CMMG

Hoje a câmara divulgou os resultados da análise que os técnicos de conta fizeram a todos os municípios tendo classificado o da Marinha como estando no topo da eficiência financeira. Essa classificação não é um mau resultado não fosse o facto de ser essa a única preocupação que quem manda tem, ficar com uma boa eficiência financeira. Quando se trata de ver até que ponto essa eficiência tem tradução prática na eficácia, os resultados são bem diferentes. Temos uma câmara que gere o dinheiro de modo a que consigam não ter dívidas e que paguem a horas. Mas até que ponto isso se traduz numa boa aplicação dos recursos? Quem aqui vive pouco quer saber se os TOCs acham que na câmara há uma boa eficiência financeira quando o que sentem é que há uma má eficácia em termos de aplicação dos recursos. Uma vez mais se volta à questão daquilo que não temos no concelho. A eficácia pode ver-se em muitos factores, ma um deles tem a ver com a forma como, ano após ano, há um desrespeito pela lei por parte de quem manda. Hoje, dia 4 de Novembro o orçamento para o ano que vem já deveria ter sido discutido e aprovado. Mas nada está feito. Nem sequer uma palavra aos munícipes a esse respeito. De que adianta anunciarem que há uma boa eficiência se no que diz respeito à eficácia dos serviços na aprovação daquilo que é o principal instrumento que permite fazer a gestão do concelho há atrasos sucessivos? E aqui chegamos ao aspecto fundamental. Alinhar algarismos de modo a que não se gaste mais do que o que se tem é fácil quando não há obras de vulto a serem postas em prática. Quando toca a alinhar os meios humanos, dos quais os eleitos são os principais responsáveis, não se vê que haja comparação com o que os algarismos permitem fazer. A câmara pode ser comparada a um carro de fórmula um: temos uma autarquia carregada de dinheiro e com uma gestão ao cêntimo, mas quando se trata de por em execução esses meios é como se o fórmula um tivesse um asno ao volante! Em vez de vermos a Cidália a ter apresentado já as linhas gerais daquilo que para o ano se pode ou querem fazer, estamos no ponto em que nada se consegue ver!


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9 comentários

  1. Se tiram a eficácia à Paiva, tiram-lhe tudo. Pena que a deixam impor-se a todos os que foram eleitos. Só a financeira permite gastar o que ela entender e com entender. É preciso cair nas suas boas graças para abrir os cordões, achando que é dela, a bolsa! Ai se lhe tiram a bolsa, a poupadinha deixa de respirar…

    • Vai-me dizer que agora a culpa por o executivo não trabalhar e gastar dinheiro é da Paiva?
      Realmente, tem de haver desculpa para tudo. Nunca nada é pela sua própria incapacidade e falta de competência! Hirra! Nunca assumem nada! Têm de haver sempre bodes expiatórios para a sua própria incompetência!
      Párem de se desculpar com os técnicos!

  2. Vejo a eficácia e a eficiência por vários prismas: 1º – quanto do orçamento aprovado do ano passado foi realizado?, 2º – como está o orçamento para 2020, o que contempla a nivel de obras estruturantes para o concelho?, 3º – orçamento participativo, tudo foi realizado, como é no futuro?, 4º – quantos apoios financeiros a nivel europeu foram perdidos pela falta de eficiência da CMMG (exemplo, plataforma rodoviária)? Medindo tudo isto, podemos então chegar a uma conclusão. “de que vale o pai ter muito dinheiro no banco se o filho anda diariamente descalço?”

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