PCP

“Em primeiro lugar não podemos deixar de lamentar a forma como a discussão dos documentos provisionais foi gerada. É de lamentar que os mesmos nos cheguem às mãos com uns escassos 4 dias para análise, e que a reunião para discussão dos documentos aconteça no último dia possível, o último dia para a sua aprovação. Questionamos se este modo de actuar deixa margem para que possa haver alguma discussão construtiva, aceitação de novas propostas ou mesmo uma governação com consensos. Sugerimos que o documento ora apresentado nos fosse facultado com tempo para que pudesse haver uma reunião de trabalho e de convergência de ideias atempadamente e não à última hora. Sugestão que não foi aceite pela Sr* Presidente da Câmara.
Para a CDU os compromissos para com a população passam por suprir as suas necessidades mais prementes, numa primeira instância e as complementares depois.
É nesta lógica de satisfação de necessidades que entendemos que os Orçamentos Municipais devem ser elaborados.
Nas necessidades primárias há aspectos que reputamos de fundamentais. Primeiro, permitir que as populações tenham disponíveis meios e serviços que lhes possibilitem viver com dignidade e em boas condições sanitárias, bem como contribuir para que as condições económicas da vida do concelho não se degradem, antes pelo contrário progridam, porque só assim teremos condições económicas suficientemente fortes para vivermos com dignidade. Para isso é prioritário que existam vias de circulação capazes e dotadas de infra-estruturas, onde elas se mostrem necessárias, que melhorem a nossa qualidade de vida e que se criem condições para que o desenvolvimento económico do concelho seja cada vez maior. Isto obriga a que se invista na rede de circulação, na rede de saneamento e na rede distribuidora de água, no alargamento da zona industrial bem como nas infra-estruturas industriais.
Em segundo lugar há que criar serviços de apoio à vida, nomeadamente na educação, na saúde, na habitação social, na cultura e no desporto.
Estas prioridades devem levar a que se tenha uma visão do conjunto das necessidades do concelho atuais e futuras e que se levem a cabo investimentos que, não sendo avulsos, conduzam no futuro a uma vivência social com qualidade. A criação de todas estas condições deve ser feita, do nosso ponto de vista, através de um planeamento que a todos envolva, e que se não restrinja à visão egocêntrica que alguns têm do que é o seu, efémero, poder.
Tendo por base esta filosofia, que é a nossa, analisemos este orçamento.
Na rede viária estão orçamentados melhoramentos num total de 2.954.107€, dos quais estão definidos para 2019 apenas 1.044.783€. E, ainda que em algumas destas ruas o seu orçamento contemple também a parte do saneamento, note-se que fora delas, só para o saneamento o orçamentado é de 2.092.591€, dos quais 1.814.000€ para os serviços de tratamento, isto é, para pagar à SIMLIS. O que sobra não dará por certo para colocar, para além do saneamento das ruas a beneficiar, numa única rua que o não tenha. E são ainda, infelizmente, muitas.
Na rede de águas estão em orçamento 5.015.114€, dos quais definidos para 2019, 650.815€ e para anos futuros o restante. Sabemos todos os problemas que a adutora dos Altos Picotes nos pode vir a trazer dada a situação de degradação em que se encontra. Para o ano de 2019 o orçamento define para investir, a fim de minorar aquilo que se pode tornar uma desgraça para todos, cerca de 135.000€. O necessário fica para as calendas gregas à espera que não venha o diabo. Temos ainda na má memória o sucedido este Verão em S. Pedro, com ruturas frequentes, com tudo o que de negativo acarreta…
No melhoramento das Zonas Industriais, nomeadamente na do Casal da Lebre, o Orçamento prevê um investimento na rede viária de 1.270.306€. Para alargamento da mesma, NADA. Sendo nós um concelho industrial, era bom que se definisse uma política que, alargando a nossa Zl, pudesse permitir que houvesse terrenos em condições para a vinda e instalação de novas indústrias no concelho. A este respeito este orçamento diz zero. Nesta área estão previstos investimentos avultados na área do acolhimento empresarial 4.412.060€ para este ano e futuros. Resta saber em que é que vão ser gastos e para que vão servir.
Nos aspectos de apoio à nossa vida colectiva, nomeadamente na educação, estão previstos investimentos de 3.862.666€. Aqui o grande investimento é num centro escolar 1.549.370€. Na saúde entendemos que o melhoramento do nosso centro de saúde é uma óbvia necessidade. A CDU tem desde sempre propugnado por melhores condições no acesso à saúde e não deixa de ser positivo, do nosso ponto de vista, o investimento previsto de 1.109.644€, no Centro de Saúde.
Na habitação estão previstos dentro do programa Habitar Centro cerca de 2.150.000€. Falta saber quais são os edifícios a recuperar e para que vão servir.
Para a cultura e desporto, para além das Festas da Cidade, parece-nos que a animação no Centro histórico com apenas 32.195€ é manifestamente insuficiente para atrair gente ao centro e dinamizar a nossa vida social. Também lamentamos a falta de visão para lançar um projecto turístico de dimensão suficiente para atrair gente ao Concelho e dinamizar as nossas Praias.
No desporto ficamo-nos pelo projeto da piscina e pelo patinódromo (sendo que este é um projecto decorrente do Orçamento Participativo que já devia ter sido concretizado em 2017). Continua por definir uma política de apoio à actividade desportiva que deve ter, do nosso ponto de vista, 2 aspectos fundamentais. A formação e a representação. Nestes aspectos também este orçamento nada clarifica.
Dialoguem, percebam que não podem impor a vossa vontade a todos. A população do Concelho quando votou em vocês para liderar a Câmara Municipal, não deixou de vos avisar. Dialoguem, consensualizem com os outros e não imponham a vossa vontade a qualquer preço. Há muitos anos que a vossa única vontade vem mostrando que não vai pelo melhor dos caminhos e quem sofre é o Concelho e os Munícipes.
Marinha Grande, 31 de Outubro de 2018”

Fonte: PCP


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1 Comentário

  1. A CDU, já não é o que era, até trocaram ideologia por filosofia!
    Não há uma única palavra de ordem, que tristeza………..

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