CMMG

Alguns esperam que nos adaptemos às ideias que alguns têm e crer que está tudo bem. Mas não é assim! A mudança do brasão de uma cidade, ainda que seja em papel timbrado, não pode ocorrer assim sem mais nem menos. As mudanças só podem ser feitas por deliberação tomada na Assembleia Municipal e depois de seguidos alguns procedimentos. O que a Cidália fez e deu a conhecer há umas horas traduz-se na usurpação de poderes que são exclusivos da AM e numa demonstração de absolutismo que não pensámos que pudesse ter lugar nos tempos que correm. Não se pode mudar a história, modificar os símbolos de uma autarquia apenas porque alguém se lembrou que fica bem assim. Uma coisa é ser feita uma impressão a preto e branco, outra é assumir que o amarelo ou o vermelho são substituídos por bordô. Pensamos que é a primeira vez, desde 1934, que um autarca ousa modificar o símbolo distintivo do concelho, removendo as cores características e substituindo-as por outra, e, nas comunicações mais importantes, usar algo que nada tem a ver com o concelho. Estamos a imaginar o que será o Marcelo, conhecedor que é de quase tudo, a receber uma carta com o novo brasão despido de cores identificativas do concelho! Para tudo há limites e parece-nos que aqui um foi ultrapassado. Mas, já que estão em maré de mudança, de desrespeitar o que nos identifica, mudem também a bandeira, retirem a árvore, removam as conchas e coloquem uma coisa qualquer! Assim como assim, já que é para brincar com os símbolos do concelho, façam a  coisa bem feita.


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21 Comentários

  1. Em 28 de janeiro de 1921 foi apresentada a primeira proposta para as Armas, Bandeira e Selo da Marinha Grande, à Associação dos Arqueólogos Portugueses. A proposta foi objeto de diversas alterações segundo as regras oficiais da época, vindo ainda a ser modificada pela Comissão Heráldica em 20 de novembro de 1934. A simbologia, da então vila, ficou com o seguinte teor:

    Armas – de vermelho, com um pinheiro de ouro frutado de verde, sustido de negro realçado de ouro, saínte de contrachefe de dunas de areia de prata, o tronco do pinheiro acompanhado de duas vieiras de ouro. Coroa mural de prata com quatro torres. Listel branco com os dizeres a negro “ Vila da Marinha Grande”.

    O vermelho do campo indica heraldicamente a força, o vigor, a atividade, enfim a constante energia.
    O pinheiro, o realce do seu tronco e as vieiras são de ouro por este ser o metal mais rico e que significa poder e liberdade.
    O frutado de verde é associado à firmeza e honestidade.
    As dunas de areia de prata esmalte denotam humildade e riqueza.

    Bandeira – Foi desenhada pelo marinhense João de Magalhães Júnior logo após a restauração do concelho. Esquartelada de amarelo e negro, cordões e borlas de ouro e negro. Haste e lança de ouro.

    Selo – circular, tendo ao centro as peças de armas sem indicação aos esmaltes. Em volta dentro dos círculos concêntricos os dizeres “Câmara Municipal da Marinha Grande”.

    A simbologia inicial sofreu alterações ao longo dos anos, de acordo com as legislações vigentes nas respetivas épocas, bem como na altura de elevação a cidade em 11 de Março de 1988. A última transformação e atual definição, efetuou-se a 21 de Junho de 1996. Passando a simbologia da Cidade a ser representada da seguinte forma:

    Brasão – escudo de vermelho, com um pinheiro frutado de verde e troncado de negro, saínte de contra-chefe de dunas de areia, de ouro, acompanhado de duas vieiras do mesmo. Coroa mural de prata com cinco torres. Listel branco com a legenda a negro, em maiúsculas “MARINHA GRANDE”.

    Bandeira – Girondada de oito peças de amarelo e negro. Cordão e borlas de ouro. Haste e lança de ouro.

    Selo – Nos termos da Lei, com a legenda: “ Câmara Municipal da Marinha Grande”.

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  2. É claro que esta decisão da Cidália ( e do Testa?!), terá que passar no “crivo” da AM!
    A senhora Cidália, não fez mais que colocar o “carro à frente dos bois”

    Ainda muita tinta vai fazer correr este assunto!
    Dá a ideia que não têm mais nada de importante que fazer.

  3. Infringir regras e normas é muito grave mas eu até compreendo a senhora presidente. Uma vez que um dos maiores símbolos da Marinha Grande desapareceu, a mata nacional, está perfeitamente justificada a alteração.
    Já que estamos em maré de alterações porque não aproveitar e alterar este executivo autárquico?

  4. Eu continuo sem perceber o porquê desta alteração. Então agora muda-se o brazão de uma cidade só porque sim. Ó senhora presidente faça um favor a si própria e demita-se antes que seja obrigada a fazê-lo. Não há paciência!

  5. Mas que história é essa estava bem melhor como era para quê mudar sem ser posto a discussão pública falta democracia nesta Marinha Grande

  6. Só mentes iluminadas da presidente e acólitos podiam fazer mais um atentado ao povo marinhense. Devia preocupar-se com o abandono o estado e de abandono e atraso da cidade em vez de andar a fazer floreados.

  7. https://www.cm-mgrande.pt/pages/156
    Só é ignorante quem quer.
    Pior que uma fake news só mesmo a manipulação a que o Largo nos habituou. E os incautos caem que nem patinhos.
    Confundir as armas e brasão da cidade com a imagem corporativa é a manobra de diversão para deixar lá para trás o post sobre a qualidade da governação local, que não mereceu qualquer comentário dos ilustres tribunos do Largo.
    Percebe-se porquê!

    • Caro Cristal. Quem deu a conhecer que o brasão iria ser como está anunciado não fomos nós. Não há qualquer ‘fake news’. São factos anunciados pela câmara que foram tornados públicos. Que queira agora dar a volta ao que foi anunciado, isso é outra questão. Foi a câmara quem escreveu “brasão” no que deu a conhecer, não nós. Foi a câmara quem usou o que era o brasão para lhe dar novo formato, não nós. Que queira agora tentar passar borracha no que a própria câmara escreveu, isso é outra coisa e isso sim são ‘fake news’.
      Quanto à qualidade da governação, se ler as duzentas e tal páginas do estudo perceberá que dizem respeito ao período de 2013 a 2017 e, como foi expresso por quem apresentou o estudo que aconselhou a os decisores locais a não olharem para os rankings “pois o índice tem 22 indicadores com peso ponderado”, os rankings têm um valor relativo. A qualidade de governação tem assim que ser olhada numa perspectiva integrada. Ainda assim, não deixámos de dar a conhecer o estudo, o que deveria deitar por terra a sua teimosia em afirmar que não somos imparciais. Mas entendemos que a cegueira de quem não quer ver leve a isso. Mas leia o estudo completo, se tiver paciência para isso.

      • Caro Curioso, fico muito sensibilizado com a sua demonstração de imparcialidade.
        Mas repare, se um simples panfleto o inspirou a escrever meia dúzia de publicações de rajada, imagine o que duzentas páginas de relatório podem contribuir para a sua produtividade literária.
        Ou será que as conclusão desalinharam as sinapses da sua veia literária?

      • Caro Cristal. Estudos que se baseiam em números, no saldo bancário, no que aparece no site não nos inspira. Apreciamos mais aquilo que tem a ver com a vivência de quem aqui está no dia-a-dia ou nas coisas que contam e são feitas ou deixadas de fazer por quem decide. Isso sim é o verdadeiro estudo. De que adianta termos uma autarquia eficiente, se não faz aqui que é necessário, só para ter bons rankings?

    • Então ó Sr. Curto (desculpe…Cristal) que comentários faz às obras de reparação da derrocada de São Pedro ?…. sim, aquelas que estavam quase prontas há 1 ano atrás.

  8. O estudo refere-se ao mandato de 2013-2917.
    Sim ao mandato anterior, aquele a que essa espécie de presidente, sistematicamente se afirma distante.
    Em todas as reuniões de câmara afirma “estamos aqui há apenas um ano”. Assim se vai desculpando da ineficácia e incompetência deste executivo.
    Quando lhe convém, como agora, associa-se ao trabalho dos outros.
    Sr. Curto/Cristal ilumine a cabeça loura e oca dessa espécie de presidente que nos impingiu como boa, saiba que publicidade enganosa é “crime”.

  9. Tem havido várias tentativas para associar o pseudónimo Cristal a personalidades do PS.
    Já aqui escrevi, e volto a repetir mais uma vez,  que o Cristal é um cidadão sem filiação  partidária. Não é político no activo e, por isso, não é nenhum dos políticos mencionados. Mas isso não me retira o direito de opinião e de aqui me expressar, pelo menos enquanto o span do Largo o permitir.

    Quanto ao estudo e à conveniencia, sejamos justos, é um argumento que tem dois sentidos. Quando a avaliação é negativa todos ligam este executivo ao passado, quando é positivo são acusados de apropriação do crédito alheio.
    No que ao estudo diz respeito, o que releva é a orientação política e o exercício do poder político pautado pelo respeito do estado democrático de direito. Percebo por isso que as conclusões atrapalhem a oposição e, sobretudo, as más línguas.

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