CMMG

O problema que foi levantado há dias com os números da execução orçamental vai fazer com que a Cidália esteja a reforçar as cargas das canetas para poder assinar muitos cheques. Daqui até ao final do ano vai ser pagar tudo e mais alguma coisa para que haja muita despesa e possam mostrar que a execução orçamental foi elevada. Até despesas que se vencem no ano que vem irão entrar nas despesas deste ano! Mas a questão da execução orçamental levou-nos a ir ver o que foi a execução no ano passado. Naturalmente que não temos os dados exactos referentes aos 10 primeiros meses, mas apenas os valores do ano. Em termos de despesas correntes, a taxa de execução ficou-se pelos 87,6%. Dos 18 milhões previstos em dotação, gastaram 16 milhões. Na despesas de capital a execução foi de 31,3%. Ou seja, dos 14 milhões previstos, gastaram 4,4 milhões. Em ano de eleições, foi um valor baixo, mas há que considerar que tudo foi feito pelo anterior executivo que não esteve em funções o ano todo. A Cidália tem afirmado que pegou no executivo há um ano e que têm estado a começar de novo, pelo que haverá que considerar que a despesa foi realizada quase na totalidade ainda com o anterior executivo. Como é normal, em ano de eleições tenta-se lançar tudo antes delas terem lugar para com isso poderem ganhar votos. Significa isto que, pegando nas suas palavras e nas justificações que tem dado para muita coisa estar por fazer, os 10 meses em que o executivo anterior esteve em exercício de funções terá tido uma execução superior à deste executivo já que os últimos dois meses de 2017 foram apenas para falar dos incêndios e não houve obras a serem executadas. Mas ainda que se considere que houve uma despesas proporcional e que não houve incremento nos 10 primeiros meses do ano passado, significaria que se estaria neste momento com uma taxa de execução, em termos de despesas correntes, de 73% no ano passado e 72,5% este ano, e nas despesas de capital estaríamos com 26% no ano passado e 27,5 este ano. Ou seja, como a câmara não divulga os valores de execução dos primeiros 10 meses de 2017, temos que nos limitar a fazer comparações com os elementos de que dispomos e que mostram que, num ou noutro cenário, estamos perante execuções orçamentais que, em termos de despesas de capital, ficam muito longe dos 50%


Seguir
( 1 Seguidores )
X

Seguir

E-mail : *

Comentar com conta do Facebook

comentario(s) no Facebook

2 Comentários

  1. Só tenho algo a acrescentar… bolas, gosto do decote desta presidenta. Não dá para trocar? Damos a verdadeira e a peixeira em troca desta.
    Na oposição não mexam, que está muito bem. Quer dizer… podem trocar o Aurélio, claro. É jeitoso, mas só deve agradar no gabinete do lado.

    • Ainda bem que não lhe agrada o Aurélio. Fique lá com a bimba da foto para lhe gerir bem os seus impostos… e outras coisas, pelos vistos, mal geridas!

Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado.

  
Please enter an e-mail address

Postar Comentário