CMMG

Raros são os dias em que, quando se passa em frente à câmara, não se vê um carro a entrar na zona pedonal ou uma carrinha a descarregar mercadorias para os estabelecimentos comerciais que existem no centro tradicional. O motivo é simples: não há outra solução! O texto que lemos há um bocado e que usámos para o post anterior reflecte de forma clara o que acontece quando se ai ao centro. A ausência de uma linha de estacionamento temporário, como já existiu há anos, resolvia o problema. Não só evitava que viaturas entrassem na zona pedonal e estragassem o que existe, como permitiria que qualquer pessoa que aqui venha e que não conheça bem a terra não se perca a tentar encontrar um pequeno local onde parar para deixar uma pessoa que seja. Sabemos que no seio da câmara, onde os técnicos mandam e os políticos se agacham, alguns técnicos não concordam que seja feita qualquer mudança naquele espaço. Não sabemos qual a ideia da Cidália, se é que tem alguma, mas sabe-se que, ainda que possa querer fazer alguma coisa, não pode porque não a deixam, isto porque o poder tecnocrático na câmara tem mais força do que o poder político. Apesar de apenas os eleitos estarem ali por força do voto popular, é a tecnocracia quem mais impera. A falta de autoridade do executivo faz com que qualquer coisa que possam querer fazer (e como referimos, desconhecemos se neste caso concreto há concordância entre os políticos e os técnicos) morra à nascença ou vá sendo enrolada de modo a que nada aconteça. Naturalmente que os não eleitos apenas têm poder pela falta de autoridade dos que ali estão por força do voto, pela sua incapacidade de dar um murro na mesa e dizer que ali quem manda são eles.


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4 Comentários

  1. Caro Curioso, este post decorrerá do seu anterior para insistir na falta de estacionamento na praça Stephens, bem como na ausência de lugares para cargas e descargas de mercadorias ao comércio local. Não concordo na regressão do atual arranjo. Penso que existe muito estacionamento num raio de 50 metros da praça, a sul da casa da cultura. Agrada-me a ideia de restringir, cada vez mais, o acesso automóvel junto à praça, exemplo tido em quase todas as cidades médias que conheço. Existem soluções e outras alternativas nas demais ruas do centro para assegurar lugares para cargas e descargas. Penso que será esse tipo de assuntos a debater nas malfadadas reuniões de câmara com os vereadores arquitetos da oposição, que também nos representam, para demonstrar o melhor que sabem para o concelho. Aguardamos soluções, Aurélio!

  2. 50 mts. Nem 8 nem 80. Mais do que isso é a distância do estabelecimento mais próxima à estrada principal. Imagine o meu caro qie por vicissitudes da vida, ter que descarregar uma dúzia de grades de cerveja, para um desses estabelecimentos. Mas a questão que se põe é de que serve ter uma imensa zona pedonal e não ter peões que a percorram. até fica bem nas fotografias, Mas para que serve?

    • No hiper fazem-se 100m dentro do edifício para descarregar cervejas e melões e ninguém se queixa… o repositor

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