FEISMercado

O texto do PS ontem fez referência ao mercado e ao facto de estarem à espera que haja autorização para que parte dos terrenos destinado à zona desportiva possam ser afectados para outro fim. Há, desde logo, algumas questões que se colocam. Será concedida autorização para que os terrenos possam ter outro fim? Temos alguma dificuldade em acreditar que isso possa acontecer uma vez que alterar algo que foi decidido num determinado sentido não é fácil. Mas admitindo que seja concedida autorização, a construção do mercado trará custos de milhares de euros para além de, tal como está previsto, poder ir implicar que haja demolições a serem feitas e realojamentos. Isso trará mais custos. Além disso, a construção de uma estrutura como a que se prevê poder vir a ser construída traduzir-se-á na construção de mais um ‘elefante branco’ cujo aproveitamento ficará muito aquém do que se poderia desejar. Actualmente não se pode pensar de forma redutora e querer construir uma estrutura grande para que possa ser usada duas ou três vezes por semana. Os políticos, todos, parecem estar fixados numa solução sem que tenham ainda aberto outras possibilidades. A compra da FEIS deveria ter já levado a que os políticos se sentassem e pensassem a terra. Ninguém sabe ainda o que ali irá ser feito nem sequer se há ideias. depois de afastada a ideia absurda de ali poder ser colocada a piscina, haveria que pensar no destino a dar àquelas instalações, destino que não poderá ser desassociado da possibilidade de ali ser construído o mercado. As instalações da FEIS têm tudo para possa ali ser instalado o mercado juntamente com outras valências que, complementando o mercado, poderia trazer a vida ao centro tradicional. Com os estaleiros por perto a darem suporte ao estacionamento de carros e camiões, o mercado poderia retornar ao local de onde nunca deveria ter saído. A par disso, a possibilidade de ali serem criadas outras valências, seja de diversão nocturna, restauração ou actividades culturais poderia permitir dar ocupação plena àquele espaço. Quem conhece o que se fez numa velha fábrica em Lisboa poderá ficar com uma ideia do aproveitamento que se pode dar a espaços com peso histórico, sem grandes custos. Parece-nos que os eleitos, todos, deveriam colocar de lado as divergências e pensar no futuro da Marinha, não adiando mais o que deve ser feito. Em vez de estarem a pensar em construções megalómanas que não irão ter aproveitamento e que irão ser um desperdício de dinheiro, deveriam pensar numa solução integrada que pudesse dar aproveitamento ao que já existe. Lamentavelmente não cremos que eles queiram ou, pior que isso, sejam capazes.


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16 comentários

  1. Olha o PS a pensar alto. Meu Deus. Tanta hipocrisia. O mercado é uma construção simples e barata. Mãos a obra rapidamente e não se desculpem com os terrenos. Isso é uma invenção para não fazer a obra e termos ali uma coisa que envergonha a Marinha que é Grande.

  2. Problemas com 30 anos, não se resolvem com soluções de à 30 anos.
    Usem a cabeça, acéfalos!
    Justifiquem os salários que recebem… Ou saiam. Tenham essa honradez!

  3. Com que então um mercado no coração histórico da Marinha Grande? Com que então há uns quantos que se mostram disponíveis para colocar na “alma” da Marinha Grande uns quantos vendedores de couves e hortaliças? Com que então, no berço da Marinha Grande, advogam a colocação da venda dos carapaus abertos? Ganhem juízo cambada de ignorantes. Aquele local é algo que representa TUDO o que há de mais nobre para os marinhenses. Deixem-se de folclorices.

      • Caro Curioso, não desvie os assuntos. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Esse é outro assunto. Não invente. Pode especular mas não pode fazer afirmações sem números concretos que o caro nem ninguém tem, neste momento.

      • Caro Anónimo. Não há qualquer especulação. São factos. É uma questão de opinião ou também é daqueles que rejeita todos os que pensam diferente de si?

  4. Quando se pega no exemplo de “uma velha fábrica abandonada” em Lisboa, para tentar replicar uma solução para um problema que a politiquice criou em 2005, está-se completamente desfasado da realidade. Primeiro, Lisboa é só a Capital deste país, com mais de meio milhão de residentes (sem contar com arredores) e mais de um milhão de turistas em permanente circulação e a Marinha Grande é uma pequena cidade com pouco mais de 30.000 habitantes.
    A “velha fábrica abandonada de Lisboa” foi só mais um conjunto de ruínas de propriedade privada, sem passado e sem história. A Fábrica Escola Irmãos Stephens é o nosso Castelo. É o berço e a história da Marinha Grande. É o símbolo da nossa memória colectiva. É propriedade dos marinhenses.
    Cabe-nos a nós, agora que despida da sua actividade industrial, dotá-la de valências que a coloquem no roteiro da arqueologia e da museologia ligada à história do vidro, promovendo-a como produto turístico de excelência. TODA a FEIS deverá ser Museu, afirmação de cultura e de identidade em que se fundiu a têmpera de fornadas de vidreiros, que temos obrigação de lembrar e de honrar.
    Confundir a génese deste património com a exposição de couves de cortar, de azeitonas, de lentriscas, de bacalhau ou de carapau enjoado, é uma ofensa.
    Nem sequer me apetece discutir os aspectos técnicos que possam ser considerados, mas alguém pensou por onde entravam e saíam os carros e camionetas para terem acesso ao estúpido mercado? Pela Várzea? Pela Rotunda do Atrium?

    • Caro A. Constâncio. Poderá ter razão em muita coisa, não pomos em causa, mas crê que algum executivo camarário, a julgar pelo que tem acontecido, consegue valorizar o património Stephens? Não foram capazes de valorizar a Resinagem, não conseguem aproveitar o velho Teatro Stephens e acha que vão conseguir fazer algo ainda maior? Não acreditamos. Mas aqui coloca-se a questão: não se aproveitando a velha Stephens para um mercado contemporâneo e não sendo possível aproveitar o Atrium, o que se faz?

      • Não sendo possível aproveitar o Atrium????
        Porquê? Só porque sim não chega.
        Os mercados tradicionais em áreas cobertas, tal como os conhecemos, têm os dias contados.
        Ou são mercados de rua, como o de Pataias e muitos outros, ou serão as grandes superfícies.
        É uma questão de mais dez ou menos dez anos.
        Valerá a pena gastar milhões?

      • Caro A. Constâncio. Não é possível na medida em que é uma opção já descartada pelo poder político.

    • Caro A. Constâncio,
      Só por curiosidade, você é aquele personagem caricato que estoirou uma pipa de massa dos contribuintes num mercado municipal que nunca funcionou?
      Obrigado

      • A mim pode sempre reconhecer-me porque dou a cara.
        Já você, será aquele vigarista falido que deixou dívidas por tudo o que era sítio?
        Ou é mesmo só um provocador de cartilha tirada, que se esconde por detrás de uma identificação em que se auto-avalia?

  5. Caro Armado Constâncio,

    Prezo muito o meu amigo, mas deixe que lhe diga que está enganado,, Essa da “velha fábrica” de Lisboa deve ser dirigida para nós!
    Mas deixe.nos dizer que será uma das boas ideias para resolver o problema que a câmara agora tem em mãos. Se. como bem disse o Curioso, se não conseguem dinamizar o que já têm em mãos, como vão dinamizar a Fábrica Stephens? Amenos que o executivo tenha ideias…o que duvidamos….mas…!
    Não me causará qualquer problema, ver na Stephens ver alguém a vender couves , presunto, fruta, tremoços ou seja o que for…há espaço para tudo e para todos. E os irmãos Stephens não se importarão! Diz ainda que a Marinha tem 30.00 o habitantes (o concelho terá 40.000!?). Quererá com isto dizer que não tem população suficiente para manter vivo tal espaço!
    Desculpar-nos–á mas não concordamos! Basta ir ao “Shopping de Leiria”, seja a que dia e horas que forem que encontra sempre imensos marinhenses. Verdade?! Passamos o tempo a dizer que vamos comprar tudo a Leiria, mas se não criarmos condições locais para a população como querem que se fixem na Marinha?
    A Stephens tem espaço para tudo, para as nossas memórias, para o antigo e para juntarmos a modernidade.
    Não podemos viver apenas do passado, ainda que devemos sempre preservar as nossas memórias!

    Por uma Marinha…grande!

  6. Caro Vilas,
    Sabendo que é uma pessoa humilde, trabalhadora e educada, que luta contra a prepotência e o imobilismo, estava mais uma vez preocupado consigo.
    Parece coincidência, o caro Vilas é quase sempre antecedido de “banners”, desta vez são amarelos! Bem-haja, óptimo ter aparecido para por ordem nestes comentários, especialmente deste A. Constâncio, que é um daqueles personagens muito imaginativos, especialmente quando têm na mão o dinheiro do POVO. Caro Vilas, mostre o que vale, caso contrário o homem ainda vai fazer um mercado no Largo das Calhandrices.
    Faltava agora esse tal A. Constâncio! O incompetente do Curioso não tem nenhuma capacidade argumentativa e não consegue impor a autoridade. Devia ser o Vilas a tomar conta do LC, para elevar o nível deste espaço, tornando-o mais eclético, pois isto assim ainda acaba por fechar!
    Um grande abraço, deste seu amigo

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