CMMG

Não são conhecidas negociações prévias para aprovação do orçamento para 2020. Na segunda-feira irá ser discutido e votado o orçamento para o ano que vem. São quase trinta milhões a que haverá que adicionar o saldo de caixa que transitará e que diz respeito ao que o executivo não conseguiu executar este ano. O orçamento tem um acréscimo de quase cinco milhões em relação ao ano passado, receitas que vêm quase na totalidade da rubrica de “capital”. O executivo permanente quer assim ficar com quase quarenta e cinco milhões para o próximo ano. Daquilo a que já conseguimos ter acesso, é interessante ver-se que a câmara tem vindo a empurrar de ano para ano a realização de obras em mais de seis milhões de euros, agora com candidatura ao Centro 2020, obras que deveriam já ter sido executadas, mas que não saem do papel. Um dia as coisas correm mal e os fundos são mesmo perdidos, o que significa deitar ao lixo quatro milhões e meio de euros por incapacidade de executar o que está aprovado. Um coisa é certa, o empurrar obras de um quadro comunitário para outro significa que as obras não foram executadas quando previsto e que, naquele quadro comunitário, o financiamento foi perdido. São os tais mais de seis milhões que agora entram neste quadro e que vão ocupar o lugar de outras obras que poderiam ser nele integradas. Quanto ao que se propõem fazer no próximo ano, não há nada de novo. São as mesmas obras que vêm desde há anos a ser incluídas nos diversos orçamentos. São os orçamentos a que nos habituámos, de copy-paste. Por saber está se a oposição irá deixar ou não passar este orçamento que não traz nada de novo em relação ao anterior. Percebe-se que é apenas um conjunto de papeis em que mudaram o ano nas diversas folhas, o que faz antever uma baixa execução orçamental. Será de prever que até ao final do ano a ordem será para encomendar resmas de papel e lapiseiras com fartura.


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2 comentários

  1. A execução orçamental vai aumentar em dezembro com subsídios chorudos ás coletividades amigas, antecipação de pagamentos de despesas a realizar em 2020. Vai ser uma “boda aos pobres”. Vamos ouvir a Cidália, o Araujo, o Pedrosa repetir a ladainha do ano passado “este executivo investiu mais que os executivos anteriores”, onde não se vê, mas que o dinheiro voou, voou.

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