CMMG

De certo modo, quando Cidália se candidatou quisemos acreditar que a sua promessa de melhorar os serviços era para ser cumprida. A ideia de poder tomar medidas nos primeiros 100 dias de mandato foi algo em que quisemos acreditar, apesar de, no intimo, termos dificuldade em ver como o iria fazer. Os 100 dias passaram e, como se sabe, nada mudou. Já antes o escrevemos, parte do que pensámos que iria ser feito seria proceder à mudança das chefias no seio da câmara. Em vez de fazer isso, a Cidália optou por fazer umas alterações cosméticas sem chegar ao cerne da questão e ao âmago dos verdadeiros problemas que existem na câmara. Mercê disso, os papéis acumulam-se e os munícipes sentem na pele aquilo que são os atrasos e a falta de resposta. Mas não são apenas os munícipes. Nota-se que nem aos vereadores da oposição são dadas respostas o que leva a concluir que o problema é endémico. E qual a solução? Não é possível querer mudar comportamentos e procedimentos se não se mudarem aqueles que os implementam e comandam. A câmara tem nos lugares de chefia pessoas cristalizadas, que parecem querer mostrar o poder que têm pela quantidade de dificuldades que colocam. Em vez de serem facilitadores e ajudarem os munícipes, a sua principal função é complicar. Claro que se entende que pessoas que saem das faculdades e vão para a função pública em departamentos que não têm quem neles mande só pode dar nisto. A Cidália falhou quando manteve as chefias e continua a falhar porque não é capaz de se impor. Não é concebível que regulamentos demorem meses e anos a serem elaborados; que processos de obras estejam parados sem que ninguém neles mexa e tudo isto porque não há quem seja capaz de se impor e de mandar. Aliás, o problema começa logo pela incapacidade que tem mostrado de dizer que há culpas que têm que ser atribuídas aos técnicos que não cumprem a sua função. Em vez de arranjar desculpas para tudo e mais alguma coisa, haveria que dizer quem tem culpa do quê para que não aconteça como aconteceu à iniciativa do Street Art que foi feito, teve um vencedor, mas o técnico, que agora está como chefe em Leiria, não deu seguimento e a iniciativa não deu em nada. Há que chamar os bois pelo nome e até que isso comece a ser feito, o sentimento de impunidade que existe em alguns sectores da câmara não vai permitir que alguma coisa mude.


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4 Comentários

  1. Cá está, de novo, o Araujo a postar e a denegrir quem nunca alinhou nos seus devaneios, compadrios e ilegalidades.
    Neste seu post manifesta, mais uma vez, as suas frustrações e recalcamentos, doendo-se pelas dores da não menos frustrada Paiva.
    Estranho é o Curioso assumir a autoria deste Post que nada condiz com a sua conduta neste LC.

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