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Quando, no final do mês, o orçamento foi votado, as declarações de voto da oposição iam já preparadas. Os quatro vereadores sabiam já como iam votar e, como é normal, levavam o trabalho de casa feito. Como era previsível, o orçamento iria ser votado pelos eleitos que têm os pelouros. Depois da votação, ainda no mesmo dia, houve uma série de afirmações que levavam, quem lesse, a crer que o executivo permanente foi apanhado de surpresa. Poderia até ser assim não fosse o facto de a declaração de voto que os três eleitos com pelouro fizeram fosse já preparada para ser ditada. A menos que a justificação fosse a de que a Cidália é bruxa e que, por isso, conseguiu adivinhar o que iria acontecer, não é compatível o argumento de que não estavam a contar com o que foi a votação e a declaração de voto que foi feita. Sabe-se que, apesar de a reunião ter sido à porta fechada, a declaração de voto foi lida donde se conclui que estavam a contar com o voto contra da oposição. Apesar disso, que foi feito para que tal não acontecesse? Na declaração de voto há, no entanto, frases que faziam prever que o que estava a ser aprovado era apenas um borrão do que irá ser executado. Referiu a Cidália que em relação a impostos não era abordado no orçamento “porque teremos oportunidade de falar sobre os mesmos aquando das propostas de alteração“. Ou seja, apesar de estarem a discutir o que deveria ser o plano de todo o ano, assume logo que há questões que irão ser tratadas em sede de alterações quando deveriam ficar definidas logo no orçamento. Fica por perceber qual o rigor do que queriam que fosse aprovado quando um assunto tão importante quanto os impostos não é discutido! Aproveitou para dar uma bicada no ex-presidente quando referiu que a “maior parte dos investimentos previstos em PPI para execução em 2018 não tinham ainda projetos iniciados ou completos“. Percebe-se porque motivo eles hoje quase mal se falam! Clarificou o que tem vindo a ser dito sobre a execução orçamental quando referiu que existe “nesta data um valor superior a 4 Milhões de euros“, dissipando as dúvidas e o que tem vindo a ser dito quanto aos 15 milhões. Referiu, para justificar a baixa execução orçamental, que isso se deve ao “facto de este ser um executivo em minoria na Câmara e que não tem um apoio maioritário na Assembleia Municipal“, o que não se percebe porque tudo tem sido aprovado! Referiu também que “a própria negação da delegação de competências da Câmara Municipal no Presidente, conforme prevê a Lei, para a gestão ordinária e corrente, é um declarado travão colocado pela Oposição na Câmara Municipal ao executivo prejudicando diretamente a eficiência na gestão municipal“. Também aqui se fica sem perceber a justificação que tenta encontrar uma vez que nada tem sido rejeitado! 20 dias passados, tudo está como estava e será de prever que a responsabilidade de nada estar a acontecer irá ser atirada para cima da oposição com o argumento de que terminou a declaração de voto dizendo que “peço-vos que proponham medidas para alterarmos aquilo que tivermos que alterar, na defesa dos interesses dos cidadãos e do concelho” e que, a partir daí, ‘passou a bola’ para o lado da oposição.


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6 comentários

  1. Rua Cidália! Que vergonha. E ainda aqui vêm pessoas bem intencionadas pedir a todos que se entendam! Como? Se a Cidália não quer consensos e, tal como escreveu o Nelson Araújo, nem nos seus vereadores confia??? Então a nova proposta de Orçamento? Não devia ser discutida? A Cidália fechou-se em copas e… está tudo parado! Como sempre esteve, aliás!

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