CMMG

Já é conhecido quanto vai ser, se for aprovado, o apoio da câmara da o rallye. A organização estima gastar €163.000,00. A Junta contribui com €1000,00. Patrocínios privados são €23.000,00. Inscrições de quem corre são €50.000,00 e a câmara paga o resto. Ou seja, independentemente de quem é a organização, é a câmara quem paga para que se realize aqui o rallye e, por estranho que pareça por comparação com o que é pedido por outras organizações aqui do concelho – algumas com fins sociais e humanitários -, a câmara prepara-se para dar tudo aquilo que a organização pede. É estranho que haja uma discriminação entre a forma como é atribuído este apoio e os critérios que dizem que usam noutras candidaturas em que ouve dizer que usam o critério da proporcionalidade ou do que foi atribuído em anos anteriores, mas sempre em valor inferior ao necessário. Neste caso, são €89.000,00 destinados a um desporto onde só participa quem tem dinheiro para esbanjar. Fica difícil de perceber porque a câmara apoia nesta ordem de grandeza um desporto de uma elite enquanto dá migalhas a quem na realidade tem dificuldades para manter vivas as colectividades e associações. Mas claro, essas associações não permitem que sejam tiradas fotografias ou que os eleitos andem de camisas ou blusões da organização.


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34 comentários

  1. … e cá vamos cantando e rindo
    forte com os fracos
    fraco com os fortes
    e nisto tudo a oposição concorda?
    Vamos ver a votação na segunda-feira se há alguém que dá um murro na mesa e diga BASTA

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  2. A oposição ou se abstém ou vota a favor. Está à espera de quê?!
    Falam, falam, mas o que conta é ficar bem na fotografia, com deus e o diabo.
    Não há coerência e verticalidade em ninguém.
    De ano para ano o valor vai subindo, mas isto será certamente porque o executivo não diz que não, para se governarem com menos, muito menos do que é preciso, como dizem às outras coletividades que desenvolvem atividades ao longo do ano para um real benefício da sociedade marinhense.
    Para mim, quem se abstém viabiliza e não marca qualquer posição. Não é carne nem é peixe. É uma mistela qualquer das duas coisas.

  3. Com uns trocos a Trav. Padre Franklin ficava transitável, iluminada e sem cheiro a esgotos! O que eu penso?… Se fosse vereador da oposição ou não, teriam a minha discordância. Explicaria detalhadamente porquê!…

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      • Mas será que o Nelson tem assim tanto poder? Será que ele manda mesmo alguma coisa? Mais do que a Presidente? Será que a Presidente não manda nada? Será que ela deixa que mandem por ela? Ou o Nelson virou bode expiatório para desresponsabilizar quem tem realmente a responsabilidade e minorar o impacto negativo que toda a sua governação tem tido? Isto da contra informação tem o que se lhe diga…

  4. Um raciocínio bastante limitado, já que não contabiliza o retorno económico, financeiro, social e mediático para a região. Mas o “largo” já nos habituou as suas limitações e ás suas polémicas.

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      • Sr. Largo, consulte o processo na cmmg e verifique o valor do retorno mediático feito pela federação através da empresa cision.

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    • Raciocínio limitado? Comentário vergonhoso, e o trabalho das associações, sejam elas culturais, desportivas, educativas ( como escuteiros), também não têm retorno na sua atividade? Por estes comentários medíocres é que uns têm tudo por meia dúzia de dias de atividade, e outros que trabalham em prol dos munícipes, dos novos e dos menos e ficam com as migalhas. Grande Cidália e companhia, sempre em grande. Oposição por onde andas?

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    • até posso concordar com o retorno! mas para quem será esse retorno?e ja agora porque não se atribui da mesma maneira por outros eventos valores assim equiparados!

  5. Nuno Ferreira Consultaríamos se estivesse legível. Mas retorno mediático traduz-se em quê em termos de dinheiro para o concelho?

      • Acho um piadão quando os argumentos são o marketing. O Sr. Nuno não sabe que os números que são colocados nesses ditos estudos são aquilo que as empresas que os fazem querem que seja? Fale em retorno directo. Quantas camas ocupadas a mais? Quantas refeições servidas a mais? Quanto mais foi comprado nos dois dias do ralli? Isso é que interessa saber. Estudos de marketing são pagos e dão os números que se quiserem lá colocar. Não nos atire com areia para os olhos.

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  6. As outras actividades, terão que fazer prova, quer pela competência das organizações, rigor, quais o retorno das suas actividades ao povo da Marinha Grande. Se assim se provar assim será!

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    • Sr Nuno Ferreira, não queria comentar, mas, …..tem de ser. As outras associações, organizações, têm como prova, os anos de trabalho para a sociedade, algumas até poupam milhares de euros à CMMG que tem essa responsabilidade. Os clubes, esses ocupam os jovem, trabalho da CMMG, evitando a marginalidade. Meu deus, que vergonha de comentários, que desconhecimento. O largo não presta, mas anda por aqui.

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  7. Sr. Largo, se pergunta é porque não sabe, logo evite comentários polémicos e imprecisos.
    Se quiser saber consulte o processo na cmmg e verifique por exemplo o valor do retorno mediático apurado pela federação através da empresa cision. O valor é público, apresentado e discutido na assembleia municipal.
    Tenha orgulho no que de bom é feito na Marinha Grande, quem o faz por carolice e rigor, merece essa consideração.

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    • Claro que temos orgulho. apenas questionamos os critérios usados e os valores para umas e outras organizações. Nada mais. O que desejamos é que tudo corra bem, mas gostamos de ver todos serem tratados de forma igual, algo que é alheio à organização do rallye e apenas tem a ver coma autarquia.

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  8. Este Sr Nuno Ferreira foi o mesmo que se mostrou contra a aplicação de dinheiros públicos na criação de zona de lazer na mata? E contra a reabilitação das Piscinas de S Pedro? Pois… Só o Rally é que dá retorno financeiro… Turistas aos magotes no Concelho só dão … prejuízo! A não ser que sejam turistas para ver o Rally. Aí já é outro nível . Às vezes mais valia o Sr Nuno Ferreira estar calado antes de vir opinar sobre o que não sabe. Ou então seja coerente.

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  9. Estou a digerir um almoço de chanfana comprado num “pronto a comer” altura pouco indicada para digerir tanto numero. Qualquer coisa me está a lixar a digestão. Apelava ao meu caro amigo Armando Constâncio, para dizer algo relativo a um acontecimento Mundial com Moto-Bikes, há uns anos atrás. Quanto aos números, espero pela digestão.

  10. Tudo para o desporto da elite, nada para as atividades que englobam todos. Nesta CMMG é normal, o carreira com o seu motor, levou mais, muito mais de subsídio que clubes com dezenas e centenas de atletas. Clubes e associações que voluntariamente fazem trabalho social, trabalho que as câmaras têm como responsabilidade, mais desporto inclusivo, mais atividade cultural, mais ocupação, menos marginalidade, menos atividade policial. Querem retorno aqui está, mais trabalho das associações, menos dinheiro gasto ao estado. Mas como estamos habituados, esta CMMG gosta muito do elitismo.

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  11. A prova também se realiza em Pombal.
    Em quanto é que a Câmara de Pombal apoia o rallye? E as juntas de freguesia de Pombal onde é realizada a prova?
    Ou é a Câmara e a Junta da Marinha Grande (leia-se todos nós) que andam a pagar para o retorno mediático e económico do concelho de Pombal?

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  12. Ninguém nega o valor e importância do Rally para a Marinha Grande nem o mérito de quem o tem organizado, nem o retorno mediático que ele trás (retorno essencialmente para marcas e patrocinadores, já que, o que se avalia, é o potencial mediático da marca do rally, quantificando-se o valor que vão transferir para as marcas que o patrocinam, assim como quanto é que teriam que pagar para conseguir o mesmo efeito, ou seja pagando para aparecer nos meios de comunicação social onde aparecem agarrados ao Rally).

    Na prática, a tal Cision (segundo a sua homepage) quantifica quanto é que vale uma primeira página, 30 segundos na televisão, a presença numa homepage de um site, ou uma partilha numa rede social, e apresenta um relatório que especifica, como está a ser comunicada uma determinada marca por via do rally que apoia.
    Será que a Câmara se quer posicionar e afirmar da mesma forma que as marcas que patrocinam uma prova automobilística?

    Eu acho que mais importante que retornos mediáticos é avaliar qual retorno que trás a prova para a Câmara? E para o concelho?
    Justifica-se tamanho investimento? Não poderia ser feito com menos recursos financeiros? Não poderiam/deveriam haver mais patrocinadores já que o retorno é tão grande?

    Mas eu acho que, o que está aqui em causa é fundamentalmente, até que ponto um rally de pouco mais de um dia (tudo somado deve andar por aí) justifica um investimento de 89.000 euros?
    Para termos uma ideia, estamos a falar do preço de um apartamento T2, que uma família leva 30 ou 40 anos a pagar. Estamos a falar do custo de mais de cinco Renaults Clio a gasolina novos. Mais de 140 salários mínimos nacionais… que saem dos cofres da autarquia e se esfumam num fim de semana. O concelho consegue ir buscar os 89000 euros de retorno efetivo e palpável?

    Por fim, outras contas. A Cãmara disponibiliza na sua página os contratos de apoio dos anos anteriores, e os números são estes:

    2011 – 4.500 euros + 9000 euros atribuídos em fevereiro de 2012, para apoio ao rally vidreiro de 2011 e raly do centro de 2011
    2012 – 11.500 euros para o Rally Vidreiro e Rally do Centro de 2012
    2013 – Rally vidreiro 2013 – 13.400 euros
    2014 – Rally vidreiro 2014 – 14.000 euros
    2015 – Rally vidreiro centro Portugal 2015 – 14.000 euros
    2016 – Rally vidreiro centro Portugal 2016 – 36.500 euros
    2017 – Rally vidreiro centro Portugal 2017 – 46.000 euros
    2018 – Rally vidreiro centro Portugal 2018 – 67.000 euros
    2019 – Rally vidreiro centro Portugal 2019 – 89.000 euros

    No ano em que o Pelouro do Desporto muda de mãos o apoio duplica. Desde que este executivo tomou posse, o valor volta quase que a duplicar.
    O que é que justifica tamanho crescimento do valor do apoio?
    Esta tendência acompanha os apoios das restantes coletividades?

    • Caro anónimo das 22:46, tocou na ferida formulando no seu texto a ultima pergunta. É isso que a mim fundamentalmente me interessa enquanto cidadão deste município e enquanto dirigente associativo numa das tais muitas associações do concelho que movimenta centenas de atletas na pratica do desporto. A resposta à sua ultima pergunta é “OBVIAMENTE QUE NÃO” e é precisamente por esta resposta que, não sendo de modo algum contra o evento em causa, antes pelo contrário, me sinto um munícipe marinhense completamente indignado. Tenho esperança que desta vez, a oposição em conjunto reúna as suas forças e não deixe passar tamanha estapafúrdica proposta.

    • Sim!
      As festas tiveram o seu embrião há cinco anos quando o CAMG juntou várias associações da Marinha para realizar uma festa no final do rallye. No ano seguintes a festa do final do rallye foi coordenada pela cmmg. Nos anos seguinte ficaram conhecidas como festas da cidade, que coincidiam com o rallye, mas que o ano passado e este ano já não coincidem. O rallye e as festas são provavelmente os eventos sociais/desportivos que mais destacam a Marinha Grande

      • Só há uma comparação possível com as festas da cidade : o orçamento gigantesco. Nada mais. Mas ainda assim o retorno financeiro das festas, se não for superior, deve rondar o valor do investimento. Valor real, para a economia real, e para as coletividades, que por fim beneficiam os jovens estudantes, atletas, músicos, dançarinos, etc, os idosos, assim como os munícipes. Uma espécie de economia circular. Não é mediático. Esse, só dá dinheiro aos patrocinadores empresas.

  13. A expetativa de retorno sobre gastos recorrentes em estudos, festas e associações, como se a evolução da marinha grande devesse depender do dinheiro da autarquia para isso. Em próximos tempos de crise todos falarão apenas no necessário aumento de IMI para compensar o desperdício em animação e caridade alheias… E a HISTÓRIA repete-se!

  14. Não sendo contra qualquer actividade desportiva ou cultural no nosso concelho, antes pelo contrário não posso deixar as seguintes perguntas:

    Se a organização custa 163.000€, se a organização só consegue 73.000€ alguma coisa está mal, ou fazem as contas já a contar que é para a CMMG pagar?
    Uma organização cuidada não se deveria acautelar e só gastar na realidade o que tinha?

    Quanto paga os outros municípios e freguesias por onde o rally vai passar?

    Não será mais um caso de se estar a financiar o clube e não a prova?

    Quanto deveriam receber os clubes que levam centenas de miúdos a praticar desporto, isto porque o estado e as autarquias não fazem o deviam?
    Quantos praticantes de automobilismo temos no concelho para justificar tamanho investimento?

    Não esquecer que além do valor monetário a CMMG também terá de fornecer alguma logística, na minha modesta opinião será mais que o suficiente

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