+ ConcelhoJoão

Hoje é notícia o facto de o Livre ter retirado a confiança politica à Joacine, deixando-a a falar sozinha. Tendo sido eleita não pode ser afastada do parlamento, mas fica com intervenção limitada. São as regras que o ditam. Um deputado que passa a representar-se a si e não a um eleitorado que votou num partido, deixa de poder ter tempo para falar daquilo que apenas a ela interessa já que não representa ninguém. Ideias que defendem à parte, o que se passa agora com a Joacine é em tudo semelhante ao que se passa aqui com a João. A ela não foi retirada confiança, mas ela ‘demitiu-se’ do movimento pela qual foi eleita. A diferença é que enquanto no parlamento a deputada fica praticamente sem tempo para falar, uma vez que não representa ninguém, aqui a João ‘rouba’ o tempo de intervenção ao movimento pela qual foi eleita, mas ao qual virou costas, limitando o deputado que efectivamente representa eleitores, que fica sem tempo. Claro que se pode chamar muita coisa ao facto de a João querer continuar a ter tempo de antena no parlamento local, apesar de não representar ninguém, mas há algo que não se consegue perceber. O Luis Guerra parece continuar a compactuar com o que é claramente uma injustiça, não forçando a alteração do regimento de modo a que, à semelhança do que acontece no Parlamento, os deputados que não representam ninguém fiquem reduzidos à sua representação. Não deixa de ser interessante ver como há quem, batendo no peito em defesa da democracia, aproveitem uma eleição democrática para, agarrados ao poder e ao mediatismo, a seguir lhe darem uma machadada no que é um dos princípios basilares da democracia: o da representação dos eleitores. O Livre tem a Joacine, o +C tem a João. Dois exemplos do que é o gosto pelo poder.


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3 comentários

  1. O Luís Marques votou o orçamento em desacordo com o que o colectivo do seu partido decidiu, que era de abstenção, mas ele votou favorável para aprovar o orçamento! Só o partido comunista da marinha, pode ser conivente com isso. O PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS do qual sou militante, jamais permitiria algo do género, sem consequências. Por isso, dali, não será de esperar grande coerência.

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