Mercado

Antes de mais, devemos dizer que ficámos surpreendidos pelo facto de ter sido promovida a transmissão do debate sobre a localização do mercado. Foi uma surpresa boa e em relação à qual nada temos a dizer senão agradecer. Já o mesmo não se diz em relação ao que aconteceu. Devemos confessar que tínhamos alguma expectativa em relação ao debate de ontem. Aquilo a que assistimos foi uma total perda de tempo, numa série de discursos que nada trouxeram de novo. Pode-se sumarizar tudo na intervenção do Cruz, muitas palavras e nenhum conteúdo. Assim foi a discussão. Desde logo porque não foi um debate. Foram cinco minutos em que meia dúzia de convidados disseram exactamente aquilo que já se sabia que iam dizer, sem que houvesse sequer a possibilidade de haver troca de ideias. O conceito de ‘debate’ pressupõe a troca de ideias e não um momento em que se podem fazer monólogos. Para dizerem o que disseram, poderiam tê-lo feito por escrito que iria dar no mesmo. Mas entende-se que esta foi a forma de tentarem criar a ideia em alguns menos atentos de que estão a escutar a população, e é até possível que convençam alguns! Infelizmente nada disso aconteceu e hoje estamos exactamente como estávamos ontem à mesma hora. Admitimos que não esperávamos que o Guerra se prestasse a um papel que coloca os políticos tão pouco próximos da população. Ainda não conseguimos entender porque motivo os políticos continuam tentar fazer os munícipes de parvos! Hoje percebe-se que o ‘debate’ não foi mais do que uma forma de, por um lado, fazerem o favor à Alexandra e, desse modo, calarem-na e por outro lado criarem a ilusão de que estavam mesmo interessados em falar a sério no assunto quando na realidade o que querem é discutir – e o termo ‘discutir’ é escrito de forma generosa – o assunto entre eles e decidir sem que a população seja ouvida. Foi um mau momento para a democracia quando se dá voz a quem, ainda que eleito, não representa ninguém, se ouve quem já não é eleito – apesar de ter sido um contributo a nosso ver muito positivo – e se deixa de lado a população realmente interessada. Não nos façam perder tempo e, menos ainda, nos tentem enganar!


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10 comentários

  1. Permita-me discordar. Gostei muito do que ontem vi e ouvi. Troca de opiniões. Entre eleitos na Câmara Ass Municipal ex autarcas, arquitectos, Ass de Comerciantes . Discordando com urbanidade. Concordando também. Cabe ao Executivo decidir. Esperemos que o faça e rápido.

  2. Repare-se na idade e ideias dos intervenientes. A Marinha Grande está a atravessar um longo deserto e ainda não se vislumbra, se quer, um oásis.
    Sobre o mercado, a minha opinião, que tenho quase trinta anos, é simples: NÃO GASTEM DINHEIRO A FAZER UMA OBRA QUE DAQUI A 20 ANOS NINGUÉM VAI USAR. Da minha geração ninguém vai a esse mercado e daqui a 20 anos seremos nós que cá estaremos, quem vai ao mercado, já cá não estará, grosso modo.
    Em vez de tendas, façam algo numa estrutura pré-fabricada naquele mesmo local onde se encontra. Será ali que o dito mercado irá viver os seus últimos anos… mas não hipotequem a necessidade de daqui a uns anos ali construir infraestruturas desportivas ou de apoio à prática desportiva. Falta fazer piscina e pavilhão na zona desportiva. Uma vez que colocaram o relvado sintético no lugar que estava previamente previsto para o pavilhão, ele terá que ser construído noutro local… um dia, ficará muito bem onde se situam as tendas. Mas, até lá, façam um campo de street basket e de prática de outros desportos informais na zona desportiva, por favor.

  3. Do que vi, as intervenções foram de uma pobreza franciscana. O Branco fartou-se de falar, mas o homem não tem dotes de orador e perdeu-se nas palavras e embalou-me. A João tem que falar sempre, mas pouco ou nada diz de jeito. O Xico Soares, devia de ser proibido de falar em público, deve estar perto de possuir o record do guiness de mais pontapés na gramática por frase, é ridículo. O Zé Luís, é tão chato, tão chato, tão chato, quase tanto como a ideia que defende e a teoria de que o centro se mudou para o Casal de Malta! O Barosa repetiu-se de forma absurda, quando é um tipo de uma geração mais nova, fiquei parvo com a falta de dinamismo do indivíduo e os tiques de xico esperto… A Alexandra não ia dizer nada, mas depois lá foi a correr e borrou a escrita toda. O Aurélio mostrou a agressividade e tiques ditatoriais que, quem o conhece, sabe que tem. A Ana foi no jeitinho de menina gira pedir para o Humberto falar e o Guerra, todo derretido com os olhinhos tristes da Ana (é gira, fazer o quê?!!!) lá deixou o Humberto falar, mas… a montanha pariu uma ratazana das grandes, o homem não disse nada que se aproveitasse, nem sabia quantas vezes o mercado abre por semana!!! Salvou-se o Constâncio, que nos faz regressar ao tempo em que a Marinha Grande tinha autarcas, de lá para cá… uma verdadeira nulidade e o que aí vem é mau, muito mau.

  4. Do que ouvi, espero que o Frederico concorra à presidência de câmara. É o único com lucidez e assertivo no discurso.
    Sobre o mercado, isto é simples.
    Existe um plano de pormenor na zona atual, que contempla o uso desportivo para aquela zona.
    Deixo a pergunta, quem irá fazer alteração? Se a câmara diz que não tem técnicos suficientes para as necessidades estão a imaginar o tempo para a sua alteração? Mais 20 anos à espera….para outro estudo.
    Se existe este plano a localização nem deveria ser hipótese!
    Andamos a brincar com isto.

    • Caro Pedro Santos. Como já antes escrevemos, o ex-presidente Paulo afirmou, ainda em exercício de funções, que já estavam a trabalhar na alteração do plano de pormenor. Passados estes anos todos já deveria estar feito, mas não há qualquer informação sobre o assunto.

  5. O Mercado da Marinha Grande, deve ser colocado num complexo multifunções a ocupar uma área versátil, que possa ser sempre útil a outra função. O futuro da MARINHA GRANDE, não passará nunca, por um edifício ao uso exclusivo de mercado. As gerações futuras, não lhe darão uso. Será difícil perceber isso!? Desculpem-me, mas não reconheço nestes personagens, ninguém com visão de futuro. Todos a pensar, há 30 anos atrás. Exercício ridículo!!!
    Façam um exercício lógico e de futuro! Englobar e localizar numa só Infra-estrutura, piscinas, comércios, cafetarias, mercado e interface.
    Resolve-se vários problemas de uma só vez!
    Impossível… Olhe que não!
    Fale-se com as pessoas certas.

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