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No final do ano falou-se muito em execução orçamental. É por esse indicador que se consegue perceber quanta obra é que foi realizada ao longo do ano. Esta semana pôde ler-se números que estão longe do que foi a informação prestada pelos serviços. Tentar jogar com as palavras, afirmando que o investimento de um ano não se pode aferir porque no ano seguinte haverá investimento a ser pago do ano anterior é apenas uma forma ardilosa de tentar enganar quem não sabe bem como funciona o apuramento da execução orçamental. A obra que foi realizada e contratada é a que serve para apurar o valor da execução, sem que se ande a jogar com o que se faz num ano ou se faz noutro. Mas, nessa perspectiva, o Pedrosa até tem alguma razão porque, na realidade, quando se começou a falar no problema da execução orçamental houve a pressa de começar a pagar aquilo que se venceria apenas no ano seguinte. Nessa perspectiva, é verdade que é difícil calcular a real execução orçamental quando se joga com os números de um ano para o outro e quando se pagam responsabilidades não vencidas e que em condições normais seriam pagas apenas no ano seguinte. É, por isso, verdade que será difícil saber qual foi a verdadeira execução orçamental já que não se respeitaram as regras normalmente seguidas que são as de não se pagarem antecipadamente responsabilidades não vencidas. Com tudo isto que foi feito – com pagamento de seguros, por exemplo – a câmara tentou calar os que diziam que a execução era baixa. E, desse modo, quase que do dia para a noite o saldo de caixa, que se situava nos 16 milhões levou um rombo e passou para pouco mais de 13 milhões. Claro que há que considerar a compra da FEIS, mas, ainda assim, consegue perceber-se que tudo foi feito para que o saldo baixasse e a alegada execução de 2018 pudesse aumentar. Basta, para isso, ver-se que ao longo do ano o saldo de caixa foi sempre aumentando para estar agora, em Janeiro, pouco acima dos 13 milhões. A estratégia seguida foi clara e visou tentar calar aqueles que acusavam a Cidália de não ter conseguido cumprir 1/4 daquilo a que se tinha comprometido. E, ainda em relação à execução, temos imensa curiosidade em conseguir perceber com que fundamento se consegue afirmar que houve uma execução de 80%. Resta esperar que a oposição exija que o apuramento que vai ser feito exclua as responsabilidades que foram pagas sem que estivessem vencidas para que assim se fique a perceber o valor exacta da execução.


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4 Comentários

  1. esse modo de execução orçamental – pagamento de compromissos não vencidos – é legal?
    é como pagar uma obra sem sequer ter qualquer execução física. Consta-se que haverá algumas, veja-se o subsídio para a construção da junta da marinha ou os apoios à atividade da orquestra de 2019 e as atividades dos bombeiros do ano de 2019, pagos em 2018… etc…etc…
    a confirmarem-se estes rumores, não resta outra alternativa à oposição se não votar contra as contas de 2018, sob pena de serem cooresponsáveis com esta situação.

    • Não posso crer que a chefe da divisão financeira tenha sido conivente com tal irregularidade… tão impositiva, legalista, altiva e… não, não… só pode ser um rumor maldoso!

      • Essa senhora é mesmo assim uma bajuladora da chefe e impiedosa e impositiva com os inferiores e semelhantes, nunca olha a meios para atingir os seus fins.
        “Fraca com os fortes é forte com os fracos”

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