ÁguaCMMG

De acordo com a entidade reguladora da água, a que consumimos aqui no concelho está 1,09 pontos percentuais acima da média nacional. Apesar de não ser isso que sentimos sempre que a água sai castanha das torneiras, não temos como por em causa esses valores. Possivelmente fazemos parte daqueles 0,19% que não têm água de qualidade. Uma vez mais a senhora presidente aparece a ser citada na informação que a câmara disponibiliza, possivelmente fruto de uma entrevista imaginária, mas o que nos leva a escrever não é isso. Resulta da informação da ERSAR que o ano passado foram consumidos, por dia, 9156 m3 de água. É muita água. É mais ou menos o equivalente a três piscinas olímpicas e meia de água por dia. Sendo a água um bem cada vez mais precioso, dá que pensar. Mas há um número que não se conhece! Quanta água é desperdiçada nos locais de abastecimento público e quanta é perdida nas condutas e adutoras que necessitam de reparação? Ninguém sabe. E isso leva-nos a um assunto pendente. Em Janeiro o Caetano dizia que o estudo hidráulico “é o primeiro passo para se intervir nas adutoras dos Altos Picotes/Marinha Grande e Altos Picotes/S. Pedro de Moel. Ontem esteve na Câmara o Professor Alfeu Almeida, da Universidade de Coimbra, que está a trabalhar nesta área com a Câmara, porque em 1990 fez um estudo para esta zona e conhece bem aquele local. Vai fazer um levantamento da intervenção a fazer, cujo estudo levará 4 meses a fazer, e contemplará também a substituição de condutas na Marinha Grande. Mas espera ter dentro de 2 meses informação sobre as condutas das 3 adutoras e poder avançar com o projeto definitivo. Poderá ser necessário construir um novo depósito nos Picotes e em S. Pedro, mas dentro de 2 meses se saberá, já de forma precisa, o que será necessário e os custos“. Em Fevereiro “o Sr. Vereador informou que está no mesmo ponto de situação da semana passada, em que informou que esteve na Câmara o Professor Alceu e entregará o processo dentro de 2 meses. Está a correr esse tempo“. Em Abril disse que “vai ver com o autor se poderá aqui vir para fazer uma apresentação com todo o executivo, porque é um projeto demasiado importante para haver dúvidas, e assim ele esclarecerá tudo“. Em Agosto afirmou que “já há um pré-estudo, que chegou à Câmara há cerca de 3 dias, está nos serviços técnicos para parecer, e depois poderá ser visto por todos“. E ficamos por aí! Não se sabe mais nada! Ou seja, o estudo que em Janeiro demoraria 4 meses a ser concluído, entrou em Agosto na câmara como “pré-estudo” e ficou-se por aí. Neste meio tempo foram inúmeras as rupturas, continua a desconhecer-se a quantidade de água potável que se perde e do estudo nem sinais dele há. E vem a ‘senhora presidente’ dizer que “a Câmara Municipal da Marinha Grande tem investido fortemente nos sistemas de armazenamento, na extensão e na requalificação da rede de distribuição pública da água um pouco por todo o concelho, de forma a recuperarmos a nossa rede e fazer aquilo que não tinha sido feito nos últimos 20 anos“. Estará a considerar os 11 meses que passaram sem que se saiba o que quer que seja do estudo hidráulico que é o “primeiro passo para se intervir nas adutoras“? Será este o forte investimento ou está a considerar nesse investimento as inúmeras reparações que têm sido feitas por não se fazer o que necessita ser feito?


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5 Comentários

  1. O investimento a realizar depende de uma análise aprofundada e de uma opção politica que irá afectar os orçamentos e o investimento dos próximos anos tal é a dimensão do problema .
    Para que fiquem também a saber os marinhenses pagam o abastecimento de agua cerca de 31% abaixo da média do distrito e cerca de metade do valor pago pelo município com tarifas mais elevada (município de Alcobaça ).

    a lei da agua “58/2005 de 29 de dezembro artigo 82 alínea Tarifas dos serviços de águas
    1 – O regime de tarifas a praticar pelos serviços públicos de águas visa os seguintes objetivos:
    a) Assegurar tendencialmente e em prazo razoável a recuperação do investimento inicial e de eventuais novos investimentos de expansão, modernização e substituição, deduzidos da percentagem das comparticipações e subsídios a fundo perdido;
    b) Assegurar a manutenção, reparação e renovação de todos os bens e equipamentos afetos ao serviço e o pagamento de outros encargos obrigatórios, onde se inclui nomeadamente a taxa de recursos hídricos;
    c) Assegurar a eficácia dos serviços num quadro de eficiência da utilização dos recursos necessários e tendo em atenção a existência de receitas não provenientes de tarifas. ”

    O investimento a realizar é estrutural e de alguns milhões de euros e irá com certeza reflectir no valor pago da fatura da agua .
    será que teremos um consenso alargado das diversas forças politica representadas sobre os investimentos a realizar e o necessário aumento das tarifas?
    Leonel Duarte

    • Caro Leonel Duarte. Naturalmente que será uma obra que deverá custar uns milhões, mas é essencial não apenas para que possa ser assegurado o abastecimento como para que termine a perda de água. A câmara tem dinheiro, mas tem, acima de tudo, capacidade de endividamento. Se para fazer aquela obra for necessário recorrer a financiamento, porque não? Será que a opção que tem sido seguida de ter os cofres cheios, apenas para que se mantenha no topo do ranking da eficiência financeira se sobrepõe às necessidades do concelho? Claro que sabemos que há um problema. Se não temos gestores nem autarcas que saibam gerir a câmara com dinheiro, geri-la com dívida será, por certo, o descalabro. Ainda assim, acreditamos que, independentemente de tudo isso, a obra tem que ser realizada.

  2. o problema nesta área e não é só no nosso conselho é o mapeamento e o conhecimento do real estado condutas e os dados da agua são os que são recolhidos a saída dos diversos furos .
    Se os serviços estão a fazer este mapeamento e respetivo levantamento das necessidade , folgo em saber .
    Devido aos recursos da camara tem e a sua capacidade de endividamento ,poderia ser o municipio mais eficiente nesta matéria .
    Julgo que poderia ser uma bandeira que o concelho da Marinha grande poderia hastear.
    Volto a questionar o largo sobre a questão das tarifas . teremos consenso no aumento das tarifas ?
    Gostaria se fosse possivel que fosse realizado uma votação sobre esta matéria …

    • O pá, Você (desculpe a informalidade) vem para aqui com questões sérias? Diga mal da Presidente, e dos Vereadores e insulte os Marinhenses que os elegeram e deixe-se de coisas.

  3. Caro contra a corrente,
    Reconheço que tem sentido de humor e a vida deve ser levada menos a sério , mas estando a estudar esta matéria sei qual vai ser o impacto desta questão .
    Leonel Duarte

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