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Cheira a eleições e eis que surge a notícia de que o Parque do Engenho vai ser inserido no programa “Revive Natureza”. A notícia não é má, mas vem alterar tudo aquilo que se dizia que queriam que acontecesse. O Parque do Engenho está votado ao esquecimento há anos. Desde há muito que temos ouvido os eleitos do PS afirmarem que queriam que ali fosse instalado o museu da floresta. Quando agora se fala na recuperação daquele espaço poderá pensar-se que poderá estar para breve a utilização daquele local para o tal museu, mas não! Segundo o Governo, aquele imóvel será afecto “a um fundo de uma sociedade gestora pública e que posteriormente os disponibilizará mediante concurso àqueles que pretendam explorá-los para a atividade turística. Está previsto que o fundo disponha de uma capacidade financeira para apoiar o financiamento da recuperação que seja levada a cabo por aqueles que venham a explorar estes imóveis“. Ou seja, o estado vai recuperar aquele espaço para depois o entregar a privados. Fica assim afastada a possibilidade de ali poder nascer alguma coisa ligado ao concelho e à história que todo aquele espaço envolve.


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9 comentários

  1. Pois é mas o PS e a Cidália dizem outra coisa. Dizem que , finalmente, para a instalação do Museu da Floresta.
    Em que ficamos?
    Sendo a Cidália conhecida e reconhecida pelas suas usuais inverdades e gritantes ignorâncias, tais como aquela de levar areia da mata para encher as praias, em que ficamos? Seria bom o Curioso saber a verdade, já que da boca da presidente só saiam inverdades e loucas parvoíces.

    • Caro Observador. Transcrevemos o que é dito pelo Governo sobre o programa:
      “O património imobiliário público constitui uma componente muito relevante da identidade histórica, cultural e social do país, e um elemento rico e diferenciador para a atratividade das regiões e para o desenvolvimento do turismo.
      Reconhecendo tratar-se de um ativo estratégico, presente em todo o território nacional, e a importância de assegurar a sua preservação, a sua valorização e divulgação, bem como um acesso alargado à sua fruição, o Governo, lançou o Programa REVIVE, que abre o património ao investimento privado para o desenvolvimento de projetos turísticos, através da concessão da sua exploração por concurso público.
      Pretende-se, com esta iniciativa conjunta dos Ministérios da Economia, da Cultura e das Finanças, promover e agilizar os processos de reabilitação e valorização de património público que se encontra devoluto, tornando-o apto para afetação a uma atividade económica com finalidade turística, promover o reforço de atratividade dos destinos regionais, a desconcentração da procura e o desenvolvimento do turismo nas várias regiões do país, gerar riqueza e postos de trabalho, concorrendo, assim, para a coesão económica e social do território.
      O Programa REVIVE é conduzido por uma equipa técnica que integra representantes da Direção Geral do Património Cultural, da Direção Geral do Tesouro e Finanças, da Direção Geral dos Recursos da Defesa Nacional e do Turismo de Portugal, I.P., contando, ainda, com o envolvimento dos municípios de localização dos imóveis, que asseguram, através das condições dos concursos, a salvaguarda do património classificado ou em vias de classificação e a adequação do tipo de exploração às necessidades de desenvolvimento de cada região
      A recuperação do património com respeito pelos valores arquitetónicos, culturais, sociais e ambientais relevantes constitui, também, um pilar base do Programa REVIVE.
      O modelo REVIVE passa, assim, pela recuperação de imóveis públicos de elevado valor patrimonial que não estão a ser usufruídos pelas comunidades e seus visitantes, através da realização de investimentos privados que os tornem aptos para afetação a uma atividade económica lucrativa, com vocação turística, nomeadamente, nas áreas da hotelaria, da restauração, das atividades culturais, ou outras formas de animação e comércio, preservando-se os valores e pressupostos que determinaram a dominialidade desses bens e a propriedade pública dos mesmos, mas encontrando mecanismos que permitam prosseguir os objetivos de reabilitação e valorização de património visados.”

  2. Pronto, está explicado, este património riquíssimo da Marinha Grande vai parar às mãos de privados pela mão do PS. ‘Quando tudo for privado, estamos privados de tudo’!

  3. E se é pela mão do PS, já se sabe, vai para algum “primo” com cartão rosa. Marinhenses, então? Continuem a dormir e quando acordarem… já será tarde.

  4. Se o governo diz, não tenho dúvidas que é o que vão fazer. O parque é afinal do Estado central e não da câmara. Não tarda devem vir a correr anunciar que vão afinal fazer qualquer coisinha pelo museu, Bla, Bla, Bla… Para encher chouriços.

  5. Não entendo a inércia da autarca em coimar o estado central sobre o mau estado do património a que é alheio, sob alçada do seu atual secretário geral do partido. Aos privados com património em ruína, a câmara pode e deve triplicar o imi. Porque não coimar o público para coagir a sua reabilitação pelo seu atual proprietário? Não, a câmara quer enterrar mais uns milhões e recursos. Tornou-se a maior construtora /imobiliária do concelho: faz obra e concede a custo zero imóveis. Belo negócio da Cidália com o dinheiro dos contribuintes…

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