes, poderem participar na política ativa do país, em termos de igualdade com os partidos. Os argumentos são inócuos e sem sentido, até porque se é verdade que em termos formais e teóricos, um grupo de cidadãos que se candidate e use um qualquer nome, já deixa de o poder usar após as eleições, isso não significa que fiquem sem identidade e sobretudo sem a responsabilidade perante os seus eleitores. Primeiro porque os eleitos pelos movimentos de cidadãos em todos os órgãos, continuam a ser identificados formalmente como representantes do movimento X ou Y. Segundo, é uma questão de saber como se deve estar na política. Nem todos os movimentos de cidadãos independentes com indivíduos eleitos, deixam de prestar contas ou manter informados os seus eleitores em relação ao trabalho por eles desenvolvidos. Quanto a mim não vejo nesta lei, mais do que a demonstração da prepotência usada pelos partidos, em querer impedir a livre participação democrática a qualquer cidadão comum, fora das “máquinas “ partidárias. É mais um atentado à verdadeira democracia, que tão useiros e “abuseiros” têm sido os dois principais partidos do nosso país. À semelhança do que aconteceu muito recentemente espero que o nosso Presidente da República possa impedir a entrada em vigor desta lei, utilizando o seu poder de veto. Se assim não for, será pura demagogia, a justificação do seu último veto presidencial, que tive a oportunidade de ver hoje na Televisão.

    1. Curioso

      Caro Anónimo. Essa é a sua opinião que respeitamos e não chamamos de absurda. Engana-se, achamos bem que grupos de cidadãos de possam candidatar, mas se não querem ser ‘partido político’ não podem esperar ter os mesmos direitos. Parece-nos lógico que um grupo de cidadãos se candidate a um órgão e não a todo um concelho sem que para isso criem uma estrutura minimamente organizada e identificável.

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    Ó curioso, e os partidos dão cavaco a alguém?
    Tão-se a cagar. Querem os votos, para se remediarem, e mandam os eleitores às urtigas. A prova disso?!
    Os programas eleitorais. Sempre a mesma coisa!
    Miséria total!

    1. Curioso

      Caro Anónimo. É evidente que há coisas más nos partidos e é por isso que os movimentos independentes têm espaço na vida política nacional, mas não se pode querer igualar uma realidade à outra sob pena de deixar de haver diferenças e ficar tudo no mesmo saco.

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    Verificamos ao longo deste mandato, na dificuldade e na incapacidade do MPM de passar alguma Ideia no parlamento porque simplesmente não existem. O que podem fazer em termos de pressão em relação ao pinhal de Leiria? Nada. Uma boa altura para a população pensar no que pretende. Perdermos mais tempo com experiências e projectos pessoais?

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      E os partidos, o que fazem? O que têm feito os eleitos da Marinha Grande pelo pinhal de leiria, tudo uma vergonha.

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    Caro Fernando Pedro

    Os movimentos de cidadãos não podem fazer pressão na AR, certo! Mas diga-nos, e os partidos/deputados, será que fazem?

    Temos um exemplo concreto com a Sr- Presidente que se vangloria e brada aos quatro ventos de ter inclusive os números de telemóvel dos ministros e secretários de estado e vê-se a pressão…!

    E na AR passa-se o mesmo!

    O deputado eleito por Leiria, para a AR, o grande (em altura, diga-se), JPP (sociólogo) deputado municipal, que pressão tem feito pela Marinha? Para além de colocar a Sr.ª Cidália (e não Doutora), nos píncaros da lua , durante a audição desta na AR, a pressão não se notou nem deu qualquer resultado! Antes pelo contrário!

    Mas ouça este pequeno trecho….

    https://www.largodascalhandrices.com/wp-content/uploads/2020/08/bandicam-2020-08-13-18-25-32-064.mp4

    Elucidado?

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      Apenas vi o “advogado” da Professora Cidália Ferreira e não da Drª Cidália Ferreira a dizer qualquer coisa, sobre o pinhal de leiria e de realmente o que é preciso ele nada disse, o que tem sido normal.

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    Não não é verdade o que escreveu vilas, depois de sabermos quem é a sua dama, esqueceu-se de referir o que os restantes partidos locais tem feito a esse nível. O PS não é exemplo para nuigem.

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    Quantos casos existem a nível nacional, em que os movimentos e pessoas eleitas abandonam cargos sem dar satisfação e depois o sarilho sobra para os outros? Pois

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    Caro Curioso, infelizmente os partidos só têm direitos, esquecendo os deveres!
    O dever de respeitar o eleitorado! Em 46 anos de democracia, tem sido sempre a descer!
    Ainda acredita no pai Natal!?
    Não é preciso ser-se nenhum génio, para perceber que tarde ou cedo, o sistema vai colapsar por culpa própria. E ainda bem! As pessoas começam a ficar fartas do politicamente correcto.
    Aos parasitas… IDE PRO C*****O!

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    o que propõe? grupos de estrema direita e esquerda? anarquia? que modelo defende esperteza saloia?

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