Desonestidade política

CuriosoAires, João3 Comentários


Nas últimas autárquicas concorreram partidos e movimentos de cidadãos. Pouco depois das eleições alguns eleitos abandonaram os partidos / movimentos pelos quais foram eleitos. Passaram a representar-se a eles próprios. Não cometendo qualquer ilegalidade, uma vez que tal é permitido, deixaram de ter eleitores a quem responder, actuando como meros free lancers da política. São simples párias da política. O problema maior surge quando, não tendo abdicado dos lugares que os partidos / movimentos lhes permitiram chegar, quiçá porque se acham muito bons, começam a integrar outros movimentos e a fazer uso dos lugares que outros lhes deram acesso para passar a mensagem desses novos movimentos. Neste caso, quer a João quer o Aires estão agora no que se designa por “Circulo de Discussão/Intervenção Militante Socialista – MGR” onde cada um deles toma posições políticas, fazendo inclusive referência ao que são as posições que tomam nos órgãos onde têm assento, como se fosse algo que agora vem deste novo movimento. Claro que não é de estranhar que isso aconteça uma vez que quem já teve partido e concorre por outro, para a seguir sair, não se pode esperar que tenha grande coerência, mas usar o lugar que outros lhe deram para aproveitar isso para tomar posição nesse novo movimento politico não pode deixar de ser considerado como desonestidade política. Dançam conforma música toca, sem terem a honestidade politica de abandonar o lugar que não é deles, mas dos movimentos / partidos que os elegeram, dando lugar aos que legitimamente ali deveriam estar. São as ‘Joacines’ da politica local. Resta a esperança de que quando houver eleições possam deixar os lugares que não são deles, sem que deixem boa memória ou saudades.


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3 Comentário em “Desonestidade política”

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    A vergonha continua, e mais grave, nós os municipes pactuamos com isso. Quem é eleito é eleito por um partido ou por um movimento, se por algum motivo deixar de estar integrado nesse mesmo movimento ou partido, então, deixa de ter lugar para o qual foi eleito. Quem votou nessas determinadas pessoas, fê-lo porque se identificava com o “programa” proposto. Mas, como a vergonha, é palavra que não existe neste meio, essas pessoas continuam a PAVONEAR-SE como se nada de anormal tivesse acontecido. Sinto vergonha dessas determinadas pessoas, que infelizmente estão a mais nos orgãos decisores do concelho. GANHEM VERGONHA…

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    Pavomearem-se é o que sempre fizeram.
    O Aires deu á costa aqui, perguntem ao Dr Almerindo Marques e ao Miguel Sousa Tavares, quem é a peça.

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