CMMG

Agora que a orgânica está publicada, pode-se já fazer uma pequena análise à mesma. A câmara admitiu 50 precários o que significa que o quadro de pessoal aumentou. Quando se fala em reestruturação pensa-se sempre que se irão criar novas competências, proceder a uma distribuição mas eficaz de tarefas e, acima de tudo, criar uma estrutura descentralizada. É por todos os entendidos reconhecido que a descentralização é a forma mais eficaz de por uma máquina burocrática a funcionar. Veja-se a ideia do Governo, ainda que com segundas intenções, de atribuir às autarquias funções que lhes estão entregues. Se não fosse uma forma de ficarem sem responsabilidade e se viessem acompanhadas das verbas necessárias a que as funções fossem cumpridas pelas autarquias, até não seria má ideia (e, já agora, para quando o agendamento desse assunto?). Na prática, mexer na orgânica da câmara é mais ou menos como brincar aos Legos… tiram-se uma peças daqui para por ali e dali para por acolá para que no fim fique uma estrutura bem montada e eficaz. O que aconteceu com esta mexida na orgânica parece-nos que poderá dizer-se que ‘foi pior a emenda do que o soneto‘. O tempo o dirá, mas é sempre duvidoso quando se cria uma estrutura orgânica vertical e não uma que permita a divisão de tarefas por várias chefias e sub-chefias que possam dar uma resposta mais atempada e célere aos problemas que o concelho e os munícipes têm. Criar super divisões, com super chefias é sempre mau sinal e pode antever-se um emperrar ainda maior da máquina da câmara. A tentativas que possam ser feitas de mudança não irão, no entanto, dar em nada. Sinónimo disso é o facto de terem aprovado a reestruturação e a máquina não ter permitido que fosse aplicada sem que houvesse nova modificação. Em vez de se ajustar o quadro de pessoal às necessidades da câmara, ajustam-se as regras ao que os que mandam (“as entidades de origem dos trabalhadores”, as que “não autorizaram a sua transferência”) permitem que seja feito. Ou seja, os políticos aprovam, mas a máquina instalada não deixa, sabe-se lá porque razões ou interesses! Acreditamos que foi uma oportunidade perdida e temos a esperança que o tempo nos possa vir a demonstrar estarmos errados. No que diz respeito aos gabinetes de apoio à presidência, os seis que foram agora criados levarão que a sejam criados mais cinco lugares de chefe de gabinete aos quais será atribuída remuneração e deverão, pelo que nos parece, vir a ser pessoas escolhidas pela presidente à semelhança do que tem acontecido com o chefe de gabinete nos anos anteriores. Tudo aponta para que a nova estrutura orgânica crie mais 5 jobs for 5 boys.


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5 comentários

  1. quem não está, diz mal para entrar
    os lugares devem de sêr muito bons
    esperem pelas proximas eleições e se ganharem os que criticam terão direito a uns tachozitos

  2. O que neste processo me faz a maior das confusões é o facto de o pessoal (funcionários), não terem sido nm ouvidos nem achados!
    Será que não têm uma opinião? Afinal são eles que executam o trabalho…!

  3. Entretanto os poucos que ainda lá labutam estão a abandonar o barco… todos os dias. E nada fazem para convencê-los a ficar. Porque será?

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