Algures por aí

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“No final da década de 90, no mandato de Álvaro Órfão, a Promoel, na pessoa do Sr. Dr. João Pereira e Sr. Belo, abordaram a Câmara no sentido de poder ser viabilizado um projecto de reconversão de todo o espaço, propondo a ocupação das encostas verdes circundantes com construção. Para nós, aquele complexo valia pelo enquadramento paisagístico fantástico e a descaracterização com a substituição do ecran verde por betão, estava fora de questão. Ambos, quer o Álvaro Órfão, quer eu, somos amigos do Dr. João Pereira e do Sr. Belo e foi num ambiente de respeito mútuo que apresentámos os nossos argumentos para defender o indeferimento da pretensão, o que veio a acontecer. Os desenvolvimentos ocorridos após a nossa saída em 2005 são, para mim, desconhecidos. A verdade é que alguém do executivo terá dado garantias, ou, pelo menos criado expectativas, de que seria possível implantar um projecto imobiliário naquele espaço. Tendo a construção das piscinas, penso que na década de 50, ocorrido em flagrante violação da lei, porque cerca de 1/3 da piscina grande estava em espaço do domínio público marítimo e estando agora em vigor o POC (Plano de Ordenamento da Orla Costeira), era mais que evidente a impossibilidade de construir em cima de arribas muito instáveis e a sofrer fortes impactos provocados pela subida do mar. A verdade é que uma empresa comprou a PROMOEL para rentabilizar o espaço e agora não o pode fazer, mantendo-se há anos aquela imagem de terceiro mundo, em permanente derrocada, apagando a que estava na nossa memória e era uma das mais bonitas de S. Pedro. O QUE EU FARIA SE FOSSE PODER CAMARÁRIO. 1 – Propunha aos actuais proprietários a permuta da Promoel por terrenos camarários disponíveis com viabilidade de construção com valor equivalente a 75% do que ele investiu em S. Pedro (esses terrenos existem). 2 – As perdas das partes envolvidas no negócio ficariam reduzidas a 25% e a Promoel passaria para a posse da Câmara. 3 – Sendo esse património municipal, abriria um concurso público de ideias para desenvolver um projecto inovador, a partir do que ainda existe, sem mais um metro de ocupação, corrigindo o tanque da piscina para um rectângulo perfeito, de 50 metros, com cobertura amovível para instalar após a época balnear, aquecida de Setembro a Junho. Para os outros espaços, deveria ser aberto um período de consulta pública à população e ouvidos empreendedores da área do turismo, para se decidir o que instalar. Bares, discoteca, Salão para eventos culturais, ginásio com sauna e banho turco, etc. Teríamos piscina pública aberta a todos no verão e piscina de 50 metros para a pratica de treino de natação e para utilização de grupos, conforme gestão de horários a definir. A CMMG teria que investir, é certo, teríamos custos de funcionamento, é verdade, mas o potencial de S. Pedro ficava alavancado, recuperaríamos a nossa pérola e, certamente, os operadores de S. Pedro estariam disponíveis para colaborar. Soa-lhes a poesia? Pois, a verdade é que, de vez em quando, assumo a minha faceta de Fernando Pessoa, mas, por favor, não me proíbam de sonhar.”

Autor: Armando Constâncio


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3 Comentário em “Algures por aí”

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    Subscrevo totalmente! Agora, é mais do que evidente que esta Camara que só sabe fazer obrinhas das “que basta-ir- ao microondas” nunca vez alguma terá capacidade sequer para perder tempo a pensar numa coisa tão arrojada assim. É pena, mas é a gente fraquinha que os marinhenses fraquinhos escolheram para a gerir os nossos destinos por mais 4 anos

  2. Avatar

    Apesar de no geral ser uma boa ideia porque a situação como está é que não pode continuar. Manter uma piscina de 50 m aquecida custa muito dinheiro, mesmo que no inverno tivesse 300 ou 400 pessoas pagantes o que seria pouco provável .
    O valor mensal com energia, despesas de manutenção, pessoal, equipamentos, produtos de desinfeção ria muito facilmente a mais de 10 mil euros/mês.
    Se piscinas com 25 metros já são altamente deficitárias em cidades como a Marinha Grande, com 50 metros estaríamos perante mais um elefante branco.
    A cidade necessita da construção de uma nova piscina mas de 25 metros e na sede do concelho.
    Apesar disso deveria encontrar-se uma solução para S. Pedro com capitais privados, criando um regime atrativo de investimento para um local de diversão.

  3. Vilas

    Não soa de modo algum a poesia. Parece-nos mais a uma prosa com sentido!
    Um coisa nos parece certa – alguma tem que ser feita! São Pedro de Moel tem que voltar a ser um polo agregador de turismo para o concelho. A sede do concelho, se continuar com a dinâmica que tem neste momento, nunca o será, e Vieira dificilmente. Resta-nos São Pedro de Moel, e para isso a CMMG, terá que investir. E a investir terá que passar necessariamente pela reconversão do complexo das piscinas. Não poderá no nosso entender, deixar o actual proprietário, após promessas efectuadas por responsáveis autárquicos, com a criança nos braços, após um grande investimento. Concordamos assim com a proposta (ideia), avançada pelo Armando Constâncio.. Num período ímpar para o turismo, a Marinha Grande ainda não “acertou o passo” com esta nova realidade ainda para mais, batem-se diariamente recordes de turistas por todo o pais. Qualquer opção que seja manter as piscinas, só trará benefícios para São Pedro de Moel e para o concelho. Coloque-se à discussão publica, faça-se um concurso publico de ideias. Mas faça-se…alguma coisa!

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