CMMG

O PDM é um dos instrumentos essenciais para o desenvolvimento do concelho. Dele depende quase tudo o que diz respeito à organização do território. Veja-se o caso da necessidade de proceder à suspensão do mesmo quando se trata de autorizar certas obras. O PDM aqui do concelho tem andado a ser empurrado para a frente de uma forma totalmente inexplicável. A revisão do PDM é feita por fases, como é normal. A primeira é o estudo prévio; a segunda a proposta preliminar; a terceira a proposta final do plano; a quarta a discussão pública e a quinta a versão final do plano. Inicialmente estava previsto que a primeira fase estivesse concluída em Abril de 2015; a segunda em Julho de 2015; a terceira em Janeiro de 2016; a quarta em Abril de 2016 e a final em Agosto de 2016. Foram depois reagendadas para que a segunda fase estivesse concluída em 23 de Novembro de 2016; a terceira em 23 de Março de 2016 e a quarta e quinta em 23 de Setembro de 2016. Como não há duas sem três, houve uma nova recalendarização para a segunda fase estar concluída em 23 de Fevereiro de 2016; a terceira em 23 de Maio de 2016 e a quarta e quinta em 23 de Novembro de 2016. Mas como não acharam por bem ficar-se por aqui, foi de novo recalendarizada para que a segunda fase estivesse concluída em 15 de Maio de 2018; a terceira em 15 de Novembro de 2018 e a quarta e quinta em 15 de Maio de 2019. Como se isso não bastasse, agora querem recalendarizar de novo para que a segunda fase esteja concluída em 11 de Novembro de 2019; a terceira em 13 de Janeiro de 2020; a quarta em Março, Abril e Maio de 2020 e a quinta em 4 de Julho de 2020. Ficará por aqui? Qual é a parte em que não perceberam que o desenvolvimento de um concelho não pode estar a ver ser recalendarizada ad aeternum a revisão do PDM? Será esta a planificação que quem nos tem governado acha que é a que o concelho necessita? O contrato inicial para a elaboração da revisão do PDM foi assinado pelo ex-presidente Álvaro em 2014 e, desde então, tem sido o que as datas mostram. Para cúmulo, a empresa que iniciou os trabalhos agora quer passar a sua tarefa para uma nova empresa. Ou seja, andaram quatro anos e meio a engonhar e agora vão ter que começar tudo de novo com uma nova empresa que, curiosamente, é proposta pela empresa que mostrou não estar à altura de cumprir com o que se comprometeu e a câmara prepara-se para aceitar a transferência de contrato sem questionar nem apurar responsabilidades. Mas não será de espantar porque as prorrogações de prazo foram sempre sendo aceites pacificamente, uma das quais já com a assinatura do Caetano.


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8 comentários

  1. Enquanto não for feita a revisão do PDM, a freguesia de Moita continuará a ser a única em Portugal que não está incluida em nenhum PDM. Sem regras defenidas continua tudo ao sabor da vontade dos autarcas da CM, por isso, tudo o que se faz ou não faz, depende muito do estado de espírito dos eleitos, nos momentos das decisões! Enquanto se sucedem os adiamentos infindáveis, mantem-se esta freguesia em roda livre…!

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  2. Suspender o PDM, para aprovar uma obra!?
    Fod*-s*!
    Então para que raio serve essa merda!?
    PALHAÇADA!!!
    … que custa milhões, em salários, para gente inútil!

  3. O problema é que a revisão do PDM , nunca existiu na Marinha , foi sempre uma utopia montada por todos em prol de alguns que nem mesmo assim conseguiram vingar o que é duplamente vergonhoso para todos , os únicos prejudicados são os proprietários de direito , que são donos e senhores e nada nem ninguém os defendem !!!só nesta triste cidade , em que quem manda nada tem , e pensam ser donos de tudo , só se passa nesta cidade , que poderia ser um exemplo a nível nacional , a par da indústria que tanto representa a Marinha Grande

  4. O PDM da Marinha é das maiores aberrações que já vi em termos de ordenamento territorial. Fora a discussão sobre se o período de vigência ser ou não curto, a morosidade da revisão e a sua aplicação serem árduas de contornar, esta Câmara deve bater o recorde nacional: o actual PDM é de 1995, tem 24 anos! Não percebem que a Marinha não é a mesma do ano passado, quanto mais a de há 24 anos atrás!!! Muitos tem sido largamente lesados por RANs que não o deviam ser, estradas variantes fantasmas que bloqueiam tudo o que abrangem, áreas agro-florestais…e isto vai perdurar. Apetece-me mudar de cidade!

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