CMMG

Eis-nos chegados a mais um final de ano. Como é normal, é o momento de se fazer o balanço do que foi o ano que agora termina. Não se pode dizer que tudo foi mau. Afinal de contas, estamos ainda aqui com mais ou menos saúde, mas vivos. Lamentavelmente essa é das poucas coisas boas de que se pode falar. No que diz respeito ao concelho, não conseguimos fazer um balanço tão positivo. Como alguns gostam de dizer, não ‘descolámos’ do marasmo em que estávamos. Nem conseguimos mesmo dizer que consigamos sentir que estamos em vias de isso poder acontecer. Começámos o ano com a promessa de uma mexida na câmara, aos 100 dias, uma mexida que, diziam, iria trazer benefícios para os munícipes. Não só não houve mexidas, como nada melhorou. À excepção de mais boys, nada mudou que se note ou que os munícipes notem. As obras importantes não arrancaram. Os projectos não existem. Não há planeamento para o futuro. A Cidália limitou-se a fazer uma gestão corrente banal. Não há conhecimento de uma ideia nova. Tudo o que foi feito vinha já de trás. Tivemos problemas que noutros anos não existiram com as crianças, problemas cuja responsabilidade apenas pode ser assacada a quem decide porque não conseguem por mão nem dar ordens aos que mandam. O executivo permanente não foi decepção, porque já nada esperávamos, mas ficou aquém do que se poderia esperar. A terra está abandonada, com buracos e sem que tenha quem possa dar uma perspectiva de que alguma coisa vai mudar, para melhor. A Cidália não mostrou ser capaz de gerir um concelho como o nosso e, pior do que isso, está convencida de que está a fazer um bom trabalho. Cremos mesmo que quando vira costas ao espelho, é a sua própria imagem quem se vira contra si.
Da parte da oposição temos tido pouco. Há mesmo alturas em que temos dúvidas se há uma verdadeira oposição. Ser-se oposição não pode ser apenas esperar que os que detém o poder façam ou deixem de fazer para que depois possam criticar. Isso é o nosso papel e nós não somos oposição. Esperávamos mais dos quatro elementos sem pelouros. Não surgiram propostas concretas que sejam dignas de registo e as poucas sugestões que foram feitas caíram em saco roto sem que houvesse quem pedisse por contas.
O balanço é assim claramente negativo, sendo que de positivo é apenas temos o saldo de caixa que tem vindo a aumentar fruto da incapacidade de quem nos governa de fazer aquilo que o concelho necessita. Com as desculpas – porque para eles há sempre uma desculpa – de que os concursos demoram, os projectos demoram ou não há pessoal, pouco ou nada aparece feito. E nisso a Cidália tem sido muito boa, há que reconhecer! A culpa nunca é sua, mas também não consegue apontar o dedo a ninguém, desculpando tudo e todos com generalidades e justificações vãs, quando todos sabem que há responsáveis por aquilo que não se faz ou se faz mal.

Poder-se-ia dizer que, sendo o balanço negativo, já só se pode esperar que tudo possa melhorar. Cremos, no entanto, que não é assim. O ano que se aproxima não deverá ser melhor do que o que passou porque com os mesmos ingredientes só com muita habilidade e imaginação se poderá conseguir um prato diferente. Pois bem, quem nos governa não só não tem habilidade como também lhe falta a imaginação.


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