Margarida

Quem usa as redes sociais e partilha tudo e mais alguma coisa corre o risco de partilhar o que não deve. Quando estamos perante um deputado, seja municipal seja da nação, esperamos que eles sejam cumpridores e não façam uso de coisas que podem ser consideradas contrárias ao que a lei prevê. Quem mexe um pouco em computadores e usa um bocado a internet sabe que há formas de obter programas, músicas e filmes de um modo que permite que não se pague o respectivo custo. Isso faz-se por diversos modos, mas um dos mais usados é através da partilha de ficheiros. Para isso basta que se aceda a sites (muitos que têm vindo a ser forçados a encerrar ou bloqueados pelos Estados) que contêm os acessos a esses ficheiros e, com recurso a alguns programas, se descarregue o conteúdo que de outro modo se teria que comprar. Naturalmente que essa é uma prática reprovável. Quando há pouco dávamos uma vista de olhos no Instagram deparamos com uma partilha de uma foto feita pela deputada do PSD na AM. Até aí nada de mais. Cada um partilha o que quer e ninguém tem nada a ver com isso. O que nos saltou à vista foi o facto de se poder ver no seu computador portátil o ícone para um desses programas que permite fazer a partilha, quase sempre ilegal, de programas, música e filmes. Claro que não podemos afirmar que a deputada faz isso, mas não deixa de ser curioso que no seu computador tenha software que é usado por muitos para a partilha ilegal de conteúdos. Será que haverá razão para dizer que ‘no melhor pano cai a nódoa’?


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8 Comentários

  1. O programa não viola direito algum protegido pela Lei da propriedade intelectual e a atribuição de utilização de um gerenciador, neste caso o utorrent, associando meramente a “um programa que permite a partilha, quase sempre ilegal, de programas, músicas e filmes”, diz muito mais da limitação no conhecimento da rede p2p de quem escreveu do que de quem tirou a foto. Talvez por os únicos ficheiros grandes que precisa transferir sejam aqueles que teria de pagar. Não se esgota aí.

    • Se leu o que escrevemos, não afirmámos que houvesse alguma coisa ilegal ou que o programa violasse alguma lei. Conhecemos as potencialidades da rede P2P e não deixa de ser interessante pensar que um deputado use essa rede para partilha de documentos. Só faltaria usarem essa rede para partilha de propostas de lei ou documentos confidenciais. Seria deveras interessante!

    • Oh anormal, imunidade tens tu escondido no anonimato, caso contrário estavas no Badoca Safari Park, que é o teu lugar

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