Em cima do joelho

CuriosoCMMG8 Comentários


A decisão do executivo permanente querer colocar o mercado nos estaleiros leva a que não possamos deixar de pensar que tudo é feito em cima do joelho. Normalmente quando assim é, dá asneira. A questão do mercado está há anos para ser resolvida. Como já antes escrevemos, poderiam até ter decidido nada fazer… importava é que fosse tomada uma decisão. Não podem dizer que não tiveram tempo porque os anos que passaram permitiram decidir a construção ou abandono de muitas ideias. Agora que a delegada de saúde actuou têm que decidir à pressa. Os estaleiros estão tão perto das instalações da antiga FEIS que é previsível que queiram usar aquele espaço para ser um local de apoio do mercado. E isso leva-nos à questão da falta de estratégia. A Cidália disse que o mercado ali é uma forma de dinamização do centro tradicional, mas nem uma palavra disse quanto ao que fazer com as instalações da antiga FEIS! Parece ser claro que estar a decidir uma obra como a do mercado naquele local sem que se aborde o tema da antiga FEIS e do que fazer ali é uma manifesta falta de estratégia para o centro e a evidência que são decisões tomadas sem que exista um plano integrado para tudo o que existe no centro. A Cidália está a mostrar, uma vez mais, que não tem nenhum plano para o concelho e que as decisões que vai tomando são pontuais, à medida das necessidades e do andamento dos acontecimentos. Como já escrevemos, nada temos contra a que o mercado passe para perto de onde nunca deveria ter saído, mas decidir uma obra de milhões sem que seja integrada num plano mais abrangente é redutor daquilo que a terra necessita e merece. A presidente e seus vereadores mostraram que não estão ao nível de exigência que o concelho precisa. Decidir casos pontuais é fácil, integra-los num plano mais abrangente implica estudo, planeamento e estratégia, tudo coisas que eles não fazem nem mostraram ser capazes de o fazer. Naturalmente que a oposição será irresponsável se der carta branca para uma obra naquele espaço sem que antes se decida o que fazer na antiga FEIS e acreditamos que é já com isso que a Cidália conta para que possa vitimizar-se dizendo que a oposição é que não deixa. A verdade é que se isso vier a acontecer, como esperamos que a oposição faça, se for responsável, a culpa é apenas imputável à presidente por não ter tido a capacidade de sequer por a discussão o que fazer na antiga fábrica. Também sabemos que não podemos pedir a quem não sabe fazer que faça alguma coisa, mas não venham depois atirar as culpas aos que, esperamos, não viabilizem uma obra sem que tudo o mais fique decidido. E há que não esquecer que a Cidália disse que o futuro das instalações da fábrica iria ser alvo de discussão pública, discussão que acreditamos quer evitar. Os politicos incompetentes limitam-se a resolver casos pontuais.


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8 Comentário em “Em cima do joelho”

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    A minha posição hoje, continua a ser a mesma que tinha em 1994 quando a Câmara da altura, com o voto unânime dos vereadores, incluindo a CDU e o PSD, decidiu adquirir a Abrigada para aí instalar o novo mercado, com o apoio total e incondicional da estrutura local do PS.
    A defesa intransigente desta decisão, consensual na altura, escora-se num conjunto de políticas de renovação e dinamização do Centro Tradicional, onde o mercado perto do Centro deveria alavancar o movimento de pessoas para a sua órbita, para apoiar o comércio tradicional que já definhava. O Novo Mercado, naquele espaço, foi projectado para desempenhar um papel na estratégia desenhada, como o foi o Museu do Vidro, a Biblioteca, o Arquivo Municipal, as Galerias, a EPAMG e depois o Parque da Cerca.
    Infelizmente, a guerrilha política do vale tudo para ganhar as eleições de 2005, veio a abrir fendas na estratégia que se vinha a implementar e o executivo saído das eleições, a aliança CDU/PSD, fez tábua rasa do trabalho que se vinha desenhando e só não encerrou o Parque da Cerca a dizer que estava contaminado com metais pesados, porque os marinhenses jamais o permitiriam.
    Agora, face ao pensamento dominante, em que o Atrium parece ser uma impossibilidade, por coerência com o projecto de desenvolvimento e recuperação do Centro Tradicional em que me empenhei, a deslocalização do Mercado para os terrenos dos Estaleiros é a que melhor responde aos objectivos que se pretendem atingir, porque mantém esta importante infraestrura no mesmo raio de acção do abandonado Atrium, ou seja a pouco mais de 300 metros da Praça Stephens.
    Qualquer um de nós, que quer ter opinião sobre estes assuntos, deveria interrogar-se se um investimento de cerca de 3 MILHÕES de euros, integralmente pago por capital municipal e suportado pelos nossos impostos, deverá ser decidido pela vontade dos vendedores, que nada investem, que na maioria são de fora do concelho, que pagam “peanuts” pelo terrado e só lutam pelos seus interesses individuais, ou deve ser decidido pela população, em função do desenvolvimento integrado que se quer para a nossa cidade.
    Sou do tempo em que ir ao mercado era também ir “à cidade”, ao centro.
    O facto de não haver ainda uma visão alargada e assimilada pelos marinhenses do que deve ser feito à FEIS, só de forma forçada se pode associar ao Mercado.
    A FEIS, fábrica, só se deve interligar com o património construído, para que daí resulte um conjunto harmónico de valências que contemplem as memórias ligadas ao vidro, que é e será por muitos anos o nosso ADN, a cultura, a arte e a tão desejada concretização da segunda fase do Museu do Vidro com a fabricação ao vivo, sem a qual o actual Museu não passa de um repositório de peças, com poucas visitas e ainda dseconhecido de muitos marinhenses.
    Quando o nosso futuro ficar dependente de interesses particulares de vendedores de mercado, algo vai mal no reino.

    1. Curioso

      Caro Armando Constâncio. Mas não será um erro avançar com uma obra como a do mercado sem que se defina tudo o que se quer para o centro tradicional? Terá lógica fazer-se o mercado ali quando se sabe que a ideia da Cidália é criar um polo universitário nas antigas instalações da FEIS? Ou se outra ideia puder surgir para aquele espaço que possa ser conflituante com a existência de mercado! Acima de tudo parece-nos que tomar decisões avulsas poderá ser um erro como o foi fazer o mercado no Atrium ou o seu abandono. A terra precisa de uma planificação e não apenas que se tapem buracos à medida que eles vão surgindo. Não descartamos a ideia do mercado nos estaleiros, mas parece-nos que uma obra desse tipo não pode ser vista de forma isolada.

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        Como procurei fazer no meu comentário, o enquadramento estratégico da localização do mercado nos Estaleiros é o que melhor serve os interesses da cidade, pelas razões aduzidas.
        É preciso “forçar” muito para encontrar argumentos contrários com base no ainda indefinido plano para a FEIS, porque esta está integrada num todo autónomo, que há 25 anos até estava vedada com muros.
        O mercado, embora abra às quartas, sextas e sábados, só no sábado tem um forte movimento e há espaço, no terreno camarário, para criar espaço para a logística dos vendedores e parqueamento para os clientes, sem alienar o espaço FEIS.
        Não se aproveitando o Atrium, o que para mim, como sabe é um crime financeiro, não avançar de imediato com a construção de outros também seria um crime, agora de oportunidade, tendo em conta que a população da Marinha dificilmente entenderia.

        1. Curioso

          Caro Armando Constâncio. Entendemos e, como referimos, não discordamos da localização. A questão é que já foi afirmado por quem tem pelouros que a localização do mercado ali até irá permitir usar o estacionamento da FEIS, o que faz antever que irão misturar uma coisa com a outra e aí já discordamos que se avance com uma coisa sem que a outra seja discutida.

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    O que pensa o atual presidente da concelhia do partido socialista sobre o assunto? Diverge do pensamento oco da professora Cidália?

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    Pensar e perspectivar uma Cidade, a sua função e fruição, o seu Habitar… não deverá ser nunca tarefa de políticos, adjuntos e tarefeiros, mas sim de uma equipa multidisciplinar, com competência e visão para tal.
    Infelizmente para os marinhenses, essa perspectiva nunca existiu por parte de quem dirigiu a câmara até hoje.
    O resultado está à vista! Uma das cidades mais descaracterizada e disforme do país.

    Haja bom senso! Cada macaco no seu galho.
    Aquilo que se vê e ouve, só acrescenta asneira ao mal que já se fez.
    Chamem quem percebe do assunto, e não façam mais asneiras.

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    Anónimo das 20:16: Quem manda na Câmara é o líder da Concelhia do PS. Ainda não percebeu que a Cidalia não manda nada, porque não sabe nada de nada do que se passa à sua volta? Então depois de ele a ter insultado forte e feio, porque acha que ela lá o mantém? Porque ele é que manda.

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