CMMG

Diz-se que quando o sol nasce, é para todos. Não é assim, pelo menos por aqui. Na reunião de segunda o tema foi abordado e relegado para ontem, para mais uma reunião extraordinária. Referimos ao assunto do jantar de Natal para os trabalhadores da câmara. Em Novembro de 2016 a Cidália disse que “Concordando com a sugestão dada pelo Vereador Logrado, penso que não é fácil encontrar uma solução justa nesta altura, e que à data não deve ser alterado o procedimento desta candidatura, que foi organizada e apresentada com base nos critérios existentes, porque alterar agora as regras, em vez de favorável, poderia trazer algum constrangimento difícil de sanar para a Casa de Pessoal. Penso que deveremos manter as regras para 2016, e depois definir as regras do próximo ano”, isto porque o então vereador tinha dito que propunha “que fosse alterado o protocolo de forma a que o jantar de Natal e o cabaz fosse extensivo a todos os funcionários da Câmara. Mais um ano, não se quis corrigir esta injustiça”. Dois anos passaram e a proposta que estava para ser votada previa, mais uma vez, que apenas os trabalhadores que estão associados à Casa de Pessoal poderiam beneficiar da ajuda da câmara. Até poderia entender-se que fosse atribuído um subsidio para ajudar a realização da festa. Mas não é assim. Sob a desculpa que a organização é da Casa de Pessoal, a câmara queria pagar o jantar apenas aos trabalhadores que dela fazem parte. Não se trata de um apoio, mas de uma forma encapotada de pagar o jantar apenas a alguns. Isto porque o subsidio que era para ser concedido permite o pagamento na totalidade do jantar e cabaz. Ontem a reunião teve lugar e, como o jantar já está marcado e tudo está combinado, não houve como alterar a proposta. Significa isto que a câmara, porque não foram capazes de organizar um jantar de Natal para todos os trabalhadores, vai subsidiar o jantar de alguns. Apesar de em 2016 a Cidália ter achado que era uma injustiça a que se estava a fazer, dois anos depois, quando já é ela quem manda, nada fez para corrigir essa injustiça. Em vez de ser a câmara a conduzir o assunto e impor as regras que deveriam levar a um tratamento igual para todos os trabalhadores da autarquia, vai a reboque daquilo que alguns acham que é correcto. Ser-se sócio da Casa de Pessoal tem a vantagem de poder ter um tratamento privilegiado por parte da autarquia. Fica por perceber para que existe a Casa de Pessoal, patrocinada pela câmara, quando, para poderem organizar um jantar têm que recorrer aos dinheiros públicos e termos que ser todos nós a pagar o jantar para uma associação que discrimina aqueles que dela não fazem parte. Nem os sindicatos fazem essa discriminação quando lutam pelos direitos dos trabalhadores! O mínimo que se esperava era que, já que a Casa de Pessoal apenas cuida dos seus sócios, a câmara custeasse o jantar de todos os restantes trabalhadores que quisessem ir ao jantar. Isso sim era dar tratamento igual.


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