TUMG

TUMG, a empresa municipal que, não fosse o dinheiro que é injectado pela câmara, deveria ter já sido encerrada há muito. É a empresa que o PS acha que deve ser mantida aberta, mas que todos os outros acham que é apenas uma forma de manter vivo o sonho de alguns. Apesar de ter sido defendida acerrimamente pela Fátima há dias numa reunião de câmara – que temos que reconhecer que não percebemos se ela estava ali na qualidade de ‘boss’ da empresa municipal ou se estava com a camisola do partido vestida atenta a forma acalorada com que defendeu a dama, com argumentos muito próximos do que é uma discussão politica – é muito, mas mesmo muito discutível se a empresa é mesmo necessária. Que função é desenvolvida por aquela empresa que não pudesse ser feita por um departamento da câmara? Cremos que tudo o que é feito pela TUMG poderia sê-lo pela autarquia. Claro que isso traduzir-se-ia numa derrota de todos os que têm vindo a defender a manutenção da empresa aberta, mesmo que sendo mantida viva a balões de oxigénio. Ver os eleitos vangloriarem-se porque a empresa conseguiu estender uma linha até à Moita ou que irá até à Vieira é triste porque mostra o quão pouco são as suas aspirações a criar mais e melhores condições para os munícipes. Mas, para além da discussão politica que poderá ter-se em torno da sua existência, existirá uma verdadeira separação do que é a empresa municipal do que é a actividade da autarquia? Os factos mostram que não. Nas reuniões de câmara fala-se na TUMG como se fosse algo na qual os eleitos com pelouro mandassem, reconhecendo que a empresa não tem verdadeiramente autonomia. A TUMG, por seu lado, nada faz de forma autónoma. Quem vai ao site institucional da empresa aquilo que vê é um local onde a informação é escassa e se percebe que é mantido de forma amadora. Basta ver-se a informação que aparece na página inicial. Um texto mal amanhado, escrito em negrito, que deverá ter sido feito em cima do joelho por quem parece que mal sabe editar uma página e onde se percebe que não houve a mínima preocupação em dar um aspecto atractivo e minimamente profissional. Fez-se o mínimo que era possível fazer só para que não se diga que não fizeram nada. Com as festas quase a começar, é no site da câmara que surgem informações que tinham que estar obrigatoriamente no site da empresa, se ela fosse gerida com o mínimo de profissionalismo. Uma vez mais é a câmara a fazer o trabalho que deveria estar a ser desenvolvido pela empresa municipal. Dito isto, para que queremos uma empresa municipal? Quais as vantagens que existem em se ter aquela estrutura? Não seria mais racional incorporá-la nos serviços da câmara, ainda que com a autonomia necessária? Se a empresa municipal existe, porque se limita a fazer os mínimos admissíveis, sem que tenham o rasco de inovar? Valerá a pena manter-se a empresa municipal viva só para que alguém possa intitular-se presidente de uma empresa e não apenas funcionário público? Valerá manter a empresa vida apenas para que os políticos não tenham que reconhecer que andaram estes anos todos a ‘vender’ a ideia da necessidade da existência de uma empresa cuja existência não tem qualquer mais valia?


Seguir
( 4 Seguidores )
X

Seguir

E-mail : *

Comentar com conta do Facebook

comentario(s) no Facebook

10 comentários

  1. Este Post deve ser do +Concelho, eles é que andam a defender essa situação desde 2013, ou então ao fim de tantos anos conseguiram
    ter a mesma opinião

  2. Caro Curioso,
    O aparecimento das EM teve como propósito dar uma ferramenta as autarquias para ir de encontro a uma profissionalização de alguns serviços prestados e tem um objecto social alargado para poder dar soluções ( sem a intervenção direta politica) aos vários problemas existentes, para estar aberto a participação de outras entidades sejam elas públicas ou privadas.
    Existem exemplos no pais de EM municipais que apresentam soluções e resultados positivos mas alargaram o leque de serviços tal como indico.
    para esclarecimento :
    Empresas locais(EM )
    As empresas locais são sociedades constituídas ou participadas nos termos da lei comercial, nas quais as entidades públicas participantes possam exercer, de forma direta ou indireta, uma influência dominante em razão da verificação de um dos seguintes requisitos: Detenção da maioria do capital ou dos direitos de voto; Direito de designar ou destituir a maioria dos membros do órgão de gestão, de administração ou de fiscalização; qualquer outra forma de controlo de gestão.
    Qualquer uma das entidades públicas participantes pode constituir sociedades unipessoais por quotas ou sociedades anónimas de cujas ações seja a única titular. A constituição de sociedades unipessoais por quotas ou de sociedades anónimas unipessoais, nos termos do número anterior, deve observar todos os demais requisitos de constituição previstos na lei comercial. As empresas locais são pessoas coletivas de direito privado, com natureza municipal, intermunicipal ou metropolitana, consoante a influência dominante prevista no n.º 1 seja exercida, respetivamente, por um município, dois ou mais municípios ou uma associação de municípios, independentemente da respetiva tipologia, ou uma área metropolitana. A denominação das empresas locais é acompanhada da indicação da sua natureza municipal, intermunicipal ou metropolitana, respetivamente E. M., E. I. M. ou
    E. M. T. Apenas podem ser constituídas empresas locais de responsabilidade limitada”. (Artigo 19)
    No que respeita ao objeto social das empresas locais, o mesmo deverá exclusivamente respeitar à exploração de atividades de interesse geral (artigos 45.º a 47.º) ou à promoção do desenvolvimento local e regional, conforme disposto nos artigos 48.º a 50.º do RJAELPL.
    O legislador opta por separar as empresas locais em duas secções distintas, consoante o objeto, por um lado, as empresas locais de gestão de serviços de interesse geral, por outro, as empresas locais de promoção do desenvolvimento regional. Em ambos os casos são enumerados as diversas atividades que podem fazer parte do objeto social das empresas locais:

    Gestão de serviços de interesse geral: Educação, ação social, cultura, saúde, desporto, estacionamento público urbano, abastecimento de água, saneamento, gestão de resíduos, transporte de passageiros e distribuição de energia elétrica;

    Promoção do desenvolvimento local e regional: infraestruturas urbanísticas, gestão e reabilitação urbana, habitação social, produção de energia elétrica, desenvolvimento urbano e rural intermunicipal.

    • Caro Leonel Duarte. Agradecemos a reflexão que fez, no entanto continuamos sem conseguir perceber o que é que a TUMG faz que não seria feito num qualquer departamento da câmara e qual a vantagem da sua existência.

  3. Gostaríamos de compreender como é a TUMG que não tem dinheiro para o “pitrol”, como se costuma dizer em linguagem popular, e se predispõe adquirir uma viatura eléctrica em 2019, nunca vimos nenhuma, mas isso somos nós, nem conhecemos nenhuma intenção de compra de nenhuma outra empresa de transportes, pelos valores que são apresentados no quadro anexo.

    Enquanto isso as colectividades, associações e clubes do concelho debatem-se com inúmeras dificuldades no transportes. O papel da câmara não seria apoiar a compra de viaturas?
    Seá para agradar ao governo? Manda comprar viaturas eléctricas e compra comboios a DIESEL! Mas…
    ” rel=”nofollow”>

  4. Caro curioso ,
    se a gestão fosse realizada por um qualquer departamento saberíamos que este serviço prestado era deficitário? a sua gestão seria escrutinada? existe uma responsabilização por parte da gestora em apresentar soluções que doutra forma estaria refém de jogos políticos, na minha opinião existem outros serviços que poderiam serem delegados a esta EM um deles é o serviços de águas e saneamento.

    • Caro leonel duarte. Parece-nos que poderia sempre saber-se como seria a gestão e se ela seria ou não deficitária do mesmo modo como se pode saber como é feita a gestão de todos os serviços. Basta que se peçam as informações e elas sejam dadas. Temos dúvidas que exista essa responsabilização da gestora. Já viu alguma melhoria da informação prestada aos utentes? Quem ouviu a gestora na reunião de câmara a dar explicações percebeu que ela é parte do jogo politico, nem sendo necessário saber que foi integrante de uma lista. No que diz respeito a águas e saneamento, não concordamos. Basta ver o que acontece actualmente com o envio das facturas aos consumidores, feito por empresa privada, que é claramente ineficaz. As EM não podem servir para esconder a incompetência dos governantes que se refugiam no ‘equema’ de colocar em EM os serviços que eles não conseguem gerir.

  5. Caro Curioso,
    Da parte da gestora já existe essa responsabilização pelo simples fato que estar a debater o assunto e sendo ela a gestora fica no seu curriculo esses resultados e a satisfação e avaliação dos consumidores.
    No que concerne o AA, as EM tendencialmente apresentam por são obrigadas a isso um gestão mais eficaz e eficiente dos serviços, no caso das que prestam serviços no AA e saneamento em praticamente todos os indicadores apresentam resultados positivos e que vão de encontram as necessidades dos consumidores, estão afirmação é feita com base numa dissertação que terei todo o prazer em lhe facultar, desta forma poderá esclarecer e poderá alterar a sua percepção sobre o assunto.
    O largo tem um histórico e informação (em muito semelhante ao corvo de três olhos da guerra dos tronos) em que passa a ser a memoria dos acontecimentos políticos na Marinha Grande e gostaria de o desafiar em apresentar um episódio em que existiu escrutino interno e responsabilização sobre chefes de divisões como acontece na EM e já agora escolha um qualquer serviço e peça informação do desempenho do mesma e avalie o seu desempenho(económico e satisfação) e poderemos debater o assunto se assim o entender.

    • Caro leonel duarte. Não existe escrutínio interno não porque não possa ser feito, mas porque os políticos mostram estar reféns do poder instalado no seio da autarquia. Isso não significa que ele não possa existir, basta que se queira. A coragem dos políticos de afrontar o poder instalado é algo que não tem existido, mas não tem existido a todos os níveis, seja na autarquia seja na empresa municipal. Dito isto, não é pelo facto de não se usarem os mecanismos que existem e que permitiriam que se fizesse um apuramento de responsabilidade que devemos aceitar que se escolham outros caminhos.

Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado.

  
Please enter an e-mail address

Postar Comentário