CMMG

Há muito que o assunto está parado em cima de uma qualquer secretária. Há umas semanas soube-se que a câmara tinha pedido a quem antes tinha cedido o terreno para que fosse integrado na zona desportiva que se pronunciasse quanto à possibilidade de dar um fim diferente ao terreno. Em Agosto do ano passado a Cidália quis saber se era possível fazer-se essa alteração de afectação. No início de Outubro deste ano receberam carta branca para poder afectar o terreno para ali poder ser construído o mercado. Para isso a câmara vai pagar ao Estado quase sessenta mil euros. Depois disso, se a proposta for aprovada, fica a porta aberta para que ali seja construído o mercado. A questão que se coloca é o que vai acontecer à zona desportiva com a construção do mercado ali? Não tem existido qualquer investimento no desenvolvimento da zona desportiva e com a alteração da afectação do fim daqueles quase doze mil metros, fica claramente comprometido qualquer desenvolvimento que para ali pudesse alguém ter pensado. Mas, de volta ao mercado, caso a proposta seja aprovada na próxima reunião, os eleitos ficarão definitivamente comprometidos com a construção do mercado naquele local, o que vem deitar por terra qualquer ideia que pudesse existir de aproveitamento do Atrium ou mesmo de aproveitar o espaço adquirido no centro onde foi a FEIS para ali fazerem algo que pudesse ser interessante.


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7 comentários

  1. Este é mais um exemplo da total ausência de estratégia, de uma mera governação errática, acéfala e que só responde à pressão mais forte, mesmo que totalmente descabida.
    Primeiro era carne, e era para ser carne. A partir de agora nem vai ser carne nem peixe. Vamos colocar numa zona desportiva um mercado, inviabilizando para sempre o desenvolvimento de uma verdadeira zona desportiva, moderna, dinâmica, diversa. Misturar alhos com bugalhos. E ainda por cima paga-se para destruir projetos estratégicos e estruturantes.
    Será que a cidade não tem outro terreno, arejado, onde colocar o mercado? Que dê resposta às necessidades dos vendedores e dos clientes? Isto é a mesma coisa que ir construir um grande centro escolar mesmo ali no meio da zona industrial.
    Eu tenho cada vez mais vergonha da terra onde eu e a minha família, desde há várias gerações, nascemos. Já sei que alguém me vai responder se estás mal muda-te. Mas quem é que está bem nesta terra? Quem é que acha que vai ficar melhor com soluções como esta? Mudamo-nos todos?

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    • O senhor de estratégia deve ser o máximo. Vê se pela sua argumentação. Mas olhe que até era capaz de ser boa ideia um centro escolar na zona industrial.

    • Olhe primeiro comece por estudar os dossies, depois não se sinta dono da verdade, depois tente não falar banalidades que já toda a gente ouviu, por fim, quer mudar as coisas? Saia do virtual
      Arregasse as mangas e colabore com ideias. Para críticas já basta o largo, mas essa é a função deles.

      • Parece que se tocou na ferida!
        Eu até estudaria dossiers se a câmara fosse transparente e aberta e permitisse a participação dos cidadãos neste tipo de processos de decisão, que são estruturantes (sabe o que isso é?).
        Aproveito esta deixa e deixo-lhe um desafio: promova fóruns de discussão e auscultação pública, disponibilizando “os dossiers”, e apele à opinião pública para que se pronuncie. Pode começar pelo mercado/zona desportiva, continuar pela FEIS, e acabar no regulamento de apoio às coletividades. Três sugestões para não ser muita coisa logo de uma vez.
        Sirva-se das novas tecnologias e em vez de robôs que servem para pouco crie uma plataforma de discussão pública. Saia dessa idade das trevas da administração pública em que a câmara está metida e modernize. Pode ser que com estas iniciativas vocês consigam ideias para criar essa estratégia que tanto necessitamos (sabe o que isso é?). Não que eu acredite que quem governa a câmara de forma despótica tenha a capacidade e humildade para o fazer, mas surpreenda-nos. Eleve a política. Não se sirva dela.
        E por último fica-lhe mal reagir com tanto rancor. Um bom político tem de saber estar e esse tipo de reações não lhe ficam bem.
        Talvez este tipo de participação faça surgir o político que há dentro de nós, ou simplesmente nos leve a participar na governação para que o concelho se desenvolva com a eficiência e eficácia necessária, dando resposta às reais necessidades das pessoas. Um concelho das pessoas para as pessoas (sabe o que isso é?)

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