CMMG

Uma das reclamações que mais temos ouvido tem a ver com o facto de os espectáculos que são realizados na Casa da Cultura serem destinados apenas a alguns. Um dos argumentos que tem sido usado por quem manda para que não sejam realizados na FAE tem sido por não existirem condições. Curiosamente aquele espaço não serve para espectáculos, segundo quem manda na câmara, organizados pela autarquia, mas tem condições para receber a gravação de um programa de televisão onde estão já colocados todos os meios para que amanhã tenha lugar. E aqui fica a dúvida: afinal há ou não condições para que ali possam ter lugar os espectáculos que poderiam encher aquele espaço ou a não realização dos espectáculos que atraem mais gente é apenas uma questão de capricho de quem manda? Se um canal de televisão consegue usar aquele espaço para que seja transformado num estúdio de televisão, porque não pode ser usado para que ali tenham lugar os espectáculos que por certo encheriam o recinto? Qual a desculpa que agora vai ser dada?


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15 comentários

  1. Aquele espaço, quando foi negociado no mandato da CDU, de 1986 a 1989, também através de permutas e sem custos em dinheiro para a autarquia, destinava-se, em primeira mão, a albergar a Feira de Actividades Económicas, cuja primeira edição foi realizada no SOM e inaugurada pelo Presidente da República de então, Dr. Mário Soares. Decorria o ano de 1987 e era Presidente o saudoso Emílio Rato.
    No projecto de reconstrução e recuperação, já no primeiro mandato de Álvaro Órfão, foram seguidas algumas orientações, nomeadamente o baixo custo, mas também o enquadramento cénico do velho forno, que foi preservado e ainda as condições acústica do pavilhão, por forma a poder vir a ser utilizados por actividades culturais e também lúdicas, onde se previa organizar eventos musicais de grande qualidade e de grande afluência de público.
    Lá deram à estampa, pelo menos, dois Salões Automóvel, exposição de carros antigos e clássicos, mais algumas Feiras de Actividades, até deixarem apagar a chama, pelo menos um Salão Internacional dos Moldes, em paralelo com o congresso e mais algumas Bienais de Artes Plásticas que os políticos pós 2005 deixaram morrer.
    Na verdade, esgotado que está o modelo das Feiras de Actividades, porque a Expo Salão ocupou o espaço deixado em aberto pelos sucessivos executivos pós 1990, resta a possibilidade técnica e física de pôr de pé iniciativas ligadas ao ramo automóvel, em paralelo com o Raly, Feiras de Artesanato e Gastronomia noutro modelo, porque o actual está esgotado. Grandes espectáculos musicais promovidos a nível nacional. Um grande festival de música em espaço coberto, a realizar num período do ano mais chuvoso e a coincidir com a celebração do 18 de Janeiro ou do 25 de Abril. Reinvestir na Bienal de Artes Plásticas. Instalar uma pista de atletismo indoor, o que seria uma inovação e uma alavancagem para que a nossa pista no estádio pudesse vir a ter mais utilização.
    O espaço está lá e se quiserem ser mais criativos, considerando todo o terreno anexo que está devoluto, pensem em avançar com um complexo de desportos motorizados, com condições para provas oficiais de autocross e motocross, com a vantagem de terem o recinto murado. A nossa população, especialmente a mais jovem, que é fã dos desportos motorizados, certamente agradeceria. Na Câmara não sabem da poda, convidem quem sabe e tem raízes na terra.

  2. Para feiras e mercados e bienal atrás referido parece me bem, tem lógica e já foi realizado.
    Agora compararem um concerto com um programa de televisão é de alguém que não percebe nada disto. O termo técnico é acústica. Se for complicado o Wikipédia ajuda….

  3. Caro Armando

    Não posso deixar de concordar mais consigo! ainda à dias estive com a fotografia onde estou eu a cumprimentar (ou vice-versa) na inauguração da primeira FAE. Penso mesmo que a FAE é que terá servido de inspiração ao José Frazão para avançar com a construção da EXPOSALÃO (atenção que era bem diferente do que é hoje).
    Mas lá está, na Marinha nada tem seguimento…tudo se esfuma!
    A FAE deixou de se fazer. As exposições automóveis deixaram-se de se fazer. Agora é Leiria quem faz (Leiria Sobre Rodas), e com bastante sucesso. Concertos de musica é uma das possibilidades… veja-se Guimarães! Para além do sugerido pelo Armando.
    Mas é preciso pensar ….

    • CORRECÇÃO – No post acima se lê “… na fotografia onde estou eu a cumprimentar (ou vice-versa), na inauguração da primeira FAE” , deveria ler-se “…na fotografia onde estou eu a cumprimentar o Dr. Mário Soares (ou vice-versa), na inauguração da primeira FAE.

    • Caro Curioso, verdade seja dita:
      Apesar da honorável Isabel ter tido um forte aplauso, a presidente Cidália garantiu a reeleição ao proferir as incontestáveis e notáveis palavras PELO POVO E PARA O POVO!
      Assim de distinguem os grandes líderes.
      Cumprimentos

  4. Dizer que o pavilhão da FAE, tem melhor acústica que o MEO Arena caro Armando!? Não fale daquilo que não sabe. Ou melhor, não diga tamanho disparate!

  5. Há dias que trago uma dúvida na minha cabeça. Ultimamente a Câmara tem pago diversos almoços e jantares no restaurante “Casa do Meu Avô”, foi agora diversas refeições aos apresentadores e demais técnicos do Preço Certo, foi o almoço do aniversário da elevação a cidade e muitos outros, num total que já vai em alguns milhares de euros.
    Para além de haver muitos mais restaurantes no concelho estranha-se o porquê neste “A Casa do Meu Avô”, as más línguas dizem que a esposa do proprietário Carla Franco foi a cabeça de lista á Junta de Freguesia da Marinha pelo PS.
    Será verdade? O Sr. Curioso pode esclarecer-nos para não dar ouvidos a boatos?

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