CMMG

Borba foi, pelo que se tem lido, um acidente anunciado. Há muito que se sabia que algo iria acontecer. Só faltava saber quando iria ser. Alguém terá responsabilidade pelas mortes que ocorreram. A câmara, gerida por um autarca de um grupo de cidadãos independentes, poderá estar à perna com a justiça. Depois do que aconteceu aparecem os lamentos e os votos de pesar. Lágrimas de crocodilo são vertidas. A tragédia de Borba trouxe-nos para o que acontece repetidamente aqui no concelho e para a responsabilidade que poderá existir. A ‘crátera’ que hoje abriu na estrada para S. Pedro não provocou vítima, felizmente. Falta acrescentar: ‘desta vez’! Há anos que se sabe que as condutas de água estão em fim de vida e que necessitam de reparação. As fugas são diárias e hoje aconteceu provocar o abatimento da estrada. Já antes tinha provocado a derrocada de uma estrada completa. Em nenhum dos casos houve vítimas, mas isso acontece apenas por uma questão de sorte. Os que mandam têm conhecimento do que se passa e nada fazem. Naturalmente que não queremos dar ideias à Cidália para fazer aquilo que tanto parece gostar, fechar estradas, mas parece-nos que se alguém algumas vez ficar magoado num destes abatimentos, numa das ‘cráteras’ que começam a aparecer, será muito difícil os autarcas não virem a ser responsabilizados pela negligência que existe de permitiram que se continuem a existir este tipo de situações. Poderia dizer-se que são situações que ninguém controla, mas não é o caso. As ‘cráteras’ que têm surgido têm uma causa perfeitamente identificada. As constantes rupturas nas condutas são a causa directa daquilo que tem acontecido e, esperemos que não, se alguma vez alguém ficar magoado há apenas que apontar o dedo a quem nada tem feito para que o problema seja corrigido. Tão mais importante quanto o risco de um dia destes ficarmos sem abastecimento de água, é aquilo que começa a surgir de forma repetida por causa da falta de reparação das condutas. Esperemos que um dia destes não sejam as outras câmaras do país a enviar-nos votos de pesar e depois vejamos quem manda a verter lágrimas… por aquilo que não fizeram.


Seguir
( 6 Seguidores )
X

Seguir

E-mail : *

Comentar com conta do Facebook

comentario(s) no Facebook

16 Comentários

  1. O problema das fragilidades do abastecimento de água em alta, com origem nos Picotes, está identificado desde 2002/2003.
    A situação da adutora, um único tubo que conduz a água desde o depósito dos Picotes, quer para S- Pedro, quer para a Marinha, está no limite e não existe alternativa.
    Só não se conseguiu, antes de 2005, resolver esta situação, porque o Eng,º Sócrates, à data ministro do ambiente, não nos aprovou a candidatura aos fundos comunitários, para nos obrigar a prescindir da gestão municipal da água e a entregar todo o nosso património e recursos hídricos a uma empresa a criar, que iria fazer a captação de águas do Mondego, até Leiria.
    Como recusámos, ficámos sem financiamento e como não tínhamos 16 MILHÕES parados nos bancos, ficámo-nos pelos estudos que devem estar numa qualquer gaveta, para implementar um sistema integrado, com uma ETA – Estação de Tratamento de Água, só para retirar o excesso de ferro, um DEPÓSITO suplente apoiado, para segurança e permitir a manutenção do grande que já tem mais de 30 anos e a duplicação das adutoras.
    Menos do que isto, não resolve o problema com eficácia e segurança.
    Se perderam os projectos. Façam outros, MAS FAÇAM.

      • Já não me recordo dos custos envolvidos, mas atrevo-me a dar um palpite. Os TRÊS MILHÕES QUE QUEREM GASTAR NUM SEGUNDO MERCADO, chegam.
        Se se derem ao trabalho de revisitar os documentos da Câmara no Arquivo Municipal, vão encontrar informação sobre este tema.
        Na altura, uma empresa especializadas na tecnologia das ETA’s, apresentou um pré-estudo com uma estimativa de custo elevadíssima. Eu, com o Eng,º do Ambiente e com o director de Departamento, Eng,º Costa, visitámos duas Estações de Tratamento de Água para consumo na Figueira da Foz, onde existe excesso de ferro, mas a água é de boa qualidade e pudemos constatar que, só para desferrizar e era isso que queríamos, o processo era muito simples e barato, sendo que a maior dificuldade residia no destino a dar às lamas de ferro que ficavam depositadas após se ter provocado a sua precipitação.
        Um depósito de média dimensão, com construção apoiada, junto ao grande nos Picotes, também era uma obra barata.
        A duplicação da Adutora, muito embora o trabalho estivesse facilitado por já estar definido o corredor de passagem, por ser ao lado da existente, assumia a fatia de custo mais elevada.
        De qualquer forma, na época, em que implementámos o Polis, fizemos a estrada Atlântica e muitas obras financeiramente pesadas, não havendo fundos comunitários disponíveis, o esforço em capitais próprios da Câmara era irrealizável.
        Agora, com o desafogo financeiro, essa obra, as Piscinas Municipais e os Centros Educativos, deveriam ser prioritárias.

      • Caro A. Constâncio. Agradecemos a informação. Efectivamente deveria haver prioridades perfeitamente definidas. Infelizmente não nos parece que tenhamos quem mande que tenha já percebido que há coisas que têm que se pegar pelos cornos e fazer em vez de andar a protelar.

      • Ó mestre Constâncio, e tantas vezes ias para a CM e nunca reparaste que o centro da cidade se estava a desertificar!
        Tens uma visão de toupeira!

      • Caro Curioso, a propósito de informação; já tens alguma informação da Kátia “indigente” e já agora do seu seguidor o Alexandre Silva, do Sindicato da Mães das Criancinhas. Ando preocupada com eles, já te agradeceram o protagonismo que lhes deste e te ofereceram uma caixa de amendoins, ou são uns mal agradecidos?
        Cumprimentos e não te esqueças de lavar as orelhitas

  2. Oh Paulo Vicente, a cerimónia fúnebre é hoje?? Caixão de mogno, pois não há pinho ardido para tamanho caixão da sua amiga do peito, a tal do coração do tamanho da marinha!!

  3. Estamos de acordo com o que diz o Armando Constâncio e com aquilo que deveria ser prioritário. É sem duvida uma das poucas pessoas que, no nosso entender, deveria fazer parte do executivo. Tem experiência, conhecimento e experiência.

    Mas como dizia o candidato brasileiro… “Com Tiririca pior…não fica”! Qualquer um que se candidate e seja eleito por muito mau que seja não conseguirá faz pior!

    Por muito que se esforce!

Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados *

  
Please enter an e-mail address

Postar Comentário