CMMG

Hoje vai discutir-se, à porta fechada, a entrega de lotes ao ex-vereador Artur. Após muitos anos a câmara é forçada a repor a justiça, e quando escrevemos ‘obrigada’ é mesmo porque o tribunal a obriga. Por vontade da autarquia, nada seria feito. Naturalmente que a autarquia tem direito de defender o seu ponto de vista, mas contra facto dificilmente se conseguem encontrar argumentos e é triste que se veja a câmara a discutir um assunto que há muito deveria ter arrumado, até por uma questão de dignidade. Em causa está o facto de, durante o mandato do João Barros ou mesmo no do Artur Barros, não temos a certeza, o ex-vereador ter aceite que o bairro social do Casal do Malta fosse construído em terrenos seus e, como permuta, tivesse recebido lotes, um dos quais na zona industrial. A câmara deu o dito por não dito e o ex-vereador teve que ir para tribunal para reclamar o que era seu. Só agora vai ser feita justiça. A câmara é, aliás, mestre em arranjar desculpas para não assumir as suas responsabilidades. Veja-se o que acontece em quase todas as situações em que munícipes danificam o que lhes pertence num dos muitos buracos que há por aí e arranjam a desculpa para não pagar com o argumento de que quem ia a conduzir ia depressa demais. A câmara não actua como uma pessoa de bem e o que hoje vão falar é exemplo disso mesmo.


Seguir
( 3 Seguidores )
X

Seguir

E-mail : *

Comentar com conta do Facebook

comentario(s) no Facebook

10 comentários

  1. Aquilo lá pela Câmara é que vai uma açorda.
    Ainda não acabou uma reunião extraordinária hoje, e já está outra extraordinária marcada para amanhã,
    Gandas cabeças… os vereadores da oposição esfregam as mãos de contentes, é tudo a somar em senhas de presença.

    • Há muitos milhões nos cofres da Câmara e é preciso gastar até ao fim do ano, não só no carro para a centro de saúde, como em subsídios, chorudos, para o futebol e sobretudo em senhas de presença aos vereadores da oposição, que com tanta reunião já ganham um bom ordenado.
      No final a presidenta vai gabar-se de ter uma excelente execução orçamental, em dinheiro deitado fora e o concelho com tanta necessidade básica por satisfazer.
      Até quando?

Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado.

  
Please enter an e-mail address

Postar Comentário