De novo, o mercado

CuriosoCMMG8 Comentários


Assunto há muito adormecido, o tema do mercado ganha novo folego no momento em que a autoridade de saúde não permite o seu funcionamento. Não é necessário ser-se especialista na matéria para conseguir perceber que o mercado das tendas não tem condições. A decisão que foi tomada sexta não espanta ninguém senão pelo atraso com que é tomada. Se é verdade que o temo do mercado tem sido esquecido pelo actual executivo, tempos houve em que ele esteve aceso. Apesar do ex-vereador Constâncio continuar a defender a dama com a abertura do mercado no Atrium, é sabido que essa opção foi descartada há muito no seio do partido que deu esteve na base da sua construção. Nunca houve apuramento de responsabilidades quer para a construção quer para o abandono daquele espaço, mas a verdade é que ali estão milhões enterrados sem que haja quem queira assumir culpas. Hoje atiram-se culpas ao executivo de 2005, sem que tenham lembrança do que aconteceu depois. O tempo tem passado e não se vê que alguém tenha coragem de tomar uma decisão, ainda que seja a de que nada se fará. E o não fazer é exactamente a imagem de marca que o actual executivo consegue manter. Não conseguiram levar o tema do mercado a discussão pública. A única ‘discussão’ foi feita pelos eleitos que permitiu ver que nenhum tem ideias assentes e foi possível ver que não será por eles que alguma vez será encontrada uma solução. Internamente no PS há posições divergentes e também não parece ser daí que alguma solução surja. Com este empurrar do assunto com a barriga, ele chegou ao ponto limite de ter que ser a autoridade de saúde a pronunciar-se quanto ao seu encerramento. Mas o mercado não é o único assunto ao qual a Cidália foi incapaz de dar seguimento. A antiga FEIS está sem que sequer se tenha aberta discussão. Merce de um qualquer acordo escondido que terá feito com o IPL, a Cidália parece querer ali enfiar escolas e o deixar correr o tempo é a forma lógica de conseguir chegar onde quer. Não cumpriu a promessa de levar o assunto a discussão pública. Aliás, colocou-o numa gaveta funda e escura à espera que a conjuntura seja favorável para poder dar cumprimento ao que parece ter acordado. Não é inocente a sua ideia de colocar na antiga Albergaria uma residência para estudantes. Mas a incapacidade de dar seguimento aos assuntos não se fica pelo mercado ou pela antiga FEIS. Também a creche está como se sabe, parada. Conseguiu desencalhar o Atrium para ali colocaram as conservatórias, numa obra que não é sua, mas em que a autarquia funciona apenas como banco, mas o final do ano já lá vai há muito e dessa obra nem sequer vestígios há. Mas mais! Agora, numa semana em que se leu que o ICNF não vai replantar o pinhal, nem uma palavra saiu ou um comunicado a manifestar a sua indignação. Mas não admira, nada disso é novidade! A Cidália andou entretida e a entreter os mais incautos com vindas e mais vindas de Ministros e Secretários de Estado apenas para encher o olho e parecer que alguma coisa estava a ser feita. Agora, muitos meses passados percebe-se que tudo o que diz que andou a fazer foi inútil e a sua ‘influência’, tão propalada pelos seus apoiantes, mostrou não existir. E, com tudo isto, voltamos ao início, o mercado que nem sequer o papel está. Já se sabe que a Cidália amanhã irá dizer que não existe porque não há entendimento, mas que fez ela para que pudesse existir algum entendimento? E que fez ela para que as condições do mercado, o provisório, fossem melhoradas? Ou seja, após três anos de mandato, que fez a Cidália?


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8 Comentário em “De novo, o mercado”

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    Pior câmara que está e impossível!!!!! Os vendedores a vender a porta do mercado fechado e digno de ficar nos livros de como não gerir uma câmara

  2. Avatar

    Completamente de acordo o com o descrito ! so não percebo é como ela consegue continuar a frente dos nossos destinos incompetente ao quadrado apoiada por aquele que nem sei dizer se é vira casacas ou oportunista que ao que parece manda nela(quando ela não se faz de casmurra) e no seu PS!

  3. Avatar

    Tudo o que descreveu não passa de uma manta de retalhos que querem fazer, mas ainda não perceberam como vão cozer os bocadinhos todos, tão pouco se no fim não vai ser uma manta de retalhos cheia de buracos que para nada vai servir.
    Este executivo nunca soube planear, não sabe o que é planeamento estratégico e a importância desta ferramenta para quem gere uma autarquia, entre outras coisas.
    Provavelmente uma boa parte dos munícipes também não sabe, mas basta que entendam a metáfora da manta. Uma manta tem uma função, um objetivo. Quem faz mantas tem de saber o que é que quer. Se qier uma manta para aconchegar, se uma para o frio seco, ou para o frio húmido, ou só para enfeitar, para decidir como a vai fazer, com que materiais, até com que acabamento final e decoração. Se um produtor de mantas acordar de manhã e se lembrar de ir fazendo as mantas com aquilo que lhe aparece à frente, e juntar quadrados com círculos de tecidos diferentes, o mais provável é que aquilo no final não sirva para nada.
    Assim é por ali pela praça Stephens.
    Isto vai-nos sair caro!

  4. Avatar

    Até concordo que o mercado na tenda não é solução mas no atrium também não. Visto que onde está até tem bastante gente, mais vale pensarem em ali ou até no terreno ao lado do mini preço, que se encontra ao lado, é construir um mercado com condições para todos. E em vez de se criticarem, procurarem antes soluções. Ou até perguntar ao povo. É se a questão for dinheiro, nós, o município, tem dinheiro. Por isso é colocar as mãos à obra…

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  5. Avatar

    Tudo culpa da Autoridade de Saúde da Marinha Grande
    A Dotora Delegada é a culpada de não haver mercado novo

  6. Avatar

    Parabéns pelo seu texto, muito bom. Mas vários temas veio à lembrança:
    1. Discussão pública sobre o mercado, não só para os amigos, como no passado recente foi feito,
    onde alguns tiveram palavra para justificarem o injustificável, sem nunca terem sido acusados de má gestão com a construção do mercado no Atrium;
    2. Conhecimento de toda a história do processo do mercado do atrium, a possivel troca de terrenos, os custos, as responsabilidades, no se pode permitir quem faça gestão danosa (sem visão futura) que ainda ande com palco, haja justiça, exige-se que a justiça seja implacável com tais”personalidades”;
    3. O partido dos rosas é importante, por isso falamos em liberdade e democracia, mas ruas com quem está a mais, sejam eles quem forem, que exista caras novas (rua com nomes constâncios, ferreiras, ribeiros, pedrosas, araújos), queremos um novo municipio e esses não podem equipar da equipa do futuro;
    4. Queremos liberdade, democracia, e, estes não nos permitem tais valores.

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    1. Esqueceu se de mencionar os Duartes, Cascalhos, Denguchos, Moiteiros, Sousas que nunca fizeram nada de relevo pela Marinha Grande.
      Aqueles que acusa de gestão danosa estiveram na execução do Parque da Cerca, Estrada Atlantida, PTE, Cemitério de Casal Galego, Rotunda do Vidreiro, FAE, Mercado da Vieira de Leiria, Requalificação da estrada Marinha Grande a Vieira de Leiria e também da construção de um mercado que foi aprovado em AM por unanimidade.
      A nossa ignorância não serve para enganar os tolos.
      Chega de tanta maldade e de tanta dor de corno.

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