CMMG

Na segunda assistiu-se, uma vez mais, ao que já é prática recorrente. O executivo ficar refém da ausência de técnicos para poder tomar uma decisão. No caso foi porque um técnico estaria ausente há 15 dias e, por esse motivo, não foi possivel avançar com uma decisão. O facto vem por, uma vez mais, a nu o facto de existir uma má organização dentro dos serviços da câmara por parte das chefias que, estando ausentes, não conseguem deixar os assuntos encaminhados para que outros lhes possam dar continuidade. A Alexandra também fez referência ao facto de, no sector de obras, haver coisas que só se fazem ou não se fazem por ‘capricho’ de quem ali manda, mas ninguém parece interessado ou com capacidade para mudar o que quer que seja. Os políticos ficam reféns da disponibilidade dos técnicos e da sua vontade (em muitos casos da sua teimosia em quererem que algo seja como eles querem) para que os assuntos que têm que ser decididos o sejam. Mas o problema de os elementos do executivo ser refém de algumas vontades (ou más-vontades) leva ao papel que cada um deve ter. Deverão eles, detentores do voto do povo, ficar subjugados à máquina burocrática e emperrada da câmara ou deverão assumir as suas responsabilidades politicas e decidirem de acordo com o que politicamente podem fazer? Parece-nos que este é um caminho que ninguém quer seguir e todos parecem estar afectados pelo Síndrome de Estocolmo já que todos vêm o que se passa, todos percebem que estão reféns de uma máquina emperrada e desajustada, mas, ainda assim, todos parecem contentar-se com a situação em que se encontram.


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5 Comentários

  1. Sendo técnico numa autarquia portuguesa o que acabo de ler são balelas… as máquinas burocrática, técnica e legislativa não são geradas pela autarquia, mas impostas pela administração central. É o espelho desta civilização big brother, a mesma que sentimos quando nos dirigimos às finanças, conservatória, segurança social, iefp, centro de saúde, escola e demais serviços públicos de que precisamos todos os dias. É o tão aclamado simplex, munido de teias e camadas de subtis entraves gerados pelos teóricos políticos e técnicos que geram e aprovam leis sobre leis à velocidade luz sem tempo para as assimilar e fazer cumprir. A Alexandra Dengucho alega que a Lei deve subordinar-se à vontade política de quem foi eleito, mas pergunte à mesma quem senta na cadeira da PJ quando o parecer técnico não vai ao encontro da Lei. Ao político basta alegar desconhecer a Lei e safar-se com a crença de que foi enganado pelo técnico para ser ilibado. Falar é fácil, difícil é agir.

    • Se é assim, então não percebo como é que nos outros Municípios as coisas acontecem! Devem haver leis únicas e especiais para a Marinha…

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