CMMG

Diz-se que os números não mentem. Claro que há quem veja nos números realidades diferentes, consoante lhes interessa que eles digam uma coisa ou digam outra. Como temos sempre dificuldade em acreditar naquilo que os políticos dizem, fomos ver nos sites institucionais qual o valor de contratos que foram celebrados pelo município. Da lista retirámos tudo o que não tenha a ver com obras. Retirámos, por exemplo, os contratos de fornecimento de energia, de compra de consumíveis ou dos espectáculos na Casa da Cultura. Não retirámos os contratos que podem ainda sem sequer ter sido iniciados ou aqueles que possam ter sido iniciados, mas ainda não estão concluídos. Os números são claros e não deixam grande marquem para dúvida. Sem retirarmos nenhuma verba e incluindo todas as contratações, o valor que ficaria de contratos adjudicados até agora é de €8.038.402,41. Pelo que foi adjudicado em termos de obras, considerando o valor que o executivo tinha para gastar, consegue-se chegar ao que é a execução, independentemente de os contratos serem cumpridos este ano, no ano que vem ou no seguinte. E aqui chegamos as uns pequeninos 28% de execução!


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4 comentários

  1. O que é absolutamente fantástico, é a incapacidade de realizar obra, de manter as infra-estruturas da cidade, de projectar o futuro, de preparar a cidade dos nossos netos… E isto, com dinheiro dos outros!!!
    Estes medíocres autarcas, vêem-lhes cair no colo e, de mão beijada, o dinheiro para pagar os salários do exército de funcionários e tudo o resto. Não precisam produzir, ou vender algo. Cai do céu… E nem assim sabem o que fazer. Nulidades!
    Sinto vergonha de ter este executivo como representante desta cidade. São piores que maus!

  2. Isto está fraquito ó Curioso.
    À dois ou três a mandar umas bocas uns aos outros, mas parece-me que a tropa das Forças Especiais do Aurélio debandaram a partir da Assembleia da Resinagem para se decidir sobre o mercado.
    Aquilo não foi um tiro no pé. Aquilo foi uma bazucada na cabeça.
    Então não é que ficou sozinho e depois de mandar o coitadito do Humberto, usou o seu tempo para atacar o padre e elogiar a grande empresa, a maior da Europa, alemã, vejam lá vocês, a tentar dar credibilidade aquele coisa que chama Estudo.
    Agora no Orçamento, vota contra, a CDU deixa-o isolado e com o ónus de tentar paralisar a Câmara. Bem, paralisada está quase, mas o Aurélio quer botar abaixo. Está com pressa de colocar a faixa do “Eu que sou p Presidente da Junta”, como dizia o Herman.

    • Pelo menos o Aurélio vota em coerência com as debilidades, incapacidades e incompetências que coloca permanentemente a nu sobre má gestão efetuada por este poder executivo. Já os representantes do PCP, quais papagaios falantes, barafustam, dizem mal de todos e de tudo o que se relaciona com a gestão deste executivo permanente, mas na hora da verdade, não fazem mais do que lhe prestar vassalagem.

  3. Se tivermos em conta que todos os anos se gasta muito mais em despesa corrente que em investimento em infraestruturas (e penso que não é permitido gastar mais de metade do orçamento em despesas correntes, ou melhor, é obrigatório gastar pelo menos metade do orçamento anual em investimentos em infraestruturas) e que o que sobra passa para o ano seguinte para um bolo, que volta a ser dividido 50/50, verificamos que todos os anos se passa mais dinheiro que deveria ser gasto em infraestruturas para ser gasto em sabe-se lá o quê, isto é, em nada que seja permanente, duradouro e que exista para resolver os problemas da população. Para mim isto é o que é preocupante. Está-se a queimar dinheiro para fazer festas, e mais festas, e concertos príncipescos, dar subsídios desiguais e cada vez maiores, fazer compras de robôs e coisas afins, sem concurso público, que não deixam nada. A Marinha está a ficar cada vez mais para trás, com a agravante de que os recursos necessários para a resgatar deste atraso estão a ser desperdiçados, porque o orçamento tem sido cada vez maior, mas artificialmente, e não é gasto para os fins realmente necessários. Na verdade não me parece que a receita anual seja suficiente para manter este tipo de execução. Como se diz na gíria popular a câmara está a viver muito acima das suas possibilidades, e em vez de investir para criar valor está a esbanjar em bens supérfluos. Esta situação, na minha modesta opinião está a gerar uma certa artificialidade que já nos está a custar os investimentos, mas que nos vais custar muito mais daqui a uns anos quando o dinheiro acabar e as infraestruturas mais básicas estiverem por fazer e a câmara gulosa de coisas supérfluas ficar sem dinheiro para continuar a gastar.

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