O botão

CuriosoCidália, CMMG2 Comentários


A execução orçamental é conhecida e a seguir virão as justificações para o facto de não terem conseguido executar sequer metade daquilo que haviam proposto fazer. A culpa será de alguém que não do executivo permanente. É capaz até de o Covid vir a ser culpado de tão baixa execução. Mas haverá motivo para que o executivo não tenha conseguido fazer aquilo a que se propôs além da falta de competência para executar? Ao longo dos últimos anos os executivos camarários têm feito poucas obras. Não será necessário sequer falar de tudo aquilo que aqui falta porque seria fastidioso fazê-lo. Há, no entanto, que reconhecer que, apesar de não terem conseguido executar obras, a quase totalidade do trabalho ficou feito. Como já antes escrevemos, uma obra pode ser adiada apenas até um certo momento já que a partir daí há mesmo que executar. Quando agora olhamos para aquilo que está em curso e para o pouco que tem sido feito, não conseguimos encontrar uma única obra que seja inovadora ou que seja algo que não estivesse já em andamento há muito. A adutora ou a piscina são disso exemplo. Tudo estava já há muito feito e o que agora era necessário era pressionar o botão! E, quando se olha para estes anos de mandato, o que conseguimos ver é que a Cidália limitou-se a premir botões. Face a uma absoluta incapacidade de projectar o futuro da terra e de dar ideias para coisas novas, o seu mandato tem sido apenas um repositório de conclusões de projectos antigos. Estamos a um ano do fim do mandato e haverá obras que ficarão concluídas ou em fase de conclusão e até acreditamos que irão ser bandeira para a campanha eleitoral, mas verdadeiramente o que é que este executivo conseguiu fazer que qualquer outro não tivesse conseguido? Aliás, deixando a câmara em gestão corrente, não teria sido igual o resultado? Não temos dúvidas que sim. E de pouco adiantará os defensores do executivo permanente virem argumentar com as tragédias que aconteceram estes três anos porque nem isso justifica a inércia com que temos vivido. A terra está atrasada anos em relação ao que deveria estar e este executivo não conseguiu dar o salto que se impunha de executar o que estava pendente, o tal premir do botão, como não conseguiu fazer nada de novo. Nem sequer ideias conseguem por a ser discutidas! Claro que entendemos que tudo passa por uma estratégia eleitoral já que acreditamos que as tais discussões, seja para as instalações da antiga FEIS, seja do mercado não foram postas em andamento por uma questão de estratégia eleitoral para que possam ter o argumento de que é algo que começaram e querem concluir, fazendo com que a discussão caia bem perto do acto eleitoral e isso poder ser usado como trunfo. Enquanto isso, a terra não evolui não por culpa de terceiros, mas por incapacidade do executivo de fazer aquilo que se esperava que fizesse.


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