Mercado

Hoje podem ler-se artigos de opinião do Constâncio, do Aurélio e do Nelson sobre a questão do mercado e a sua localização. Hoje terá lugar a reunião que ainda não se percebeu bem em que moldes irá ter lugar com ex-autarcas e outras pessoas de outras instituições. Consegue perceber-se que ninguém se entende, seja porque têm um passado a defender, seja porque agora estão mais focados em questões de afirmação politica. Seja pelo que for, a verdade é que não saímos do mesmo registo de discussão em discussão. Já se sabe que não está no orçamento do próximo ano a construção do mercado, pelo que será uma obra que não verá a luz do dia em 2020. Tudo agora se concentra na discussão do local onde o mercado será construído, se com respeito pela decisão tomada há anos de ser feito nas proximidades daquele que existe agora, ou se irão partir para uma nova solução. Em cima da mesa está o estudo, se é que se lhe pode chamar isso, em que ‘meia dúzia’ de entrevistados disseram que gostariam que fosse nas proximidades. Está ainda por saber onde são as proximidades que ali existem e que permitem a construção de tal infraestrutura. Os políticos não se entendem, ou porque não sabem ou porque não querem, mas a verdade é que o concelho não pode continuar eternamente à espera de uma decisão. A nível nacional fala-se muito em “pacto de regime” e parece-nos que seria de bom tom que o executivo permanente e oposição se sentassem e, como gente crescida, decidissem de uma vez por todas algo a prol do concelho. Se é para se fazer, que se faça, mas se for para não se fazer assumam-o de uma vez por todas. Se querem ouvir os munícipes, ouçam-os, mas façam-o de uma forma transparente, sem estudos estranhos, feitos sem que se consiga ficar com a sensação de que é um estudo que reflecte o sentimento de toda a população. Se querem dar voz aos munícipes, ponham as alternativas em consulta popular, com voto electrónico, perfeitamente validado, e respeitem o que for a decisão que daí sair. Estarem a reunir com meia dúzia de pessoas que estão longe de representar os munícipes não é solução, desde logo porque se sabe que estamos com o problema do mercado ainda nas mãos por culpa das suas decisões (referimos aos ex-autarcas). De uma vez por todas, tenham-os no sítio e assumam perante os munícipes uma posição clara em relação ao futuro do mercado. Sempre ouvimos dizer que quando não se quer fazer algo, cria-se uma comissão ou manda-se fazer um estudo e a reunião de hoje mais não é do que isso mesmo. Uma coisa é certa, a questão do mercado já enjoa!


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9 comentários

  1. Estudo?! Diga-me lá uma coisa. Se quisesse saber qual o clube de futebol que os Portugueses preferem e fosse fazer a pergunta para junto do estádio onde joga o Belenenses em dia de jogo em casa, que resultados é que acha que iria ter?
    Francamente! Um estudo implica método. É algo científico, abrangente, e tem de ser conduzido e realizado adequadamente. Isso foi mais uma coisa feita para dizer que se fez.
    Sejam sérios. Estamos fartos de trapalhadas.

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  2. Não, os marinhenses não querem saber de concursos de-quem-é-a-culpa, nem das hesitações acerca da localização ideal, de estudos pouco técnicos, de adiamentos ad eternum só porque sim…Metam tudo isso no lixo, não desperdicem mais tempo, estudem bem a coisa e façam a porcaria do mercado!!

  3. Quando o mercado estiver feito, já ninguém comprará lá… estamos na era do digital e do on-line. E o futuro é esse. Não duvidem.
    Complexo de piscinas, com cobertas e descoberta para verão, essa sim, devia de ser uma prioridade.

  4. Vejam se o sitio do mercado não vai tirar a vista de paisagem a ninguém como aconteceu como o miradouro de s.pedro ao pé do hotel mar e sol.
    faz lembrar quando o parque da cerca que, segundo alguns os terrenos estavam contaminados.
    cuidado com quem é sempre do contra, seja de que côr fôr

  5. Tendo em consideração que existem posições inconciliáveis no que se refere à localização do mercado, concordo com um comentário feito aqui há poucos dias de que isto só se resolve com uma consulta popular a TODA a população…não apenas a um grupo.
    O resultado da consulta popular ditará a localização definitiva do mercado, esta iniciativa é o ÚNICA que tem legitimidade perante todos os intervenientes por ser uma decisão democrática ela será também incontestável.

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