Nem uma palavra

CuriosoCMMG5 Comentários


Nesta altura conturbada que vivemos, olhamos para os nossos eleitos na esperança de deles possam surgir informações, medidas ou uma simples palavra de conforto para que possamos sentir que o país, o concelho está a fazer tudo o que é possível para impedir a progressão do vírus. De algum modo esperámos que a presidente se dirigisse aos munícipes num qualquer texto de meia dúzia de linha no único órgão de comunicação do concelho. Essa seria a forma de poder fazer chegar a muitos mais a informação do que está a fazer ou dizer aquilo que pensa para o concelho nesta fase. Mas não! Nem uma linha escreveu. Quando amanhã lerem o jornal cá da terra não vão ter a Cidália a dirigir-se aos munícipes. Ficou-se pelo Facebook, como se todos tivessem acesso a esse meio algo duvidoso de passar informação. Ao contrário do que acontece noutros concelhos, a presidente não quer saber dos munícipes ou de os manter informados com o que aqui se passa. Já nem falamos de não ter criado um gabinete de crise ou de ter chamado todos os eleitos para, em conjunto, delinearem uma estratégia de defesa do concelho. Sabemos que isso é pedir demais. Ao invés parece querer ter o protagonismo sozinha, esquecendo que liderar significa comunicar com os munícipes. E há quem tenha a ousadia de dizer que a presidente está a fazer um trabalho difícil!


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5 Comentário em “Nem uma palavra”

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    Nada fora do normal. Daquela casa praticamente já não se espera outra coisa. Eu sempre pensei que num momento grave como este, todos os eleitos e algumas pessoas com responsabilidades em várias áreas fossem chamados a analizar a difícil situação em que estamos e a colaborar na tomada de decisões, tal como tem acontecido pelo país fora. É normal que assim seja. Mas a normalidade neste concelho não é igual à normalidade do resto do país, porque infelizmente não me parece que quem governa a câmara tenha noção das responsabilidades que tem, e esteja à altura de um desafio desta dimensão. A tomada de decisões avulsas e relativas, a forma de comunicação, as decisões a conta gotas, a falta de diálogo e proximidade com a comunidade, as decisões aparentemente contraditórias, o distanciamento, enfim… Ainda não perceberam que esta crise vem demonstrar que precisamos mesmo uns dos outros para a resolver, agora. Mas também os problemas que virão no futuro. Que precisamos de explicar à população o que se passa para não criar o pânico, e r a toda a gente. Que precisamos de antecipar o que aí vem e tomar medidas agora. Que precisamos de ouvir toda a gente para que as decisões sejam o mais abrangentes e integradas possível. Que precisamos de ser inovadores para criar soluções inteligentes que continuem a dar resposta às necessidades das pessoas, das empresas, das instituições e etc. Que precisamos de continuar a cuidadar de toda gente.
    Como é que vão fazer isso do alto de uma torre de marfim ?
    ACORDEM!

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    Fechou a porta da Câmara e foi para casa, lá não entra vírus, cada um que se cuide é o exemplo que dá, porque não sabe mais, pobre da minha cidade tão mal amada por quem é pago para cuidar dela

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    Todos em casa. Todos a receber o salário por inteiro!
    Diz a Cidália que estão de prontidão… Deixa-me rir! Ah ah ah
    Prontidão, a fazer o quê!?
    Agora sim vai perceber-se que de facto não desempenham funções importantes ao país, são agências de emprego somente. Que nada acrescentam à melhoria da vida das pessoas, que não a delas próprias, assegurando-lhes um emprego para a vida, salário garantido e vida estável.

    Não gozem com quem trabalha a sério,quem está na luta, quem está a trabalhar para este país não parar! QUEM CORRE RISCOS!!!

    Vocês, estão de prontidão, no bem bom! No quentinho, com salário a 100%, todos!
    São os portugueses de primeira!
    A quem tudo é garantido!
    Porque o Estado, por mais falido que esteja, à sua clientela, nunca falha.

    Em redor, já se vislumbram falências atrás de falências, desemprego galopante, uma empresa que fechando, já não abre… Porque não aguenta a vida real e um vírus cruel.
    E se a ganhar pouco já é difícil, imagine-se, sem emprego.
    Vamos aterrar de barriga, Todos!
    Todos… os portugueses de segunda. Vai ser duro, muito! Já era!
    Quando tudo passar, a Cidália sai da toca, chama o pessoal outra vez, e a vida continua serena e boa lá na praça. A palhaçada vai continuar…
    Resta saber como estará, tudo à volta…

    Cuidem de vós, e dos outros!
    Mas pensem nisto. Que sociedade é esta?

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