CaetanoCidáliaPS

Segunda percebeu-se que há algo de errado no seio do executivo permanente. Em condições normais todos falariam a uma só voz. Não foi o que aconteceu! O Caetano surpreendeu todos com a sua ideia para dar ocupação a parte das instalações da FEIS e para a localização do mercado. Se a proposta viesse de um dos elementos da vereação sem pelouros seria compreensível. Vindo de quem está sentado ao lado da presidente apena pode ser visto como uma forma de tentar sobrepor-se a ela e conseguir ganhar protagonismo. É, aliás, notória a necessidade que o Caetano tem em mostrar-se mais afável do que a Cidália, seja nos momentos em que é ele quem conduz a reunião de câmara, seja em todos os momentos em que dispensa sorrisos, apesar de não dar soluções. O que aconteceu na reunião de segunda mais não foi do que uma desautorização da presidente e uma forma de sobrepor-se a ela, tanto mais que, ouviu-se depois, há uma ideia que está em curso. Compreender-se-ia que a troca de opiniões pudesse acontecer numa reunião entre eles, sem que mais pessoas estivessem presentes e em que não houvesse transmissão, mas nunca como aconteceu. Não queremos com isto dizer que os vereadores devem seguir cegamente as ordens que lhes são dadas, mas, goste-se ou não, a eleita para presidente foi apenas uma e não faz sentido que o vice-presidente expresse uma opinião diferente daquela que a presidente tem para o mesmo assunto, mesmo que a dela possa não fazer sentido ou possa estar errada, quando dali deveria sair uma posição consensual, ainda que discutida entre eles. O Caetano não procurou tirar o tapete apenas ao ‘chefe’ do PS local, procurou, de uma forma claramente ostensiva, mostrar que está ali para ganhar protagonismo. Não deixa de ser interessante ver-se a ascensão que está a tentar ter não apenas no partido, onde aliás se inscreveu já depois das eleições, como no seio da câmara. Resta saber quanto tempo a Cidália irá aguentar tudo isto quando se percebe que no pelouro dele nada continua a andar e que, depois do que se assistiu, a decisão mais lógica teria sido a retirada de pelouros. Quem irá vencer a disputa pelo protagonismo que começa a ser evidente existir?


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4 comentários

  1. Pela postura da senhora referida, logo se viu que o Município não tinha ganho uma presidente para todos, mas sim, uma senhora que terá de fazer o que lhe mandam por alguém do seu gabinete, e esse alguém pouco ou nada sabe como governar uma cidade, pois os seus olhos nunca saem do seu umbigo. Pós 25 de abril, será este o pior executivo que esta câmara já teve? Acho que sim, sem margem de dúvida. Curioso ver qual será o discurso que a senhora irá proferir, uma vez que nada é feito, tudo anda descontente. Será que quando ela iniciar o discurso os munícipes irão abandonar a frente dos Paços de Concelho?

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