Porque somos contra

CuriosoCMMG16 Comentários


Segunda prevê-se que a reunião de câmara vá ter momentos de tensão. Em causa estará o Interface de Transportes como a câmara chama. Desde o primeiro dia que somos contra a sua construção naquele local e não adianta tentarmos passar a ideia que, em relação a este assunto, somos imparciais, não somos. O argumento do executivo permanente, quando há um ano levou o projecto para ser discutido, era “porque não quer que seja mais um investimento perdido no concelho”. Tudo isto porque começaram a delinear a construção do Interface naquele local, sem qualquer discussão prévia. Não estamos contra o projecto, apesar de acharmos que, à semelhança do que aconteceu junto ao antigo posto de turismo ou rotunda do Atrium, o espelho de água é bonito, mas rapidamente irá haver problemas. O problema está na localização. Apesar de a Cidália há um ano ter afirmado que havia unanimidade quanto à localização, apesar de isso nunca ter sido discutido, não temos assim tanta certeza que a unanimidade exista. Aquilo que a câmara quer construir não é um Interface de Transportes, é um terminal rodoviário. Se fosse um Interface de Transportes teria necessariamente que ser colocado junto a outros meios de transporte, designadamente o ferroviário. Construir um terminal rodoviário num local onde é impossível a sua expansão é absurdo. Só quem não tem visão ou quem quer fazer só para dizer que fez alguma coisa poderia conceber a ideia de construir o que dizem ser um Interface num local onde não é possivel fazer qualquer tipo de ampliação. Há quem use o argumento de que os transportes deverão ficar no centro para permitir que haja uma maior utilização e possam ficar perto de tudo. Parece-nos ser um argumento facilmente desmontável. Vivemos num concelho onde há transportes públicos urbanos. Ainda que possam ser pouco usados, permitem que se faça a circulação daqui para ali sem grande dificuldade. Por outro lado, dizem os que mandam que querem apostar nas ciclovias e nos transportes menos poluentes. Que melhor argumento para que os munícipes andem, caminhem do que ter um terminal rodoviário que não esteja enfiado no meio dos prédios! Há depois o abate indiscriminado de árvores que são o pouco que resta daquilo que é a nossa memória colectiva. Há anos que ali não é feita uma intervenção para a manutenção daquele espaço, mas nem isso poderá ser argumento para que se proceda ao abate. Há outros locais onde o terminal rodoviário poderá ser construído e até poder ser um verdadeiro Interface de Transportes. Desconhecemos qual será o sentido de voto da oposição, mas se for rejeitado o projecto e tiverem que recuar um pouco sabe-se que surgirá a vitimização e o argumento de que a oposição não deixa fazer. Mas até isso será um argumento sem razão. Desde logo, o executivo permanente quer avançar com um projecto estruturante sem qualquer espécie de discussão. O Caetano achou que era ali e, para não ter muito trabalho, avançaram sem permitir que outras localizações pudessem ser equacionadas. Mantiveram o projecto um ano na gaveta sem que fosse discutido com um objectivo claro: a urgência que agora há em fazer a obra por causa do tempo e porque, se a obra avançar, será concluída bem próximo das eleições. É obviamente uma obra que o executivo permanente quer inaugurar próximo das eleições para assim colher dividendos. Além da incompetência, que outro argumento se poderia usar para que só agora o assunto volte de novo a discussão! Um dos argumentos que também temos ouvido é o de que ali ficarão ligares de estacionamento. É verdade. Neste projecto estão previstos 99 lugares de estacionamento que incluem o parque das finanças que, segundo a Cidália, deixará de ser pago. Parecem esquecer que, para além das muitas viaturas que ali estacionam durante o dia, passará a haver o movimento próprio do acesso às conservatórias. Quem passa naquela zona durante o dia pode ver que os estacionamentos circundantes estão ocupados e que ali, ao contrário do que a Cidália chegou a afirmar, não estão apenas 20 carros. Há também quem use o argumento de que quem quiser ir ali poderá deixar o carro estacionado num outro parque e deslocar-se a pé até ali. Mas, se é verdade que esse argumento pode ser usado, não será ele também válido para os que, como nós, defendem que o local para a construção deverá ser noutro local? Parece-nos que é um argumento que é válido para os dois lados. A câmara está ainda a tempo de não cometer um erro. Entendemos que todos os presidentes querem deixar uma obra que marque a sua passagem pela autarquia, mas o custo da vontade de descerrar uma placa não será muito elevado para o futuro do concelho? E, como escrevemos atrás, a obra pode perfeitamente avançar, mas não ali. Terá lógica que se faça a construção de um terminal rodoviário junto a dois parques? Terá lógica colocar um centro poluidor junto a dois espaços de lazer? Por todos estes argumentos temos imensa dificuldade em conseguir entender a teimosia de fazer algo que não colhe o consenso da maioria dos munícipes. A decisão do que ali se irá fazer está nas mãos da oposição e cremos que não será o receio da vitimização e dos argumento de que a oposição não deixa fazer que os irá demover de tomar as decisões que melhor se ajustem ao interesse do futuro do concelho, acima de tudo porque a obra pode ser realizada (noutro local) e até poderão aproveitar a inauguração para fins eleitorais sem que tenham que construir ali. Se da parte do MpM, tendo em conta as objecções que fizeram há um ano, poderão ter o caminho facilitado porque as suas condições não foram cumpridas, da parte do PCP também os argumentos contra são simples de poderem ser esgrimidos, tanto mais que têm como cabeça de lista para o distrito a candidata d’Os Verdes. Como justificarão a aprovação de um centro poluidor a par do abate de árvores com dezenas de anos com as ideias defendidas pela sua candidata ao distrito?


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16 Comentário em “Porque somos contra”

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    A ir para a frente com esta obra gostava de fazer uma pergunta.
    Sendo um terminal pensado para os próximos 20 ou 30 anos, quanto vai custar à Câmara a sua reconversão quando se mostrar obsoleto. É que já está e ainda não foi construído.

  2. Avatar

    Mas, está gente consultou quem para o projecto ser neste sítio? Se não houvesse transportes urbanos…mas há! Só na Marinha Grande é que tem de ser tudo no centro, menos o mercado…Andar a pé tbm faz bem…🤔

  3. Avatar

    Não concordo. Os hubs devem ser multimodais. Os terrenos da antiga Soprem seriam os indicados pois para além de tirarem o trânsito de autocarros do centro (TUMG fazem a ligação) permite o interface com o comboio, ligação rápida à autoestrada, acesso ao estádio (promoção do estágio para eventos) e estacionamento fácil para carros.

  4. Avatar

    Já escrevi sobre o meu desacordo da construção do terminal neste parque e apontei alternativas que continuo a defender até que me provem existirem mais inconvenientes, quer no espaço Casalde Malta/ex-Soprem/ferrovia, quer no espaço existente a Norte do Pingo Doce/Sul do Registro Civil!

      1. Avatar

        Chamo burros, para não chamar outra coisa!
        A dona Cidália e companhia, são o pior desastre ocorrido na história da Marinha Grande.
        Serão 4 anos, cujos danos serão, infelizmente perceptíveis durante muitos mais…
        Mau período da história desta terra e destas gentes…

    1. Avatar

      Só espero que o PC não aprove esta aberração !!!! Estes técnicos da câmara deviam ser todos deportados para o Mali ou para a Guiné Conacri são péssimos

      1. Avatar

        Pergunte lá aos técnicos o que pensam. Se calhar ficaria surpreendido. Os técnicos fazem o que lhes mandam, e nem sempre a opinião deles conta. E quem manda? Os eleitos, que todos nós lá colocamos de 4 em 4 anos. É por isso que nós devemos votar pela competência de quem se apresenta a votos, e os partidos devem escolher os seus candidatos em função das suas reais capacidades, conhecimentos, competências e perfil. Quer mandar alguém para a Guiné e o Mali? Tem muita gente à frente dos técnicos para para mandar. Lembre-se dessa frustração quando votar daqui a 2 anos.

  5. Avatar

    Se há pouco tempo para mostrar obra, construam-se as piscinas municipais, o espaço parece-me ser consensual, porque há zona adquada para a sua construção (zona desportiva)!

  6. Avatar

    Há tanta manifestação pelo país, o melhor é o povo da Marinha convocar uma manifestação junto à Câmara para tentar impedir uma barbaridade destas, árvores abatidas, mais poluição e também o ruído e quem vive ali não tem de levar com tudo isto, para além de retirar muitos estacionamentos.

  7. Avatar

    Se todos se preocupam do ambiente, uma boa ideia era que todos aqueles que querem manifestarem, em vez de irem para a rua irem para o pinhal plantar pinheiros, isso sim era uma boa manifestação

  8. Vilas

    Com respeito a esta obra já aqui deixamos a nossa opinião. Não percebemos para que é preciso 11 “boxes”, mas aceitmos! Até parece o terminal da rodoviária nacional (RN), em Sete Rios, que duvidamos que tenha tantas. As árvores não vemos qualquer problema na substituição, até porque o plátano é uma árvore altamente prejudicial para a saúde, nomeadamente para os asmáticos.
    O espelho de água é tudo quanto a Marinha não precisa. De todo!

    Quanto à localização não podiam ter escolhido pior localização. Por muito que escolham não encontram pior local.

    Mas para chegarmos aqui e para fundamentar as nossas ideias, fomos ver que se fez no país, de norte a sul e no interior do pais. O que vimos, foi que as construções recentes foram efectuadas foram construídas fora dos centros, nas zonas limítrofes, enquanto que as construções mais antigas estão no centro das cidades. A grande maioria têm áreas comerciais, cafés, restaurantes etc. e praça de táxis, junto ou nas imediações.
    Outro pormenor a ter em conta é o que se faz já um pouco por toda a Europa, condicionar o trânsito no centro das cidades nomeadamente viaturas com motor a DIESEL, devido à poluição. A Marinha Grande está a ir no sentido contrário!

    Façam o terminal rodoviária…mas por favor, naquele lugar NÃO! Com respeito a esta obra já aqui deixamos a nossa opinião. Não percebemos para que é preciso 11 “boxes”! Até parece o terminal da rodoviária nacional (RN), em Sete Rios, que duvidamos que tenha tantas. As árvores não vemos qualquer problema na substituição, até porque o plátano é uma árvore altamente prejudicial para a saúde, nomeadamente para os asmáticos.
    O espelho de água é tudo quanto a Marinha não precisa. De todo!

    Quanto à localização não podiam ter escolhido pior localização. Por muito que escolham não encontram pior local.

    Mas para chegarmos aqui e para fundamentar as nossas ideias, fomos ver que se fez no país, de norte a sul e no interior do pais. O que vimos, foi que as construções recentes foram efectuadas foram construídas fora dos centros, nas zonas limítrofes, enquanto que as construções mais antigas estão no centro das cidades. A grande maioria têm áreas comerciais, cafés, restaurantes etc. e praça de táxis, junto ou nas imediações.
    Outro pormenor a ter em conta é o que se faz já um pouco por toda a Europa, condicionar o trânsito no centro das cidades nomeadamente viaturas com motor a DIESEL, devido à poluição. A Marinha Grande está a ir no sentido contrário!

    Façam o terminal rodoviária…mas por favor, naquele lugar NÃO!

  9. Avatar

    No edificio da Mortensen/stephens comprado por um milhão de euros e que está as moscas ..punham la um mercado decente e o tal interface dos autocarros para o servir e dinamizar o centro histroico moribundo. Isso é que era pensar, mas esta gente que nos dirige e os seus magnificos planeadores urbanos não perdem muito tempo a pensar e por isso é que que esta terrá é a tristeza atrasada que é ao fim de décadas de falta de visão de futuro . Perguntem ao pessoal das imobiliárias o que as pessoas que vêm trabalhar para a zona de Leiria pensam da Marinha no momento de compar casa : “Leiria, ok , arredores de Leiria ok, na marinha é que NÂO” !!!

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