CMMG

Cada um faz a gestão do que é seu como bem entende, mas é cada vez mais notório que existe algo que não funciona no concelho. Não nos referimos apenas ao que se passa na autarquia e tudo o que a envolve. Referimos ao quarto poder (daí ele poder ser assunto) e ao papel que ele deveria ter no concelho e o quanto deveria informar, e não informa, optando por se colar ao poder instalado como se tudo estivesse bem. É a segunda vez que falamos neste assunto porque nos parece que há coisas que não ficam bem e que mostram que quando comunicação social se cola ao poder instalado algo vai muito mal. Hoje não há os lugares habituais para fazer os tradicionais piqueniques. Em dia da espiga, os Marinhenses não vão poder ir cumprir a tradição. Já antes dissemos que a história de alargar as festas da cidade para este dia tinha água no bico e hoje confirma-se o que escrevemos. Não havendo lugar para onde irem os munícipes, havia que criar uma qualquer distracção que possa tentar colmatar a falta de limpeza das matas. Assim vão poder dizer que a câmara até nisso pensou para que os que aqui vivem não ficassem sem ter onde ir. Mas a verdade é que não há pinhal onde se possa ir, apesar das promessas. Ainda assim a manchete de primeira página vai no sentido de dizer que a tradição de cumpre! Não fosse alguma coisa estar muito mal e a manchete não poderia ser essa porque, na realidade, a tradição não se cumpre porque o poder nada fez para que isso pudesse acontecer. De um lado o ICNF com letargia conhecida, do outro a câmara que andou a bajular os que aqui vinham sem nunca lhes ter posto o dedo no nariz. Esta é a realidade que a comunicação social deveria ter feito manchete e não fazer o favor à presidente de dizer que há como cumprir a tradição. A comunicação social está ‘vendida’ ao poder instalado, algo que se nota a cada edição, uma com mais relevância do que outras. Quando assim é, como já escrevemos, mal estão os munícipes, mas muito bem está a câmara que bem pode pagar a avença por tudo aquilo que é deixado de escrever. É muito triste aquilo a que se assiste.


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17 comentários

  1. A força que outrora a câmara tinha junto do governo e suas instituições perdeu-se, porque não temos uma câmara com mão de ferro, e alguém capaz de dar uma dúzia de murros na mesa, se necessário. Jamais isto teria acontecido há 15/20 anos atrás.
    Quem lá está ainda não percebeu que não é com beijos e abraços e com ansia de agradar a todos que se vai a algum lado. Alguma vez um autarca da Marinha Grande de há 15/20 anos atrás iria permitir uma coisa destas? Ainda para mais quando cá vieram e anunciaram que tudo estaria pronto para a quinta-feira da ascensão? Um autarca que se prese jamais se calaria, e nunca teria saído de cima do ICNF e Governo até que tudo fosse limpo atempadamente. Descansam na sombra.
    Quanto ao jornal, basta olhar para as fotos dos artigos do jornal nos últimos tempos e comparar com outros de há uns anos para cá. É por isso que eu já deixei de ler, há muito tempo.

  2. O Jornal da Marinha é uma vergonha nacional. Vendido à Cidália que lhe paga chorudas quantias de dinheiro, com o nosso dinheiro! Para esconder e branquear a incompetência dela, da Celia e do Caetano.
    A Mata está uma desgraça e nem uma palavra ou reportagem sobre o assunto…

  3. Estas relações Câmara / Jornal da Marinha Grande deveriam ser bem investigadas, estes ajustes diretos são muito, MUITO ESTRANHOS.
    Há tempos responsáveis de duas entidades diziam “hoje em dia tudo se compra tudo se vende” .
    No Norte já há ação no terreno, e aqui?

  4. Quando só há um dono de todos os órgãos de comunicação social de um concelho, como é o caso, o rádio clube marinhense e o jornal da marinha são do mesmo tipo, dá nisto. Deixem de comprar esse pasquim e de ouvir essa treta de rádio e de lá fazer publicidade. Talvez assim deixem de andar de porsches com o dinheiro de todos nós. “Inbestigue-se”

    • Sim é. O problema está no facto de o pinhal ser, por assim dizer, o nosso quintal, o quintal do concelho e nós não exigimos a quem tem obrigação de limpar que o faça, pelo contrário, ainda damos palmadinhas nas costas e arranjamos sempre desculpas para o que está por ser feito.Tem sido assim desde os incêndios.

      • Foi a paga que tivemos por termos ajudado a reflorestar alguns talhões nem se lembraram da tradição da Marinha Grande

    • Sim, quem tem de limpar é o ICNF, mas na total displicência deste, tem de ser a CMMG a pressioná-los, porque a CMMG é que nos representa pelo voto, e a mata é um bem comum, isto é, é de todos.

    • ÀS tantas a dita Sra Presidente ainda fára essa “homenagem”, que seria a vergonha. Homenagear um individo que a única coisa que faz e mal é promoçãodo poder miserável.

  5. Pelo que se vê é essa a intenção, acabar com as tradições, tirar aos Marinhenses tudo que lembra que também temos um passado do qual muitos de nós gostamos de lembrar.

  6. Não é por falta de dinheiro. É sim por falta de capacidade/qualidade, das pessoas que foram colocadas pelos votantes na Câmara.

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