CMMG

Hoje a reunião de câmara mostrou, uma vez mais, a discricionariedade que existe na autarquia no que diz respeito à atribuição dos apoios às colectividades e associações. Ficou claro que a forma como os valores são atribuídos têm a ver com a forma como os dados caem na mesa mais do que com qualquer critério definido. A uns – muito poucos – dão tudo enquanto que a outros dão aquilo que querem dar. A Célia argumenta com o facto de não existir regulamento aprovado, mas nem isso é desculpa para o que fazem. Não é difícil aplicar o mesmo tipo de critérios, basta que haja bom senso. Mas isso é algo que não existe e leva a que não seja possivel entender o motivo de tratarem de forma diferente situações que são em tudo iguais. A vereadora ainda tentou argumentar que fazem atribuições com base na mesma percentagem, mas será que é assim e, mais grave ainda, será que o critério da percentagem é o mais justo tendo em conta que há realidades que poderão, para terem tratamento igual, fugir do critério da percentagem? Cremos que não. Há também outra coisa que não se consegue entender. Andam há meses para alterar o regulamento, com reuniões (que percebemos que nem sequer têm lugar e que o cronograma está longe de estar a ser cumprido) para a frente e para trás como se estivessem a fazer uma lei quadro ou um diploma que fosse muito difícil de ser elaborado. Qualquer autarquia minimamente diligente teria já o regulamento feito sem que andassem a empurrar o assunto para as calendas. Claro que quando se percebe que a vereadora com pelouro nem sequer sabia que o cronograma não estava a ser cumprido, não se pode esperar que alguma coisa possa ser resolvida com o mínimo de rapidez. E assim continuamos a ter apoios que são atribuídos sem que se entendam as causas nem que haja quem consiga explicar o porquê de decidirem assim. É que, mais grave do que decidirem mal, é o facto de nem sequer conseguirem explicar porque decidem assim.E já agora, qual o papel da comissão que atribui a pontuação? Que critérios seguem?


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6 comentários

  1. 1º critério: Todos os que conseguem ter paciência para andar para trás e para a frente com papeis (qual papel? o papel…) e, não desistem. Ou seja, o critério é “vencê-los pelo cansaço”.

  2. Qual é a novidade? Se quisessem ter critérios, definiam-nos para si próprios, divulgavam-nos e aplicavam-nos. Não é preciso novo regulamento para isso. Qual é a diferença entre decidir valores a belo prazer, e decidir um critério que balize o valor a atribuir? Nenhuma, e sempre seria mais justo e transparente.

  3. Quem disse que o povo, tem razão e escolhe bem nas eleições!? ERRADO!
    A prova está na Marinha Grande!
    O povo elegeu uma cambada de incompetentes, sem paralelo!
    Depois de Álvaro Pereira… Era inimaginável, mas existe, e está na praça Stephens, aos 15 dias de Outubro de 2019!!!
    Mau demais!

  4. Meteram-os lá, agora, aguentem, e não se esqueçam daqui a dois anos façam o mesmo. E pelo que se vê, até se sente à distância, quem quer o lugar, ainda é pior que os que lá estão atualmente. Sempre se votou na Marinha Grande, não pelas capacidades das pessoas, mas sim pelas cores, saem sempre coisas destas……enorme falta de condições (competência) para o lugar que ocupam.

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