PCPPS

Ontem assistiu-se a algo que já se previa, mas que alguns achariam impensável. A Cidália ‘comeu’ o PCP e este serviu ontem o seu chefe de bandeja. Há uns meses, quando o orçamento estava a ser discutido, o PCP viabilizou a proposta de orçamento porque conseguiram que fossem incluídas verbas para a Junta da Marinha, mas também para saneamento. Sem que houvesse projectos em curso, essa verba sabia-se, mais ou menos, que foi uma verba incluída apenas para que o PCP deixasse passar o orçamento. Ontem percebeu-se que o PCP foi ‘comido’ quando a modificação ao orçamento que foi levada a votos continha a retirada daquilo que tinha sido a condição para que o PCP viabilizasse o orçamento. Quem confia em quem não deve dá nisto. Claro que se percebeu que o Aurélio deixou passar a modificação para que o PCP ficasse numa situação incómoda de terem viabilizado um orçamento com uma condição que, dois meses e meio depois, é retirada e ficar politicamente fragilizado depois de terem perdido uma batalha na questão da aprovação do orçamento. Agora a ‘guerra’ é entre PS e PCP, um porque enganou, outro porque foi enganado, tendo sido um dos momentos politicamente mais curiosos dos últimos tempos. Para alguém que anda na política há tantos anos e só fez isso na vida, não deixa de ser curioso o facto de o líder do partido ter caído na esparrela do que mais ou menos se sabia que iria acontecer. Hoje o PCP pode dizer que foi enganado, mas apenas porque o quis ser.


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17 Comentários

  1. Ou seja o Aurélio só serve para tramar os outros. Anda a brincar com os marinhenses, sim porque para ele o mais importante é andar na palhaçada e sem coerência. Os marinhenses não são importantes são um meio para os fins. Por isso cada vez mais o mpm está a entrar em descrédito e os seus simpatizantes a desmobilizar. Parece-me que um dia o Aurélio vai ficar a brincar sozinho.

  2. Este anónimo é mesmo engraçado.
    Entao o curioso diz que a guerra é entre o PS e o PC, e pela descrição assim parece e o seu foco é no Aurélio.
    Sinceramente querem á força dizer mal do homem, mas arranjem dados concretos, para nao estarem a inventar histórias porque estão com medo

  3. Pois é, o Aurélio incomoda o poder instalado. Ao contrário da CDU, do +C e do PSD o MpM nunca se deixou enrolar nas falinhas mansas do PS.
    Ainda bem que lhe dão tanta importância. Eu também acho que ele é importante, ou melhor., o único que tem capacidade para melhorar a nossa terra.
    Por isso merece a nossa confiança e vou votar nele se ele se candidatar. Espero que sim.

    • Caro Anónimo,
      Esse tal Aurélio está é todo enrolado no palavreado das próprias intervenções, tal e qual uma pescadinha de rabo na boca. Se você tivesse um bocadinho de cérebro veria logo que, nem frito com arroz de tomate, esse emplastro convence alguém.
      Cumprimentos

  4. Com o executivo PS e sem suficiente apoio político, a situação deteriorou-se rapidamente. O maior perigo surgiu quando os acontecimentos conduziram a uma aliança de facto entre o PS e a direita reacionária do MPM, cacique das forças de extrema-direita. Como a experiência mostra, aprovar ou assinar um papel não é cumprir o que nele se diz. O PS e a direita reacionária do MPM, ganharam traiçoeiramente uma batalha, mas a guerra está longe de chegar ao fim. Enquanto não se limpar a máquina do PS dos elementos reacionários que conspiram intensamente, sabotam e preparam golpes, a autarquia e os marinhenses não estão convenientemente defendidos. Neste preciso momento em que se adensa a conspiração e a ameaça contrarrevolucionária terrorista de Cidália, que se pode esperar à ação do Executivo, por parte do PCP? As posições do PS, com a conivência da direita autárquica do MPM, vão ser denunciadas e punidas sem contemplações, disso não se devem iludir as forças reacionárias e conservadoras. Os membros do Partido no executivo combaterão firmemente eventuais posições e propostas de direita, travarão ao nível dos órgãos do poder precisamente a mesma batalha política e revolucionária que outros militantes travam em todos os locais de trabalho, nas ruas, nos sindicatos, nas coletividades e organizações de massas. Onde quer que se encontrem, os comunistas lutam sempre com a mesma orientação e os mesmos objetivos. O camarada Zé Luís trava uma batalha difícil, mas confiamos que sairá dela reforçado, com o apoio de todos os marinhenses. Vale mais um Zé Luís sem cabeça do que as cabeças reacionárias da Cidália e do Aurélio!

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    • A batalha do Zé Luís é com a Alexandra. Porque é que ela não foi à reunião? Não foi à reunião em que a CDU deixou passar o orçamento com a desculpa da adutora e do saneamento. A verdadeira razão foi o edifício da Junta que serviu de moeda de troca.

      Agora ficaram arrasca e tudo aponta que a Alexandra se está a por a jeito para lhe fazerem o mesmo que fizeram ao Barros Duarte. Tirar a confiança politica.

  5. Estou contigo, cidadão Anónimo,
    Compreendo a tua indignação e essas reticências, que representam um suspiro poético de cariz revolucionário e progressista.
    Vem até ao Centro de Trabalho temos uma ficha de inscrição para te entregar, futuro militante.
    Aguardo por ti, vem e traz um amigo também…

  6. Camarada Zé Luis trava uma batalha difícil.. diz este caramelo. Enfim, farinha do mesmo saco. Dengucho, volta, tás perdoadinha, mor! Abre essa goela como só tu sabes!!

  7. … e assim vai caminhado o Aurélio rumo à presidência da Câmara. Já conquistou mais um adepto, Eu. Sou, sempre fui e sempre serei de esquerda, o que não invalida o reconhecer o valor do Aurélio, seja ele de direita centro ou esquerda, mas a verdade é que se apresenta como independente. Aurélio, definitivamente estou contigo.

    • Estimado Anónimo,
      Temos que reconhecer que o Aurélio é um verdadeiro Cadichon da política. Recomendo a obra de Condessa de Ségur de 1860, que aborda esta matéria, de forma exemplar, diria até didáctica.
      Boas leituras

    • Caro João Pires,
      Essa autora é muito considerada, nos meios políticos; muito na linha da obra “O reinado da Sandice”, do grande politólogo José Agostinho de Macedo; obra obrigatória para quem quer iniciar carreira política.
      Um abraço,

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