CMMG

Desde que o executivo tomou posse que se tem notado que há coisas em que não foram capazes de mexer. Os poderes instalados a par de uma incapacidade de mostrarem ser pessoas com capacidade faz com que os que há muitos anos estão com lugares de chefia na câmara façam apenas aquilo que eles querem. Ontem a Cidália procurou justificar o atraso numa licença com o facto de haver um funcionário que está de baixa. Possivelmente essa desculpa não seria impeditivo para que fosse aplicada uma qualquer multa ou para que fizessem o corte de água se quem estivesse de baixa fosse um qualquer munícipe que desse isso como desculpa. O Caetano não mostrou ser capaz de organizar os serviços de obras e não parece que venha a consegui-lo. Desde há anos que é o sector na câmara mais problemático e nota-se que em vez de puxarem as orelhas a quem devem puxar, vão arranjando desculpas para justificar o injustificável. Os papéis vão-se acumulando e ninguém é responsável por nada. Chegou-se ao limite. Quando ontem um munícipe sugeriu que fossem chamados os técnicos para que fossem eles a justificar a incompetência, os eleitos encolheram os ombros, numa clara demonstração que estão subjugados aos poderes instalados Não sabem nem deixam que quem sabe faça, como que se houvesse redomas que protegem os técnicos. Naturalmente que estes nem são os principais responsáveis já que quem deveria mandar se abstém de o fazer. A prometida reforma dos serviços não mudou nada. Os munícipes sofrem a incompetência de quem está seguro nos cargos que tem, sem que haja quem tenha a coragem de chamar os bois pelo nome. Mas a incompetência não se fica por um sector. Ontem a Célia quis aprovar uma espécie de ‘código de conduta’ para as festas da cidade sem que alguém se tenha preocupado em saber se aquilo tem algum valor. O amadorismo com que vai sendo feita a gestão, acompanhada que deveria ser por técnicos qualificados, leva a concluir que algo está muito mal. A não ser aquelas coisas que são corriqueiras, poucas são as que passam incólumes. Como os que foram eleitos estão mais preocupados em desculpar os serviços do que resolver os problemas dos munícipes, chega-se ao cúmulo de um assunto começar a ser resolvido apenas porque um munícipe vai a uma reunião de câmara. E todos os outros? Será que o Caetano já sabe quantos processo de obras estão pendentes? Será que já teve tempo para fazer a folha em Excel para que todos possam dar os seus contributos? Será que já tiveram tempo de mandar as respostas aos pedidos que vão sendo feitos pela oposição? A Cidália faz questão em falar na execução orçamental e até comparar com o que foi a execução nos anos anteriores, esquecendo que os munícipes não sentem nem sabem onde foi gasto o dinheiro que ela faz questão de referir e que o dia-a-dia de quem tem que recorrer aos serviços da câmara não mudou em nada. De que adianta andar a dizer que fizeram obra, que não se vê, se quem tem que obter uma simples licença não o consegue fazer com a rapidez que devia porque há quem esteja de baixa e as chefias não foram capazes de organizar o serviço para mostrar que os munícipes não podem pagar o preço dos atrasos só porque alguém está doente!


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6 Comentários

  1. A tentativa de justificar os atrasos, nomeadamente no departamento de obras, porque alguém está doente não é aceitável, qualquer gestor de empresas, mesmo que seja fraquinho, sabe que os clientes não aceitam atrasos dos prazos de entrega baseados no argumento que alguém estava doente… esse tipo de desculpa poderia mesmo levar a que uma empresa fosse penalizada ou perdesse um cliente….infelizmente, os políticos da Câmara que nos tem governado, usam todo o tipo de desculpas para tentar justificar a sua incompetência e nada lhes acontece.

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  2. E se o funcionário se reformar, falecer, se despedir ou for despedido? Os serviços param? Os munícipes são os penalizados pela inércia política “liderada” pela Cidália Ferreira, ícone do afeto mundano, mas sem visão ou estratégia para todos os setores que os seus antecessores partidários deixaram pendentes. O barquinho a remos anda à deriva. Até quando? Perguntam os socialistas, mais do que os munícipes desatentos.

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