PS

Normalmente é nos cafés onde se têm as conversas mais informais entre amigos ou conhecidos mais íntimos e também onde se dizem as verdades que não se podem dizer noutros locais. este fim-de-semana um de nós calhou ficar sentado ao lado da mesa onde estava sentado num café na Praia da Vieira, entre outros, o ex-presidente da câmara e o presidente da Assembleia de Freguesia. Com ele estavam mais alguns militantes e simpatizantes do PS e foi impossível não se ouvir o que diziam. Naturalmente que, entre conversas que para aqui não são chamadas, despertou a atenção sempre que falavam da câmara. O que disseram foi no sentido de apontarem o dedo à Cidália pela governação que está a ter. As criticas que pudemos ouvir foram muitas. Ficámos a saber, vindo da boca deles, que a Célia já manifestou vontade de sair, tendo um mesmo avançado que isso “não deverá demorar muito”; que o Caetano (que eles tratam por “falências”) não é capaz de dar conta do recado e que a Cidália está muito longe daquilo que poderiam esperar e no fundo esperavam. Ficou claro que o desanimo por aqueles lados é grande e que são os próprios militantes e simpatizantes do PS quem anda perdido no meio do que tem sido a governação que há um ano começou. Não deixa de ser interessante ver-se, com excepção do ex-presidente, que nunca mais foi visto em lado nenhum, vermos os outros que estavam sentados à mesa a ‘cortar na casaca’ da Cidália, mas serem só sorrisos e abraços quando ela está presente.


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10 comentários

  1. O Chefe de Gabinete da Cidália não quer ser o único a apontar o dedo, em público, ao executivo permanente, já está a arrolar outros.
    A coisa parece preta para aqueles lados.

  2. Não sei, mas tal como tenho aparecido aqui sempre, digo umas coisas e elas acontecem, este executivo tá em maus lençóis, aí pobre celia…

  3. aqueles dois evitam de comentar o que quer que seja, até porque poderão estar ressabiados, mas o presidente do PS e chefe do gabinete da cidália, fala por eles e pelos demais militantes do PS no mail que enviou em 25 de Junho de 2018:
    Camaradas e Amigos
    Há seis meses atrás propus-me avançar com uma lista à CPC do PS da Marinha Grande por entender que devia assumir essa responsabilidade perante uma candidatura alternativa que se perfilava de uma forma pouco transparente e que denunciava vir a ser o princípio da instrumentalização dos Órgãos Partidários para fins pessoais (fossem de ambição para o futuro ou de ressabiamento sobre o passado recente).
    O resultado foi o que todos conhecemos.
    A verdade é que o PS na Marinha Grande, pelo menos, desde 2015 que não está bem.
    A divisão criada a quando da disputa federativa Sales / Medeiros deixou marcas até aos dias de hoje.
    Pretendia eu alcançar a união do Partido e a sua revitalização, tarefa que se demonstra quase impossível tal é a desmobilização generalizada dos Militantes e Simpatizantes em relação ao Partido.
    Pretendia eu reforçar o apoio político ao Executivo na Câmara, mas também essa tarefa me parece cada vez mais difícil quando o Executivo, mormente a Presidente, não manifesta disponibilidade para escutar a voz do Presidente da CPC que é também o seu Chefe de Gabinete.
    E este é o ponto chave da minha mensagem hoje a todos vós que me acompanham na Comissão Política.
    Neste momento o Executivo está em «roda livre» e sem qualquer estratégia definida para a Governação.
    As decisões são tomadas de uma forma arbitrária, ao sabor das urgências diárias, sem calendarização de prioridades, sem agendamento político de grandes questões, sem discussão interna.
    O fracasso das negociações com a CDU é também sintomático.
    A verdade é que a Oposição pressente a falta de interesse e de empenho da Presidente em assumir compromissos, em delegar competências… quando nem nos seus próprios Vereadores ela tem confiança plena e manifesta.
    O Partido precisa, hoje, mais que ontem, e menos que amanhã, de ter força política não apenas para fora, como também para dentro.
    Se sempre me assumi como candidato para «defender» o Executivo, para dar força e suporte a um Executivo minoritário, e não permitir que este fosse partidarizado, a verdade é que não posso ser cúmplice desta estratégia de «apagamento» do Partido perante o seu Executivo.
    O Partido precisa de reconquistar o seu espaço e de se afirmar perante o seus Eleitos.
    2021 está já aí à porta e por este andar não vamos longe…
    Para além disso, não posso ainda deixar de lamentar tudo quando aconteceu quer na Federação quer no Congresso Distrital em relação às eleições para os Órgãos Distritais e Nacionais.
    A Marinha Grande foi uma vez mais prejudicada e menosprezada por quem deveria olhar para nós com outro interesse e respeito.
    Fiz notar isso quer ao Presidente da Federação, quer à SGA em carta que lhe enviei e à qual nem resposta tive.
    Assim, e em consciência, não posso senão sair de cena.
    Irei apresentar a minha demissão da CPC e assim abrir a porta a que se realizem novas eleições para a CPC o mais brevemente possível.
    E ao contrário de outros, saio para não voltar a entrar, preferindo remeter-me à condição de Militante de base.
    Resta-me agradecer-vos por tudo, sobretudo pelo apoio incondicional que me deram sempre!
    Saudações Socialistas
    Nélson José Nunes Araújo
    Leiria – Marinha Grande

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