CMMGNelson

A Cidália não escreve nas redes sociais, não escreve nos jornais pelo que é difícil saber-se o que pensa. É, por isso, importante saber-se o que pensam aqueles que estão mais junto dela. O que o Nelson pensa e escreve não é, por esse motivo, de desconsiderar porque terá sempre alguma influência naquilo que a Cidália poderá vir a dizer ou fazer. Hoje ele escrevia que há coisas que não se resolvem num ano e nem mesmo em quatro anos e que o orçamento deve ser visto numa perceptiva temporalmente mais abrangente. Segundo ele, não é exigível que num ano se possa pedir que se façam oito milhões de euros em obras. Dá como exemplo o mercado, a piscina, a rede de saneamento ou a requalificação da rede de abastecimento de água. Pode concluir-se que defende que o orçamento que foi apresentado o ano passado, onde já vinham previstas quase todas essas obras, é para ir sendo executado ao longo do mandato. Naturalmente que temos que concordar que há obras que não se conseguem realizar num ano. O tempo da sua execução excederia sempre esse prazo. Essa parte entende-se e é impossível discordar. O problema surge quando passado um ano não foi feito nada que possa indicar que esses procedimentos tiveram sequer início. Há, desde logo, que considerar que a câmara tem o orçamento que ronda os 25 milhões, mas que tem em caixa mais 10 milhões. Que o valor de obras previstas não é de 8, mas de 16 (números da própria câmara). Claro que não se pede que o executivo camarário execute todas as obras do seu programa eleitoral num ano, até porque ele está mais ou menos definido em termos temporais, mas há coisas que não se justificam com o dizer-se que há obras que são para o mandato todo. Ainda não conseguimos ler nada, vindo da parte do executivo permanente ou de quem está próximo, que explique o motivo de estarem previstas, para este ano, até ao momento, obras no valor de 16 milhões e apenas 3,6 milhões delas terem sido executadas. Esta é a questão a que parece todos querem fugir. Não está em causa a impossibilidade de realizar certas obras. Está em causa não terem conseguido sequer fazer ou por em marcha um quarto do que tinham previsto para este ano. Há obras que estão previstas, como ele bem refere, para quatro anos, mas a verdade é que um ano passou e nada aconteceu. Onde está o início do mercado, da piscina, da requalificação do abastecimento ou a creche, por exemplo? Cremos que enquanto tudo isto não for bem explicado ou não for assumida a incapacidade do executivo durante este ano que passou, o orçamento estará sempre comprometido porque não nos parece que a oposição queira compactuar e ser associada à inoperância e, pior ainda, à negação que parece ter afectado todos.


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5 Comentários

  1. Os dirigentes do PS têm de se organizar e falar a mesma linguagem, mesmo que seja mentira.
    O Pedrosa diz que a Câmara investiu já este ano 15 milhões em obras, o Nelson “não se pode pedir que num ano façam obras de mais de 8 milhões. Então os 7 milhões de diferença onde estão essas obras. Mesmo assim o Nelson diz 8 milhoes de obras a Câmara diz 3 milhões, faltam obras de 4 milhões.
    Que confusão…Organizem-se ou então arranjem mentiras mais convincentes.

  2. Mas na opinião destes senhores do largo, esta gente é que vai ganhar as próximas eleições, ta tudo bem. Quem aparecer a querer mudar algo é louco. Em que é que ficamos? Quem pode realmente fazer algo pela marinha? Bora lá a vossa opinião sincera e parcial.

    • Caro Anónimo. Opinião parcial não temos. Parece-nos que usando o contributo de todos os eleitos, cada um com conhecimentos que tem em diversas áreas, se poderia criar um executivo que, em conjunto, fizesse alguma coisa de boa pelo concelho. De forma isolada, cada um a puxar para o seu lado, parece-nos que dificilmente poderemos conseguir encontrar quem, sozinho, consiga fazer alguma coisa de proveitoso para o concelho.

  3. É por demais evidente a falta de comunicação entre a D.ª Cidália e os munícipes. Um exemplo disso são as reuniões do executivo no período antes da ordem do dia.
    Grande parte dos presidentes de câmara dos concelhos vizinhos, optaram por estar permanentemente em contacto com a população através da utilização das redes sociais. Muitos deles usam-nas para dar a conhecer o que estão a fazer, a planear a projectar e a pensar fazer. Infelizmente como aqui não há nada para anunciar…!

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